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- Câmara dos Deputados dos EUA aprova projeto de lei de defesa de US$1 trilhão
WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou por uma margem estreita, nesta quarta-feira, 22, sua versão de um amplo projeto de lei sobre política de defesa, apesar das preocupações dos democratas com seu altíssimo custo, a guerra contra o Irã e uma cláusula que reforçaria os laços do Pentágono com Israel. Por 216 votos a 212, os deputados aprovaram a Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) para o ano fiscal de 2027, que autoriza um gasto sem precedentes de US$1,15 trilhão para as Forças Armadas. A votação seguiu, em grande parte, as linhas partidárias, já que todos os republicanos, com exceção de sete, votaram a favor da medida, e todos os democratas, com exceção de seis, votaram contra. Os democratas se opuseram ao enorme montante de dinheiro autorizado para o Pentágono, em um momento em que o presidente Donald Trump e seus pares republicanos estão cortando gastos com programas sociais. Eles também se opõem à guerra em curso e profundamente impopular contra o Irã, que, segundo o Pentágono, já custou aos EUA US$37,5 bilhões até o momento. Os republicanos afirmaram que o gasto de US$1 trilhão é essencial para apoiar as Forças Armadas enquanto travam guerra no Irã, financiar o desenvolvimento de sistemas de defesa e a compra de equipamentos, além de proporcionar benefícios às tropas, como aumentos salariais de até 7% e a construção de quartéis e moradias para famílias. Outra medida que preocupou os democratas foi uma cláusula que ampliaria substancialmente a cooperação em tecnologia militar entre os EUA e Israel, apesar dos apelos de muitos cidadãos— especialmente da esquerda — para reduzir o apoio àquele país devido à preocupação com o alto número de vítimas civis palestinas causadas pelos ataques em Gaza. EM 2026, PROJETO "OBRIGATÓRIO" PODE NÃO SER APROVADO Historicamente vista por ambos os partidos como "legislação que precisa ser aprovada", a NDAA é um dos poucos projetos importantes que sempre é aprovado pelo Congresso, tendo se tornado lei por 65 anos consecutivos. O projeto deste ano enfrenta grandes desafios, dadas as profundas divisões partidárias no Congresso sobre questões que vão desde o enorme tamanho do orçamento militar até a guerra contra o Irã, a ajuda a Israel e à Ucrânia e causas da "guerra cultural", como o tratamento dado a soldados transgêneros. O destino da NDAA para o ano fiscal de 2027 também ficou complicado porque os republicanos votaram a favor de anexá-la à "SAVE America Act", legislação apoiada por Trump para endurecer as restrições ao voto, antes de enviá-la ao Senado. O impacto dessa decisão sobre o destino da proposta não estava claro, já que não há votos suficientes no Senado para aprovar a lei eleitoral. Os senadores democratas bloquearam a versão da NDAA do Senado na semana passada. Os líderes do partido de Trump no Senado prometeram tentar novamente levar adiante o projeto de lei antes de deixarem Washington para o recesso de agosto. ** Com Reuters **
- Gasolina volta a superar US$ 4 por galão nos EUA
Antes dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, o preço do galão da gasolina era de US$ 2,98 WASHINGTON - O preço médio da gasolina nos Estados Unidos voltou a ultrapassar US$ 4 por galão, impulsionado pela alta do petróleo após a escalada da guerra no Oriente Médio. Segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA), a média chegou a US$ 4,06 nesta quarta-feira, 22. Há uma semana, o preço médio era de US$ 3,89, ainda acima dos US$ 3,14 no mesmo período do ano passado. Desde o início dos ataques de EUA e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, o valor saiu de US$ 2,98 e atingiu pico de US$ 4,56 em maio. A alta também afeta outros combustíveis. O diesel chegou a US$ 5,18 por galão, e o combustível de aviação acumula avanço de 43% desde o início do conflito, elevando preocupações com a inflação americana. ** Da Redação **
