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- Seleção do Irã troca concentração nos EUA por México
Seleção do Irã ainda não recebeu os vistos necessários para participar da Copa do Mundo nos EUA TUCSON - A seleção do Irã, que inicialmente planejava ficar concentrada na cidade de Tucson, no Arizona, durante a Copa do Mundo de 2026, recebeu sinal verde da Fifa para mudar de local e se estabelecer no México, anunciou o presidente da Federação Iraniana no sábado, 23. "Graças às reuniões que tivemos com dirigentes da Fifa (...) nosso pedido foi aceito (...) Ficaremos instalados em Tijuana, perto do Oceano Pacífico”, declarou Mehdi Taj em um vídeo divulgado pela agência de notícias iraniana Fars. Leia também: Arizona se prepara para receber seleção iraniana para a Copa do Mundo “Com essa medida, o problema dos vistos será em grande parte resolvido”, acrescentou o dirigente, enquanto a participação do Irã na Copa do Mundo (de 11 de junho a 19 de julho) está cercada de incertezas desde a ofensiva de Estados Unidos e Israel lançada no final de fevereiro contra a República Islâmica. Classificado para o Mundial pela quarta edição consecutiva, o Irã deverá disputar suas partidas da primeira fase nos Estados Unidos, país com o qual não mantém relações diplomáticas desde 1980. A seleção persa fará sua estreia no dia 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia. Em seguida, jogará novamente na mesma cidade contra a Bélgica, no dia 21 de junho, antes de concluir a fase de grupos contra o Egito, no dia 26 de junho, em Seattle. Logística e busca por vistos "O voo para os nossos dois jogos em Los Angeles dura apenas 55 minutos, o que é muito pouco comparado com Tucson, Arizona. (...) É uma vantagem considerável. Temos problemas com vistos para essas viagens, principalmente em relação ao número de vistos disponíveis. Esse problema será resolvido em breve, já que a equipe entrará pelo México. Talvez possamos pegar um voo particular com a Iran Air”, acrescentou Mehdi Taj. Os dirigentes iranianos iniciaram os esforços para obter vistos na Turquia, onde a equipe está treinando para a Copa do Mundo de 2026. O vice-presidente da Federação Iraniana, Mehdi Mohammad Nabi, explicou na última terça-feira que não tinha "certeza de que todos os jogadores e membros da comissão técnica receberiam seus vistos para os Estados Unidos”, embora tenha expressado confiança em um resultado favorável. ** Com AFP **
- Morre suspeito de abrir fogo contra agentes do Serviço Secreto da Casa Branca
Suspeito já teria tentado invadir a Casa Branca em outra ocasião, disseram autoridades WASHINGTON - Um tiroteio perto da Casa Branca neste sábado, 23, deixou um suspeito morto e um pedestre ferido, informaram as autoridades. De acordo com o Serviço Secreto dos Estados Unidos, por volta das 18h no horário local, uma pessoa sacou uma arma de uma bolsa e disparou de 15 a 30 tiros na região da rua 17 com a Pennsylvania Avenue. Agentes do Serviço Secreto revidaram e atingiram o suspeito, que foi levado a um hospital da região, onde sua morte foi confirmada. Ele foi identificado como Nasire Best, de 21 anos, e era conhecido tanto pelo Serviço Secreto quanto pela polícia metropolitana de Washington e tinha histórico documentado de problemas de saúde mental. Best já havia tentado entrar na Casa Branca em julho de 2025 e acabou preso por agentes nas proximidades. Depois disso, teria passado um período em uma instituição psiquiátrica. A CBS também afirma que ele vivia em Washington havia 18 meses. Um pessoa que passava pelo local também foi atingido pelos disparos e levada ao hospital. Não há informações sobre o estado de saúde. Vários agentes do Serviço Secreto foram examinados no local, mas nenhum precisou de atendimento hospitalar. Jornalistas na Casa Branca relataram ter ouvido uma sequência de disparos antes de serem levados para a sala de imprensa dentro do prédio. Fotos feitas no interior do edifício mostram jornalistas aglomerados perto das janelas. Em um vídeo, Selina Wang, repórter da ABC News, é vista se abaixando para se proteger ao ouvir tiros enquanto gravava um vídeo para as redes sociais. "Pareciam dezenas de tiros", disse ela. "Mandaram que corrêssemos até a sala de coletiva de imprensa, onde estamos agora." O lockdown na Casa Branca foi suspenso às 19h no horário local. Mais tarde, Trump, que estava na Casa Branca no momento do ataque, agradeceu aos agentes do Serviço Secreto e das forças de segurança pela "ação rápida e profissional" diante do ataque. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que o suspeito tinha um "histórico violento" e possível "obsessão" pela Casa Branca. O presidente também disse que o episódio reforça a necessidade de tornar a Casa Branca "o espaço mais seguro e protegido de seu tipo já construído em Washington", em referência ao projeto de construção de um novo salão de eventos no complexo presidencial. O episódio ocorre apenas um mês depois de um atirador abrir fogo durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. No dia 27 de abril, Trump foi retirado de um jantar de gala, após um atirador identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, abrir fogo perto do local em Washington. ** Com Agências **
- Governo Trump determina que imigrantes voltem a seus países de origem para solicitar green card
Concessão de green card dentro dos EUA passa a ser uma exceção à regra WASHINGTON -Estrangeiros que buscam obter o green card nos Estados Unidos terão que voltar ao seu país para dar entrada no processo por meio do Departamento de Estado, informou o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) nesta sexta-feira, 22. O órgão anunciou a medida em um memorando, datado do dia anterior, que orienta os agentes migratórios a considerar fatores e informações relevantes caso a caso ao determinar se é justificada uma dispensa extraordinária da necessidade de retorno ao país de origem para dar entrada no processo de ajuste do status migratório. O documento também reforça que a análise para eventual dispensa deve considerar "altamente relevante" casos em que o estrangeiro não cumpriu as condições de sua entrada provisória e se não deixou o país como esperado. "Avaliadores devem pesar todos os fatores positivos e negativos, incluindo laços familiares, status e histórico migratório, o caráter moral do solicitante e qualquer outro fator relevante para determinar se um estrangeiro deve receber" esse tratamento, diz o texto. "Esta política permite que nosso sistema de imigração funcione como a lei pretendia, em vez de incentivar brechas. Quando estrangeiros aplicam para o processo nos seus países de origem, isso reduz a necessidade de buscar e remover aqueles que decidem desaparecer e continuar nos EUA de forma ilegal após terem solicitações de residência negadas", afirmou o porta-voz do USCIS, Zach Kahler. "Não imigrantes, como estudantes, trabalhadores temporários ou pessoas com visto de turismo vêm aos EUA por um tempo curto e um propósito específico. Nosso sistema está projetado para que eles deixem o país quando a visita terminar. Essa visita não deve funcionar como o primeiro passo para a obtenção de um green card", acrescentou. Até o momento, essa exigência valia apenas para imigrantes que entravam ilegalmente pela fronteira. O USCIS afirmou ainda que a nova política liberará recursos da agência para focar o processamento de outros casos. A Hias, uma organização de ajuda humanitária que presta serviços a refugiados, entre outros grupos de imigrantes, disse que a diretriz força sobreviventes de tráfico humano e crianças vítimas de abuso e negligência a retornarem a seus países, de onde fugiram, para processar as solicitações de green card que lhes concedem residência permanente nos EUA. ** Da Redação com Agências**
- Ordem de Trump orienta bancos a exigirem status imigratório de clientes para evitar 'calotes'
Atualizada às 6pm (5/22) WASHINGTON - Uma ordem executiva do presidente Donald Trump emitida essa semana orienta instituições bancárias a investigar o status imigratório de pessoas que buscam abrir contas ou obter empréstimos e cartões de crédito. Chamada de "Restaurando a Integridade do Sistema Financeiro Americano, o texto assinado na terça-feira, 19, é bem mais brando do que o esperado e estabelece que, no prazo de 60 dias, a Secretaria do Tesouro publique um comunicado às instituições financeiras a respeito dos riscos associados à "exploração do sistema financeiro dos Estados Unidos por populações não autorizadas a trabalhar e por seus empregadores". Isso significa que os órgãos reguladores repensem as chamadas regras de "conheça seu cliente", destinadas a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, tornando o status imigratório de uma pessoa uma parte importante da avaliação bancária. A Casa Branca também afirmou que o Tesouro e os órgãos reguladores devem propor alterações à Lei de Sigilo Bancário (Bank Secrecy Act) para facilitar a obtenção de informações sobre os clientes, apontando especificamente a carteira consular como documento de identificação questionável. A Casa Branca destaca que os bancos vão enfrentar riscos de inadimplência se um de seus clientes fosse deportado e, assim, quaisquer empréstimos não pudessem mais ser reembolsados. Uma vez que nunca houve o recolhimento de qualquer informação sobre a cidadania ou condição imigratória de seus clientes, não existem números públicos fiáveis sobre o risco que eles representam para o sistema financeiro. Um estudo do Urban Institute estima que entre 5 e 6 mil hipotecas foram emitidas para clientes com Números de Identificação de Contribuinte Individual (ITINs), normalmente usados por trabalhadores indocumentados no lugar de um número de Seguro Social. Os bancos consideraram que verificar o status imigratório e a cidadania de todos os clientes atuais - como queria Trump - seria "extremamente oneroso e quase impossível". Associações do setor explicaram que tal determinação poderia levar ao desenquadramento bancário de milhões de clientes e reduzir o acesso financeiro para os norte-americanos. Em vez