- Juiz dos EUA marca julgamento de Maduro para junho de 2027
Imagem de Maduro e Cília em audiência anterior no tribunal de Manhattan NOVA YORK - O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados pelas acusações de tráfico de drogas nos Estados Unidos, pelas quais estão detidos no país, a partir de 1º de junho de 2027, decidiu a Justiça nesta quarta-feira, 22. Maduro vestia uniforme prisional bege ao ser conduzido a um tribunal de Manhattan, em Nova York, por agentes federais para uma audiência perante o juiz federal Alvin Hellerstein a respeito do início de seu julgamento. O advogado de defesa, Barry Pollack, afirmará que buscará a rejeição do caso com base no argumento de que Maduro deveria ter imunidade para um processo do tipo por ser chefe de um Estado soberano. Em um documento judicial apresentado na noite desta terça-feira (21), promotores do escritório do procurador federal de Manhattan e advogados de defesa de Maduro propuseram o início do julgamento para junho de 2027. Hellerstein deve definir o cronograma final, e as duas partes disseram que podem solicitar ajustes. Maduro enfrenta quatro acusações criminais graves, incluindo conspiração narcoterrorista e conspiração para importação de cocaína. Ele pode pegar prisão perpétua se for condenado. ** Com Reuters **
- Fifa abre investigação sobre confusão envolvendo Argentina após final da Copa do Mundo
Final foi marcada por muitas faltas pesadas da Argentina, mas investigação vai focar na confusão após o jogo NOVA YORK - A Argentina será alvo de uma investigação devido a cenas lamentáveis ocorridas ao final da decisão da Copa do Mundo, informou a Fifa na segunda-feira, 20. O Comitê Disciplinar da Fifa nomeou um procurador de disciplina e ética para avaliar os acontecimentos após o apito final no estádio MetLife. Jogadores ou membros da comissão técnica envolvidos na confusão podem sofrer suspensão, e a Associação de Futebol Argentino (AFA) também corre o risco de ser multada. Após a derrota por 1 a 0 no domingo, integrantes da equipe argentina e da comissão técnica envolveram-se em confrontos com jogadores da Espanha no momento em que estes iniciavam a comemoração pela conquista do troféu. Nahuel Molina, Leandro Paredes, Thiago Almada e o auxiliar técnico Roberto Ayala parecem ter participado do incidente. O sistema de informações da Fifa para comentaristas registrou erroneamente que Paredes havia sido expulso pelo árbitro Slavko Vincic por empurrar o espanhol Eric Garcia pela garganta. O registro do cartão vermelho para Paredes foi removido pouco depois, e a Fifa confirmou que nenhuma medida disciplinar foi tomada naquele momento. A Argentina já havia tido um jogador expulso: Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo nos acréscimos do segundo tempo. Também há outra ação disciplinar possível contra a Argentina depois que seus jogadores exibiram uma faixa em apoio às reivindicações do país sobre as Ilhas Malvinas, após a vitória por 2 a 1 na semifinal contra a Inglaterra. Não há prazo definido para que o promotor da Fifa conclua a investigação sobre a conduta da Argentina. O que aconteceu depois da final da Copa do Mundo? Quando o apito final soou em Nova Jersey, alguns jogadores da Argentina — incluindo Lionel Messi — desabaram no gramado. Outros permaneceram imóveis enquanto os jogadores da Espanha corriam pelo campo em festa. Rodri, que havia sido substituído na prorrogação, saiu do banco de reservas para se juntar aos companheiros de equipe. Ao passar por Molina, o meio-campista do Manchester City pareceu receber um soco no braço ou no estômago desferido pelo defensor argentino. Esse foi o estopim da confusão. Rodri confrontou Molina, mas foi o jogador argentino quem avançou de forma agressiva. Garcia correu para apoiar o companheiro, momento em que Paredes também se envolveu, atingindo Garcia na garganta com um golpe. Gavi, reserva que