disso, as instituições financeiras buscarão identificar sinais de alerta — incluindo a evasão de impostos sobre a folha de pagamento, a ocultação da verdadeira titularidade de contas, o pagamento de salários "por fora" (não registrados), o tráfico de mão de obra e o uso de números de identificação fiscal individual para abrir contas ou obter crédito sem comprovação de presença legal nos EUA. O bê-á-bá da Ordem Em entrevista ao programa Bom Dia Manchete (Rádio Manchete USA) o advogado de imigração Danilo Brack, da Brack Law, confirmou que a medida afeta apenas ao tomador de empréstimo. "Quem abrir o app do seu banco vai ver que aparece a marca do FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), órgão que garante até US$ 100 mil das contas ativas de bancos americanos. O que o governo sinaliza é que não irá mais bancar os prejuízos dos bancos que concederem financiamentos a imigrantes ilegais cuja a deportação pode acontecer", explica. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Autoridades de Trump tentaram banir metade das máquinas de votação dos EUA
WASHINGTON - O czar de segurança eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, procurou banir no ano passado as máquinas de votação usadas em mais da metade do país, perguntando se o Departamento de Comércio poderia declarar que seus componentes representavam riscos à segurança nacional, de acordo com duas pessoas com conhecimento direto do assunto. O assessor da Casa Branca Kurt Olsen, um advogado que Trump encarregou de provar teorias da conspiração amplamente desmentidas sobre fraudes eleitorais, promoveu o plano de atingir as máquinas da Dominion Voting Systems. A ideia surgiu, segundo as fontes, quando Olsen e outras autoridades fizeram um brainstorming sobre como o governo federal poderia assumir o controle das eleições dos Estados, uma ideia divulgada publicamente por Trump. Olsen queria um sistema nacional de cédulas de papel contadas à mão, disseram as fontes, uma exigência frequente de Trump que, segundo alguns especialistas em segurança eleitoral, seria menos precisa e potencialmente mais arriscada do que o sistema atual de máquinas com registros de papel auditáveis que quase todas as cidades e Estados usam. O plano para excluir as máquinas, relatado aqui em primeira mão, foi longe o suficiente para que, em setembro, as autoridades do Departamento de Comércio começassem a explorar os motivos que poderiam ser invocados para executá-lo, disseram outras três fontes. No entanto, o plano acabou fracassando porque Olsen e outros funcionários do governo que trabalhavam com ele não conseguiram fornecer evidências que justificassem tal medida, disseram duas das fontes. O episódio faz parte de um esforço de longo alcance do governo Trump para invadir a autoridade dos governos estaduais e locais para realizar eleições -- que lhes é concedida pela Constituição dos EUA para evitar que o poder executivo tome o poder. Olsen está trabalhando com as principais agências de inteligência e de aplicação da lei do país para investigar denúncias de fraude eleitoral. Uma investigação da Reuters no início deste mês mostrou que autoridades do governo e investigadores em pelo menos oito Estados buscaram registros confidenciais, pressionaram para ter acesso a equipamentos de votação e reexaminaram casos de fraude eleitoral que foram rejeitados por tribunais e revisões bipartidárias. Trump e seus aliados republicanos também estão buscando planos sem precedentes para redesenhar os distritos eleitorais mais cedo do que o normal, a fim de garantir vantagens nas eleições parlamentares de meio de mandato em novembro. Olsen, que os senadores democratas estão tentando remover de seu cargo, pretendia invalidar as máquinas de votação da Dominion antes das eleições de meio de mandato, disseram as duas fontes. Outros envolvidos nas deliberações incluíram Paul McNamara, assessor sênior da chefe de espionagem de Trump, Tulsi Gabbard, e Brian Sikma, assistente especial de Trump que trabalha em seu Conselho de Política Doméstica, de acordo com uma das duas fontes com conhecimento direto do assunto. Olsen trabalhou em estreita colaboração com o gabinete do diretor de Inteligência Nacional (ODNI) de Gabbard. No início do verão passado no hemisfério norte, McNamara pediu às autoridades do Departamento de Comércio que considerassem a possível designação dos chips e softwares da Dominion como um risco à segurança nacional, disseram as duas fontes. Na época, McNamara chefiava uma força-tarefa do ODNI que trabalhava com funcionários de toda a administração para investigar vulnerabilidades nas máquinas de votação do país. As duas fontes disseram que McNamara conversou sobre o assunto com autoridades sênior do Departamento de Comércio dos EUA, que é dirigido pelo secretário Howard Lutnick. A Reuters não conseguiu determinar se Lutnick estava envolvido ou ciente dessas discussões. Um porta-voz do Departamento de Comércio disse que Lutnick nunca se reuniu ou discutiu questões de integridade eleitoral com McNamara e não "se envolveu no assunto em absoluto". O porta-voz não quis comentar se o escritório de Lutnick ou outros funcionários estavam envolvidos. Olsen, McNamara e Sikma não responderam aos pedidos de entrevista. PREOCUPAÇÕES COM MAIS CAOS ELEITORAL Os democratas e especialistas em integridade eleitoral temem que, com a expectativa de que os republicanos sofram derrotas nas eleições de meio de mandato, o governo pretenda suprimir a votação e abrir caminho para contestar os resultados com mais alegações infundadas de fraude eleitoral. Mais de 98% das jurisdições eleitorais dos EUA já produzem um registro em papel para cada voto, informou a Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA no ano passado. Esses votos são, em sua maioria, depositados em máquinas que imprimem um registro em papel, ou marcados à mão, mas contados por leitores eletrônicos. Os especialistas em segurança eleitoral apoiam amplamente a atual combinação de tecnologia e cédulas de papel, que fornece um registro verificado pelo eleitor para auditorias pós-eleitorais. Os defensores das cédulas marcadas e contadas à mão argumentam que elas eliminam as preocupações com ataques cibernéticos. Mas elas apresentam riscos diferentes, disse Alex Halderman, professor de ciência da computação da Universidade de Michigan, incluindo erros de contagem e fraude nas urnas. "Mudar para a contagem manual seria caótico", declarou ele, "e poderia facilitar a trapaça." O porta-voz da Casa Branca Davis Ingle caracterizou essa reportagem como um vazamento seletivo e a chamou de desinformação. ** Com Reuters **
- Indicado por Trump toma posse como novo chefe do Fed
WASHINGTON - Após ser indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o economista Kevin Warsh assumiu nesta sexta-feira, 22, a presidência do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano. O jurista, de 56 anos, tomou posse em meio a um cenário de inflação pressionada pelos preços da energia, reflexo da guerra travada pelos EUA no Oriente Médio. Warsh substitui Jerome Powell, que vinha sofrendo forte pressão de Trump para promover cortes nas taxas de juros. "Nosso mandato no Fed é promover a estabilidade de preços e o máximo emprego. Quando perseguimos esses objetivos com sabedoria e clareza, independência e determinação, a inflação pode ser menor e o crescimento mais robusto", afirmou Warsh, ao prometer uma "abordagem orientada para reformas". "A renda líquida real pode aumentar, os Estados Unidos podem se tornar mais prósperos e, não menos importante, sua posição no mundo pode ser mais segura. Para cumprir essa missão, trabalharei em quatro frentes: aprender com os sucessos e erros do passado, evitar mentalidades rígidas e manter padrões claros de integridade e desempenho", acrescentou. Dirigindo-se a Trump, o novo presidente do Fed declarou que "é precisamente por meio da energia e da determinação que superamos os obstáculos mais difíceis". Ele também afirmou acreditar que "estes anos podem trazer uma prosperidade capaz de elevar o padrão de vida dos americanos de todas as origens". O presidente americano, por sua vez, afirmou que Warsh está entre os poucos "que possuem as qualidades certas" para liderar o Banco Central e "realizar um trabalho fantástico". "Infelizmente, aos olhos de muitos, o Fed perdeu o rumo nos últimos anos. Kevin restaurará a confiança no Fed e entre os americanos de todo o espectro político", declarou Trump. A posse de Warsh foi a primeira cerimônia do tipo realizada na Casa Branca, em Washington, desde a era de Alan Greenspan, que assumiu o cargo em 1987 e permaneceu na função até 2006, quando foi sucedido por Ben Bernanke. ** Com Ansa **
- Ações do ICE separam 205 mil crianças dos pais
WASHINGTON - Uma análise dos dados do ICE divulgada essa semana revela que cerca 205 mil crianças tiveram ao menos um de seus pais presos desde janeiro de 2025. Desse total, estima-se que 145 mil são nascidas nos Estados Unidos. O cálculo da think tank Brookings, a partir de dados demográficos de imigrantes detidos e projeções estatísticas, diante da ausência de informações completas por parte do governo, aponta que mais da metade dessas famílias são de origem mexicana. Em seguida, estão famílias da Guatemala (15%), Honduras (10,7%) e outros países latino-americanos. O estudo cita entre 2 e 3 mil menores brasileiros que tiveram pelo menos um dos pais presos. A maior parte também é cidadã americana. O Brookings aponta ainda que em 22 mil casos, todas as figuras parentais que viviam com a criança foram afastadas simultaneamente, deixando esses menores sem nenhum responsável em casa. Desses, apenas 5% — cerca de mil menores— tiveram algum contato com o sistema oficial de proteção infantil. As estatísticas indicam que esse contingente de crianças desamparadas pode crescer nos próximos meses. Estima-se que cerca de 13 milhões de adultos vivem nos EUA sem status migratório definido ou com proteção parcial. Essas famílias incluem mais de 4,6 milhões de crianças cidadãs americanas que convivem com pelo menos um dos pais em risco de deportação. Em um cenário mais extremo, cerca de 2,5 milhões podem vir a perder todos os responsáveis presentes em casa. ** Da Redação **
- Justiça manda ICE soltar estudante a tempo de formatura no Texas
AUSTIN - A Justiça mandou soltar o estudante hondurenho Luis Fernando Cabrera Chavarria, de 18 anos, preso pelo ICE no Texas semanas antes da sua formatura no High School. O juiz distrital Jason Pulliam determinou que ele deixe a custódia até sexta-feira, 22, a tempo de participar da cerimônia no início de junho. Aluno da Northeast Early College High School, em Austin, o jovem foi parado em 1º de maio durante uma blitz policial enquanto voltava para casa após um turno noturno de trabalho em uma unidade da rede Popeyes. Segundo o Departamento de Segurança Pública do Texas, Cabrera Chavarria foi abordado por um policial rodoviário na Interestadual 35 devido a um suposto registro vencido do veículo. O agente atuava sob o programa 287(g), parceria entre autoridades locais e o ICE, que permite a aplicação de leis de imigração em abordagens rotineiras. Após constatar que o jovem não possuía documentação legal para permanecer no país, o policial acionou o órgão federal. Cabrera Chavarria foi então transferido para o Centro de Processamento de Imigração do Condado de Karnes. Tentativa de participar da formatura Apesar da detenção, o estudante continuou realizando atividades escolares com apoio do distrito educacional de Austin, que informou estar em contato com a equipe jurídica do adolescente para garantir acesso às tarefas e avaliações. "Eles já o fizeram perder o baile de formatura. Já o fizeram perder várias aulas. Hoje ele está fazendo uma prova final praticamente da prisão", afirmou o deputado democrata Greg Casar à emissora KXAN, após visitar o centro de detenção. O advogado do estudante, Jim Harrington, entrou com um pedido de habeas corpus questionando a legalidade da prisão e garantiu a sua liberação antes do dia 2 de junho. De acordo com a defesa, Cabrera Chavarria chegou aos Estados Unidos em 2019, aos 11 anos, junto da família, vinda de Honduras. Além de trabalhar para ajudar nas despesas da casa, ele atuava como goleiro do time de futebol da escola e ajudou a equipe a conquistar títulos distritais e estaduais. Familiares e professores descrevem o jovem como dedicado e responsável. Sua irmã relatou que ele conciliava aulas, treinos e jornadas de trabalho que frequentemente terminavam às 2h da manhã. Nos períodos livres, ainda ajudava a cuidar do sobrinho bebê. "Ele quer se formar. Ele quer subir ao palco com a sua turma. Ele é um líder. Tem bom coração e bom caráter", disse o ex-professor de inglês Joe Dunlap. Em nota, o ICE afirmou que o estudante “admitiu livremente não ter base legal ou documentação para permanecer nos EUA” e declarou que ele permaneceria sob custódia enquanto o processo migratório estivesse em andamento. ** Com Agências **
- Justiça dos EUA abre ação penal contra Raúl Castro por homicídio e amplia pressão contra Cuba
O anúncio acontence em meio a temores de uma operação dos EUA para derrubar o regime cubano WASHINGTON - A Justiça dos Estados Unidos abriu nesta quarta-feira, 20, uma ação penal por homicídio contra o ex-ditador de Cuba Raúl Castro, por um caso que envolve o ataque a dois aviões nos anos 1990. A medida, anunciada pelo Departamento de Justiça em uma coletiva de imprensa na Flórida, amplia a pressão do governo Trump contra Havana, em meio a temores de uma operação para derrubar o regime, hoje a cargo de Miguel Díaz-Canel. Pouco após a confirmação do indiciamento, Díaz-Canel afirmou que a medida é uma ação política sem base jurídica. Na semana passada, um funcionário do Departamento de Justiça havia dito à Reuters, também sob condição de anonimato, que as acusações contra Castro são baseadas em um incidente ocorrido em 1996, quando o ex-presidente ainda era ministro da Defesa, no qual duas aeronaves operadas pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue - formado por pilotos cubanos exilados e radicados em Miami - foram derrubadas pela Força Aérea de Cuba. O episódio deixou quatro pessoas mortas e ampliou as tensões diplomáticas entre Havana e Washington na época. Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que “os EUA não vão tolerar um Estado pária abrigando operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a apenas 90 milhas do território americano”. Na segunda-feira, 18, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que o país não representa uma ameaça a Washington. O secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, que é filho de imigrantes cubanos, divulgou nesta quarta-feira um vídeo em espanhol dirigido à comunidade cubana. “O verdadeiro motivo pelo qual vocês não tem eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam seu país roubaram bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo”, afirmou. Segundo Rubio, Trump está oferecendo “uma nova relação” entre Washington e Havana e US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos. “Mas