não havia entrado em campo, tentou intervir, mas acabou sendo derrubado por Almada. Em seguida, Paredes empurrou Gavi contra o chão, colocando a mão no rosto do espanhol. Ayala pareceu segurar Garcia pelo pescoço e, na sequência, aparentou agredir o meio-campista espanhol Dani Olmo. "Paredes desferiu dois ou três socos violentos no rosto de alguém. Ele partiu para cima", disse o ex-jogador inglês Alan Shearer durante a transmissão pela BBC. "Não há lugar nem justificativa para isso. "Sabemos o quanto isso significa para eles e o quanto dói perder, mas existe uma maneira de perder. Vimos isso acontecer com a Argentina muitas vezes. A reação após o apito final é terrível." Outro ex-jogador, Joe Jart, que trabalhou como comentarista para a BBC acrescentou: "O jogo acabou; eles não podem ter absolutamente nenhuma reclamação sobre o que aconteceu hoje. Comportamento deplorável." No entanto, o técnico da Argentina, Lionel Scaloni — que havia tentado acalmar a situação —, pareceu minimizar os incidentes em sua entrevista pós-jogo. "Sabemos ser dignos na vitória e devemos ser dignos na derrota", disse ele. "Hoje, estamos mostrando que sabemos perder. "Perdemos a partida e aceitamos isso, mas isso não significa que vamos parar de viver ou esquecer tudo o que fizemos para chegar até aqui." Que medidas a Argentina poderia enfrentar? O comitê disciplinar da Fifa tem diversas opções à sua disposição. Ao nomear um procurador disciplinar e de ética, a Fifa analisará as infrações com mais detalhes, em vez de se concentrar apenas em possíveis condutas violentas. Há uma chance maior de punição mais severa se os jogadores ou a federação nacional forem acusados e considerados culpados. O Artigo 13 do código disciplinar abrange o comportamento ofensivo e os princípios do chamado fair play, o jogo limpo. As ações dos jogadores e da comissão técnica podem ser julgadas como "violação das regras básicas de conduta decente" e "comportamento que prejudica a reputação do futebol e/ou da Fifa". O procurador disciplinar e de ética levará em consideração "tanto as circunstâncias agravantes quanto as atenuantes" e tem o poder de impor uma suspensão global. A Fifa usou essa cláusula para acusar o então presidente da federação espanhola de futebol, Luis Rubiales, após ele beijar Jenni Hermoso nos lábios depois da vitória da Espanha sobre a Inglaterra na final da Copa do Mundo Feminina. Rubiales foi banido de todas as atividades relacionadas ao futebol por três anos em 2023 e perdeu o recurso para reverter a decisão. O atacante uruguaio Luis Suárez foi suspenso de todas as atividades relacionadas ao futebol por quatro meses por morder o zagueiro italiano Giorgio Chiellini na Copa do Mundo de 2014. Isso significava que o jogador do Liverpool teria perdido os nove primeiros jogos da temporada da Premier League. Mas ele foi transferido para o Barcelona durante o verão, fazendo sua estreia em 25 de outubro. É improvável que Almada, Ayala, Molina e Paredes enfrentem suspensões tão longas. A AFA, no entanto, tem enfrentado outros problemas relacionados ao comportamento de seus jogadores nos últimos anos. A Argentina enfrentou acusações ligadas a "comportamento ofensivo e violações dos princípios de fair play" e "má conduta de jogadores e dirigentes" após a final da Copa do Mundo de 2022. Os sul-americanos venceram a França nos pênaltis, mas foram criticados pela maneira como comemoraram. O goleiro do Aston Villa, Emiliano Martínez, fez um gesto obsceno com o troféu de Melhor Goleiro do Torneio, antes de ser filmado no vestiário zombando da estrela francesa Kylian Mbappé. A Argentina foi multada em cerca de R$ 125 mil, e nenhuma medida foi tomada contra qualquer jogador envolvido. Após a conquista da Copa América de 2024 pela Argentina, o meio-campista do Chelsea, Enzo Fernández, foi forçado a pedir desculpas por um vídeo que publicou fazendo referência à vitória na final da Copa do Mundo. A Federação Francesa de Futebol