eles devem ser distribuídos diretamente ao povo cubano pela Igreja Católica ou por outros grupos de caridade confiáveis”, acrescentou. Ele afirmou que Trump quer oferecer aos cubanos “uma nova Cuba, na qual vocês tenham a verdadeira oportunidade de escolher quem governa o país e votar para substituí-los caso não estejam fazendo um bom trabalho”. Resposta cubana Em resposta ao vídeo, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, chamou Rubio de " porta-voz de interesses corruptos e revanchistas" e afirmou que ele “repete seu roteiro mentiroso e tenta culpar o governo de Cuba pelo dano impiedoso que provoca o governo dos EUA ao povo cubano”. “Continua falando de uma ajuda de US$ 100 milhões que Cuba não rejeitou, mas cujo cinismo é evidente para qualquer um diante do efeito devastador do bloqueio econômico e do cerco energético”, escreveu Parrilla em publicação no X. No fim de março, Trump chegou a dizer que “Cuba é a próxima”, durante um discurso no qual exaltou ações militares americanas na Venezuela e no Irã. No entanto, ele não especificou quais medidas poderiam ser adotadas contra Havana. ** Com AE **
- Proprietários de hotéis nos EUA estão preocupados frente ao baixo nível de reservas antes da Copa do Mundo
Empresários apostam em vendas de última hora nas cidades-sede da Copa NOVA YORK - Após percorrer as ruas de Kansas City, Houston, Miami, Boston e Nova York é difícil ignorar que está prestes a começar a Copa do Mundo Fifa de Futebol Masculino 2026 nos Estados Unidos. Existem inúmeros outdoors e cartazes nas portas dos bares. As lojas oferecem uma grande variedade de produtos temáticos do torneio. Mas, para os donos de hotéis e seus sistemas de reservas, o burburinho parece mais um murmúrio. As associações do setor afirmam que a maioria dos hotéis das cidades-sede da Copa do Mundo registra nível de reservas inferior ao da mesma época do ano passado. E os donos de hotéis que conversaram com a BBC manifestaram sua decepção até o momento. "Nos venderam a expectativa de que o Mundial seria um grande fenômeno. As pessoas falam disso há anos", comenta Deidre Mathis, proprietária do Wanderstay Boutique Hotel em Houston, no Texas. "Quando revisamos nosso calendário e vimos que, em fevereiro, março e abril, ainda não havíamos esgotado as reservas [para o torneio] — e não se trata apenas de nós, em Houston, mas em toda parte —, ficamos aqui, simplesmente muito desconcertados." O Wanderstay Hotel fica a pouco mais de 1,5 km a pé da zona dos torcedores a ser instalada em Houston e a pouca distância de carro do estádio que irá receber os jogos na cidade. No momento, o hotel está com 45% da sua capacidade reservada para o período do torneio, em comparação com os 70% registrados na mesma época do ano passado, segundo Deidre. Ambiente politizado e torneio caro A empresária do ramo de hotelaria culpa especificamente o "clima político" vivido durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Ela cita particularmente as batidas migratórias dos agentes do ICE realizadas em cidades de todo o país. Deidre também mencionou o aumento do custo de vida, devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e os preços "extraordinariamente" altos dos ingressos para as partidas do Mundial. O próprio Trump, apoiador entusiasmado da Copa do Mundo e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou que "também não pagaria", quando foi consultado sobre os custos para os torcedores assistirem os jogos nos estádios. As entradas à venda para a final, no MetLife Stadium de Nova Jersey, foram oferecidas oficialmente por até US$ 32.970. Já o mercado de revenda chegou a cotar ingressos a mais de US$ 2 milhões. Deidre pediu à Fifa que reduza o preço dos ingressos e também convocou o governo americano a agilizar os trâmites de visto dos torcedores que querem presenciar o evento. Entre os hotéis e o Airbnb A Associação Americana de Hotéis e Acomodações (AHLA, na sigla em inglês) representa dezenas de milhares de clientes, que variam das principais redes de hotéis até negócios independentes. A entidade constatou que oito em cada 10 hotéis nas cidades-sede da Copa estão observando demanda inferior à esperada. Eles alertam que o torneio não se traduziu em um volume sólido de reservas. Em pesquisa realizada pela AHLA, muitos participantes descreveram o torneio como um "evento irrelevante". A maioria declarou que o ritmo de reservas está abaixo dos níveis habituais típicos do verão no país. A presidente e diretora-executiva da AHLA, Rosanna Maietta, explicou que a guerra no Irã é um dos fatores responsáveis por esta situação. Mas ela destacou que parte dos torcedores talvez esteja esperando saber ao certo onde sua equipe irá jogar, antes de reservar acomodações. Já a plataforma Airbnb afirma que a Copa do Mundo 2026 se apresenta como "o maior evento de hospedagem" da sua história. Esperando o aumento Stephen Jenkins, gerente do Fontaine Hotel de Kansas City, no Missouri, disse que em termos de reservas, o hotel se encontra em "situação muito similar" à mesma época do