classificou a música como um cântico "racista e discriminatório". Martínez foi então suspenso por dois jogos em 2024 por "comportamento ofensivo" nas Eliminatórias da Copa do Mundo contra o Chile e a Colômbia. Martínez repetiu sua polêmica comemoração usando uma réplica do troféu da Copa América após uma vitória por 3 a 0 sobre o Chile. Quatro dias depois, ele atingiu uma câmera com as luvas quando um cinegrafista se aproximou dele em campo, após uma derrota por 2 a 1 para a Colômbia. Nesta Copa do Mundo, a AFA já enfrenta uma provável multa pela faixa exibida após o jogo contra a Inglaterra. Seus jogadores comemoraram segurando um pano com a frase "las Malvinas son Argentinas", que se traduz como "as Malvinas são argentinas". Em 2014, a AFA foi multada em cerca de R$ 136 mil depois que seus jogadores exibiram uma faixa com a mesma mensagem antes de um amistoso contra a Eslovênia. É possível que a Fifa aplique suspensões aos jogadores que a seguravam: Cristian Romero, do Tottenham; o ex-jogador dos Spurs Giovani Lo Celso; e Lisandro Martínez, do Manchester United. Após a vitória da Espanha por 2 a 1 sobre a Inglaterra na final da Eurocopa 2024, o capitão Álvaro Morata e seu companheiro de equipe Rodri foram suspensos por um jogo pela Uefa por entoarem o grito "Gibraltar é espanhol" durante as comemorações da vitória. Em 18 de fevereiro, a Uefa nomeou um inspetor de ética e disciplina para investigar supostas ofensas racistas de Gianluca Prestianni contra Vinicius Jr., do Real Madrid, durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica. Mais de dois meses depois, em 24 de abril, Prestianni foi punido com uma suspensão de seis jogos, sendo que três dessas partidas ficaram sob suspensão condicional por um período de dois anos. ** Com BBC **
- Governo Trump suspende pagamentos de US$1 bi do Medicaid para Califórnia e Minnesota
Governo afirma que há fraude no sistema de saúde sem apresentar evidências WASHINGTON - A administração do presidente Donald Trump está suspendendo mais de US$1 bilhão em pagamentos do Medicaid à Califórnia e a Minnesota devido a suspeitas de fraude e descumprimento de normas, informou nesta terça-feira, 21, o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr. "Se esses Estados quiserem esse dinheiro, precisam apresentar documentação comprovando que esses pagamentos são legítimos", disse Kennedy em uma coletiva de imprensa ao lado do administrador do Centro de Serviços de Medicare e Medicaid (CMS), o médico Mehmet Oz. A suspensão é a mais recente de uma série de interrupções de pagamentos, principalmente em Estados governados por democratas, à medida que o vice-presidente JD Vance, Kennedy e Oz lideram uma campanha que a Casa Branca chamou de guerra implacável contra a fraude nos programas de saúde financiados pelo governo federal. Segundo Kennedy, o governo suspeita que grande parte dos gastos questionáveis na Califórnia envolva serviços domiciliares, além de 14 áreas de alto risco que o auditor legislativo de Minnesota identificou como vulneráveis à fraude. Oz e Kennedy não apresentaram provas da suposta fraude. Kennedy disse que também estava ampliando a autoridade de exclusão tanto para o CMS quanto para o Escritório do Inspetor-Geral do Departamento de Saúde, permitindo que eles removam malfeitores dos programas federais de saúde e, potencialmente, os proíbam permanentemente de retornar. ** Da Redação **
- Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro
Notícia do green card de Eduardo Bolsonaro foi divulgada pelo bolsonarista Paulo Figueiredo WASHINGTON - O governo de Donald Trump concedeu o green card a Eduardo Bolsonaro e abre caminho para o ex-deputado condenado no Brasil se tornar um cidadão dos Estados Unidos. "Eduardo agora está protegido pela Constituição americana", disse nesta segunda-feira, 20, o jornalista Paulo Figueiredo, amigo e aliado do ex-parlamentar que, como ele, vive nos EUA. "Qualquer ação de perseguição ou censura, por exemplo, contra ele, pode se inserir no mesmo contexto das ações que já levaram a sanções dos EUA ao Brasil". Não há informações através de qual tipo de processo Eduardo Bolsonaro conseguiu o documento que dá o direito de morar, trabalhar e estudar no país. O green card pode ser revogado e precisa ser renovado após dois ou dez anos, de acordo com o caso, alertam os especialistas. Condenado No mês passado, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos EUA para interferir no julgamento da ação penal em que o pai foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O STF impôs uma pena de quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma multa de 100 salários-mínimos. O colegiado ainda determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado por 8 anos, a partir da data do fim da pena. Segundo a denúncia , ele mesmo afirmou ter feito gestões para que o governo Trump impusesse sanções a autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o país. Na semana passada, Trump baixou um novo tarifaço contra os produtos do país, de 25%. Na primeira medida econômica contra o país, em 2025, o presidente norte-americano vinculou as tarifas a uma suposta perseguição do Estado brasileiro a Jair Bolsonaro. A extradição para que Eduardo Bolsonaro cumprisse a pena no Brasil já era considerada uma possibilidade remota pelos magistrados da Suprema Corte, já que o governo norte-americano sempre sinalizou apoio a Eduardo Bolsonaro. Com o green card, ela fica ainda mais distante. Eduardo está fora do Brasil desde fevereiro do ano passado com um visto de turista, o que lhe permitia seguir em solo americano por cerca de seis meses. Para driblar as limitações do visto atual, o bolsonarista dizia à época que pretendia solicitar asilo político ao governo Trump, já que esta é uma forma de conseguir o green card. O ex-parlamentar já fez diversas declarações afirmando que sofre perseguição política de um sistema "covarde e desumano" e disse que saiu do Brasil para não se submeter a um "regime de exceção". A resposta de um pedido de asilo pode demorar décadas e requer um processo meticuloso. No caso do filho de Jair Bolsonaro, os tramites levaram pouco mais de um ano. ** Da Redação**
- Espanha remove Trump e Infantino de foto oficial da vitória na Copa
Seleção espanhola usou a versão da imagem sem Trump em suas plataformas NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permaneceu de penetra na foto oficial dos campeões da Copa do Mundo no domingo, 19, mas foi removido da imagem pela Seleção da Espanha. O registro foi postado pelos espanhóis pouco depois de levantarem a taça ao vencerem a Argentina por 1 a 0, no segundo tempo da prorrogação no Met Life Stadium. Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, entregaram as medalhas aos campeões e vices. Foi nesse momento, inclusive, que o zagueiro Cuti Romero, da seleção argentina, ignorou a presença do presidente norte-americano. Trump deveria entregar trofeu e deixar o palco, mas permaneceu ao lado dos jogadores As fotos oficiais foram divulgadas pelos campeões e também pela Fifa. Em comparação às imagens, Trump e Infantino aparecem do lado direito, enquanto a seleção espanhola ergue a taça. No entanto, o republicano e o presidente da Fifa não estão na foto publicada pelos vencedores. ** Com Agências
- Doença dos legionários mata duas pessoas e infecta mais de 70 em surto em Nova York
NOVA YORK - Pelo menos duas pessoas morreram e outras 72 foram infectadas durante um surto de doença dos legionários registrado no bairro do Upper East Side, em Manhattan, informou neste sábado, 19, o Departamento de Saúde de Nova York. Embora seja considerada uma infecção relativamente rara, a doença pode provocar um quadro grave de pneumonia e exige tratamento rápido, principalmente em pessoas mais vulneráveis. As autoridades de saúde ainda investigam a origem da contaminação. Segundo o órgão, o número de novos casos vem caindo nos últimos dias, o que sugere que a principal fonte de exposição à bactéria Legionella pode já ter sido eliminada. O episódio ocorre menos de um ano após outro grande surto na cidade. Em 2025, mais de 100 pessoas adoeceram e sete morreram no Harlem, também em Manhattan. Bactéria se espalha pela água A doença dos legionários é causada pela bactéria Legionella, encontrada naturalmente em ambientes aquáticos. O problema surge quando ela encontra condições favoráveis para se multiplicar em sistemas artificiais de água, especialmente aqueles com água morna e parada. É por isso que as investigações costumam se concentrar em torres de resfriamento de edifícios, sistemas de ar-condicionado central, redes hidráulicas, reservatórios, spas e fontes ornamentais. A infecção acontece quando a pessoa inala pequenas gotículas de água contaminada que ficam suspensas no ar. Diferentemente de outras pneumonias, a doença não é transmitida de uma pessoa para outra nem pelo consumo de água. No surto atual, equipes do Departamento de Saúde vêm coletando amostras em torres de resfriamento da região afetada. Os proprietários dos edifícios onde a bactéria foi identificada foram orientados a esvaziar, limpar e desinfetar os equipamentos para impedir novas contaminações. Infecção pode evoluir para quadro grave Depois de inaladas, as bactérias chegam aos pulmões e provocam uma infecção conhecida como doença dos legionários, considerada a manifestação mais grave da legionelose. Os sintomas costumam aparecer entre dois e dez dias após a exposição e incluem: febre alta; tosse; falta de ar; dores musculares; dor de cabeça; cansaço intenso. Alguns pacientes também podem apresentar diarreia, náuseas, confusão mental e alterações do estado de consciência. O tratamento é feito com antibióticos e costuma ser mais eficaz quando iniciado precocemente. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, cerca de 10% das pessoas diagnosticadas com a doença morrem em decorrência de complicações. Embora qualquer pessoa possa desenvolver a infecção, o risco de formas graves é maior entre idosos, fumantes, pessoas com doenças pulmonares crônicas, diabetes, insuficiência renal, câncer ou condições que enfraquecem o sistema imunológico, como pacientes transplantados. Já pessoas jovens e saudáveis tendem a apresentar menor risco de complicações. Forma de prevenção Como a bactéria se prolifera em equipamentos que utilizam água, a principal estratégia para evitar surtos é a manutenção periódica desses sistemas. Torres de resfriamento de grandes edifícios, por exemplo, precisam passar por limpeza, desinfecção e monitoramento constantes para impedir a multiplicação da Legionella. Quando um surto é identificado, autoridades sanitárias costumam inspecionar esses equipamentos e determinar a descontaminação das estruturas onde a bactéria é encontrada. Em Nova York, a investigação continua para identificar exatamente onde ocorreu a exposição. Enquanto isso, a queda no número de novos casos indica que as medidas adotadas podem ter interrompido a circulação da bactéria na região afetada. ** Com AP **
- Tribunal criado há 30 anos para deportar suspeitos de terrorismo é usado pela primeira vez nos EUA
WASHINGTON - Pela primeira vez desde que foi criado, há três décadas, um tribunal especial dos Estados Unidos voltado exclusivamente para processos de deportação de suspeitos de terrorismo foi acionado pelo governo federal. O pedido foi apresentado pelo Departamento de Justiça na última quarta-feira (15) e busca a remoção de um estrangeiro cuja identidade não foi divulgada. A iniciativa marca mais um capítulo da política migratória adotada pelo presidente Donald Trump, que, ao longo do último ano, ampliou o uso de instrumentos legais para acelerar deportações, especialmente em casos classificados pelo governo como ameaça à segurança nacional. O tribunal, porém, não autorizou imediatamente o prosseguimento do processo. Em decisão divulgada após uma