ano passado. "Não estamos observando o aumento que havíamos previsto", admite Jenkins. Ele está fazendo todo o possível para aproveitar a Copa do Mundo. O gerente esperava um pico, já que receber o torneio na própria cidade é uma "experiência única na vida". Mas, até agora, ele está decepcionado. Por outro lado, Jenkins contou ter registrado um leve aumento das reservas com o anúncio da tabela da Copa e espera ver uma "aceleração muito maior, à medida que se aproximem as partidas". Para ilustrar o grau de esperança depositado pelas empresas locais no sucesso do torneio, Jenkins afirmou que o festival criado para os torcedores (o Fifa Fan Festival) será "um fator determinante". O próprio Fontaine Hotel irá promover uma "Copa Culinária". Nela, os hóspedes poderão degustar pratos temáticos, inspirados nos países cujas seleções irão jogar em Kansas City. A estreia da Argentina, a atual campeã, está marcada para a cidade do Missouri no dia 16 de junho, contra a seleção da Argélia. Mas Jenkins afirma que o superastro Lionel Messi ainda não exerceu o mesmo poder de atração da estrela do pop Taylor Swift, quando sua turnê Eras visitou a cidade, em 2023. Ele admite que esta não é uma "comparação justa", devido à maior concentração de datas em comparação com a Copa do Mundo. Mas Jenkins descreveu a visita de Swift como "um evento capaz de esgotar as entradas em toda a cidade". 'Não é exatamente o que esperávamos' Também para Manuel Deisen, gerente-geral do Hotel InterContinental Buckhead em Atlanta, na Geórgia, "o volume de consultas e reservas que estamos observando está abaixo dos níveis habituais para as mesmas datas". Mas Deisen conta ter percebido um "entusiasmo incrível" pelo torneio e prevê um pico de última hora. Ele acredita que os torcedores estejam esperando até o final para confirmar suas reservas. O hotel fez do Mundial um elemento central da sua programação de verão. Os planos são de retransmitir as partidas e organizar eventos temáticos de futebol, dirigidos tanto aos torcedores vindos de fora quanto aos moradores locais, ao longo de toda a competição. A Fifa informou que a demanda pelos ingressos do torneio "não tem precedentes" e que já foram vendidos mais de cinco milhões de entradas. A instituição responde às críticas que consideram excessivos os preços dos ingressos, afirmando que alguns foram vendidos por apenas US$ 60, enquanto as entradas de preço maior foram definidas de forma a evitar a especulação pelos cambistas. A Casa Branca criou um grupo de trabalho especial para a Copa do Mundo, com o objetivo de garantir que o torneio ocorra sem contratempos. Como parte dos preparativos, o governo americano isentou os torcedores de futebol de 50 países da exigência de depositar US$ 15 mil para solicitar seus vistos, desde que demonstrem já possuir ingressos válidos para as partidas. ** Com BBC **
- Aprovação de Trump cai para 35% com queda de apoio de republicanos
Rejeição de Trump entre republicanos pode custar maioria do Partido Republicano no Congresso WASHINGTON - O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para perto do nível mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, afetado por uma queda no apoio entre republicanos, de acordo com o último levantamento da Reuters/Ipsos. A pesquisa feita ao longo de quatro dias, encerrada na segunda-feira, 18, mostrou que 35% do país aprovava o desempenho de Trump, um ponto percentual abaixo do apontado no início deste mês e um pouco acima do ponto mais baixo de sua presidência -- 34% -- visto no mês passado. Ele iniciou seu mandato atual em janeiro de 2025 com um índice de aprovação de 47%. A popularidade do presidente sofreu um golpe este ano, conforme os americanos sofrem com o aumento dos preços da gasolina desde que Trump ordenou ataques ao Irã em fevereiro, juntamente com Israel. A guerra bloqueou grande parte do comércio global de petróleo, elevando os preços na bomba para os americanos em cerca de 50% e aumentando a preocupação entre os partidários de Trump, que defenderão suas maiorias no Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro. O descontentamento está se espalhando dentro do partido de Trump, com 21% dos republicanos dizendo que agora desaprovam o desempenho do presidente, em comparação com 5% logo após ele assumir o cargo há pouco mais de um ano. Cerca de 79% dos republicanos na pesquisa disseram que Trump estava fazendo um bom trabalho, abaixo dos 82% no início do mês e dos 91% em janeiro de 2025. Os republicanos ficaram particularmente ressentidos com a maneira como Trump lidou com o custo de vida, uma questão que ele prometeu abordar durante sua campanha em 2024, depois que um surto de inflação alta atormentou seu antecessor no cargo, o democrata Joe Biden. Apenas 47% dos republicanos dão a Trump uma nota positiva em relação ao custo de vida, em comparação com 46% que dizem que ele está fazendo um trabalho ruim. Entre a população em geral, apenas um em cada cinco aprova o governo federal neste quesito. O apoio de Trump dentro de seu partido tem se mantido mais firme para sua política de imigração, outra questão central de sua campanha para a eleição presidencial de 2024 e que tem animado seus principais apoiadores. Cerca de 82% dos republicanos aprovam a maneira como Trump está lidando com a imigração, o que não mudou muito em relação ao ano passado. O magnata também assumiu o cargo com a promessa de evitar o que ele chamou de "guerras eternas", como as intervenções militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão, que ocuparam as tropas americanas durante a maior parte do último quarto de século. Ele argumenta que o conflito com o Irã tem sido um sucesso, divulgando os ataques que mataram o líder do país e muitos políticos importantes. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde abril, mas o Irã tem se recusado, em grande parte, a permitir a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que, antes da guerra, era responsável por um quinto do comércio global de petróleo. Apenas 62% dos republicanos aprovam a forma como Trump está lidando com a situação no Irã, enquanto 28% desaprovam, de acordo com a última pesquisa Reuters/Ipsos. Os democratas desaprovam de forma esmagadora, assim como dois terços dos independentes. No geral, apenas um em cada quatro entrevistados na pesquisa -- e cerca de metade dos republicanos -- disse que a ação militar dos EUA no Irã valeu a pena. A pesquisa, realizada online, reuniu respostas de 1.271 adultos em todo o país e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais para os americanos em geral e de 5 pontos para os republicanos. Eleições em novembro Os estrategistas políticos republicanos disseram que a queda na popularidade de Trump pode ser um sinal de diminuição do entusiasmo entre os eleitores republicanos antes das eleições de novembro, quando o controle de ambas as câmaras do Congresso dos EUA estará em disputa. "A maior preocupação que eu teria é que os republicanos não parecem estar tão motivados a comparecer às eleições de meio de mandato quanto os democratas estão agora", disse Jeanette Hoffman, consultora republicana. Hoffman disse que ainda não está claro o impacto que o declínio dos números de Trump pode ter, já que quatro em cada cinco republicanos ainda o apoiam. "80% ainda é um número bastante grande", disse ela. ** Com Reuters **
- Confusão em praia de RI termina com três esfaqueados e fuga em massa de banhistas
Confusão generalizada pegou banhistas de surpresa em praia paradisíaca NARRAGANSETT - O dia de folga de estudantes do último ano do ensino médio terminou em cenas de violência e pânico na praia municipal de Narragansett, de Rhode Island. Três pessoas foram esfaqueadas durante uma série de confusões registradas na tarde desta terça-feira, 19, provocando correria entre centenas de adolescentes e banhistas. Vídeos da briga circulam nas redes sociais e mostram grupos trocando agressões enquanto diversas pessoas filmavam a movimentação com celulares. Segundo o Departamento de Polícia de Narragansett, equipes de emergência foram acionadas por volta das 15h04 após relatos de múltiplos esfaqueamentos na praia, localizada a cerca de 51 quilômetros de Providence. As três vítimas receberam atendimento ainda no local e foram levadas para um hospital da região. O estado de saúde delas não foi divulgado. De acordo com o chefe de polícia Kyle Rekas, em entrevista ao jornal The Providence Journal, os esfaqueamentos ocorreram em meio a diferentes incidentes registrados ao longo do dia na praia. A fuga em massa dos frequentadores gerou novos tumultos e pequenos distúrbios, segundo as autoridades. A polícia informou ainda que dois adultos foram presos por conduta desordeira, resistência à prisão e obstrução da justiça, embora as detenções não tenham relação direta com os ataques a faca. Praia conhecida pela tranquilidade O episódio chamou atenção por ocorrer em um dos balneários mais conhecidos da região, frequentemente citado por veículos especializados em turismo como um destino familiar e tranquilo. Antes do caso, a praia costumava aparecer nas manchetes por listas de melhores praias ou por alertas envolvendo tubarões na costa. Nas redes sociais, moradores e frequentadores reagiram com indignação diante da violência. "É absolutamente inacreditável que tenha havido um esfaqueamento na praia de Narragansett hoje. Deveríamos poder ir à praia com nossos filhos sem nos preocupar com violência", escreveu um usuário. Outro internauta afirmou que a cidade “está se transformando numa terra sem lei”, enquanto um terceiro lamentou que a praia, antes conhecida por ser um lugar pacífico, tenha se tornado palco de agressões. A praia de Narragansett Town só deve iniciar oficialmente sua temporada de funcionamento em 25 de maio. O acesso ao local custa US$ 12, e as regras do balneário incluem proibição de bebidas alcoólicas, música alta e linguagem considerada obscena. Segundo o site imobiliário Zillow, o valor médio das casas na região gira em torno de US$ 850 mil. ** Com Agências **
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