audiência realizada na quinta-feira (16), a juíza-chefe Joan Ericksen afirmou que os magistrados identificaram dúvidas sobre a relação entre as condutas atribuídas ao investigado e os dispositivos legais citados pelo governo para enquadrá-lo como "terrorista estrangeiro". Segundo a magistrada, o Departamento de Justiça deverá apresentar informações adicionais até quarta-feira. Tribunal nunca havia sido usado O chamado Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros foi criado em 1996 pela Lei Antiterrorismo e de Pena de Morte Efetiva, aprovada após o atentado com bomba em Oklahoma City, que matou 168 pessoas em 1995. A legislação estabeleceu um procedimento específico para casos envolvendo estrangeiros suspeitos de terrorismo. Pelo modelo previsto na lei, o procurador-geral — ou seu substituto — pode apresentar uma petição sob sigilo pedindo a deportação do investigado. Caso o tribunal considere que há elementos suficientes para dar andamento ao pedido, é realizada uma audiência pública. Nessa etapa, cabe ao governo demonstrar que o alvo do processo se enquadra na definição legal de "terrorista estrangeiro". A lei considera diversos critérios para essa classificação. Entre eles estão o envolvimento direto em atividades terroristas, o apoio ou incentivo a esse tipo de ação e a participação em organizações políticas ou sociais que promovam terrorismo. Apesar de existir desde 1996, o tribunal jamais havia recebido um único processo até agora. Juízes pedem mais explicações ao governo A petição apresentada pelo Departamento de Justiça tem apenas uma página e não revela quem é o investigado. Após analisar o pedido em uma audiência inicial, a juíza Joan Ericksen informou que os argumentos apresentados pelo governo ainda não demonstraram de forma suficiente o vínculo entre as ações atribuídas ao estrangeiro e os artigos da legislação invocados para justificar a deportação. Por isso, determinou que o Departamento de Justiça complemente a fundamentação antes que o caso avance. O tribunal é formado por cinco juízes federais escolhidos pelo presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, atualmente John Roberts. Política migratória de Trump O uso inédito desse tribunal ocorre em meio ao endurecimento das políticas de imigração do governo Trump. Nos últimos meses, a administração tem recorrido a diferentes instrumentos legais para acelerar deportações. Um dos mais controversos foi a invocação da Lei de Inimigos Estrangeiros, de 1798, para remover imigrantes venezuelanos acusados pelas autoridades de integrar organizações classificadas como terroristas. Durante uma audiência sobre esse tema no ano passado, o juiz federal James Boasberg chegou a afirmar que o Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros parecia ser o foro mais adequado para analisar deportações fundamentadas em questões de segurança nacional. Na ocasião, ele observou que o Congresso havia criado justamente esse mecanismo para esse tipo de situação, embora nunca tivesse sido utilizado. Agora, pela primeira vez desde sua criação, o tribunal deixa de existir apenas no papel. Antes de decidir se o processo seguirá adiante, porém, os juízes exigiram que o governo apresente uma justificativa mais detalhada para enquadrar o investigado nas hipóteses previstas pela legislação antiterrorismo. ** Com AP **
- Governo Trump solicita que quatro Estados verifiquem se há não cidadãos nas listas de eleitores
Trump alega que eleitores irregulares prejudicam resultado das eleições nos Estados Unidos WASHINGTON - O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, solicitou na sexta-feira, 17, às autoridades eleitorais de quatro Estados que verifiquem as listas de eleitores em busca de pessoas que não sejam cidadãos norte-americanos, um dia depois de o presidente Donald Trump ter reiterado alegações infundadas de interferência em pleitos passadas. Mullin afirmou ter enviado uma carta aos secretários de Estado da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia, citando análises preliminares dos registros estaduais, que confirmem em até duas semanas que vão colaborar com o Departamento de Segurança Interna (DHS) em relação à segurança do sistema eleitoral. O DHS citou uma série de possíveis violações em cada Estado, mas não apresentou nenhuma evidência para corroborar seus dados no comunicado. Mullin disse que as autoridades eleitorais que não tomassem as medidas que o departamento pedia para "garantir a segurança de suas eleições" poderiam ser "responsabilizadas por meio de multas, penalidades e até mesmo, dependendo da gravidade do caso, pena de prisão". O principal responsável eleitoral de Nevada rejeitou as alegações de Mullin. "Podemos afirmar que, à primeira vista, refutamos essas alegações", disse o secretário de Estado Francisco Aguilar em um email. "Esses números são, na melhor das hipóteses, altamente especulativos, e o Departamento de Segurança Interna não compartilhou nada que os comprove." Ele afirmou que Nevada forneceu repetidamente ao DHS informações detalhadas sobre como o Estado mantém sua lista de eleitores qualificados e as medidas de segurança em vigor para prevenir fraudes. Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia não responderam a um pedido de comentário sobre a carta do DHS. Mullin afirmou no X que o DHS havia identificado mais de 250 mil possíveis não cidadãos registrados ilegalmente para votar nos quatro Estados e pediu a aprovação de uma legislação apoiada por Trump, conhecida como SAVE America Act. Ele repetiu a alegação em comentários a repórteres nesta sexta-feira, mas não detalhou os critérios que o DHS utilizou para compilar o número. O secretário também disse que a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa) divulgará um "plano atualizado de infraestrutura eleitoral dentro de 30 dias". Trump tem pressionado seus pares republicanos no Congresso a aprovar o projeto de lei, que impõe novos requisitos de identificação do eleitor e de cidadania, apesar de conclusões já estabelecidas de que a fraude eleitoral é rara nos EUA. Na noite de quinta-feira, o presidente intensificou seus esforços para tornar a segurança eleitoral uma questão central nas eleições de meio de mandato de novembro, afirmando que a China interferiu na campanha presidencial de 2020, apesar de uma avaliação da inteligência dos EUA que não encontrou evidências para sustentar essa alegação. Os republicanos enfrentam a perspectiva de perder uma ou ambas as Casas do Congresso em novembro, com o índice de aprovação de Trump prejudicado pela impopular guerra contra o Irã e pelos altos preços da energia. Trump passou anos levantando dúvidas sobre os resultados eleitorais, defendendo que sua derrota em 2020 para o democrata Joe Biden foi fraudulenta. Ele também divulgou outras alegações, incluindo que o voto por correspondência está repleto de fraudes, que as urnas eletrônicas não são confiáveis e que o voto de não cidadãos é generalizado. Inúmeros tribunais e recontagens de votos não encontraram evidências de fraude em grande escala nas eleições de 2020. ** Com Reuters **
- Espanha vence a Argentina e conquista a Copa do Mundo 2026
Com o jogo de toque de bola, a Espanha volta ao topo da Copa 16 anos após primeira conquista NOVA YORK – Mais de 80 mil pessoas acompanharam de perto a vitória da Espanha e de seu jogo coletivo. A seleção espanhola conquistou o Mundial neste domingo, 19, com vitória por 1 a 0 sobre a Argentina no MetLife Stadium, em East Rutherford. O atacante Ferran Torres balançou a rede na prorrogação depois do empate sem gols no tempo normal e foi o herói improvável do título que premiou o único time que jogou futebol nos arredores de Nova York. Os argentinos foram dominados e terminaram a partida sem finalizar em direção ao gol. Foi a segunda Copa do Mundo que conquista a seleção espanhola, premiada por seu paciente futebol de toque de bola. O título ficou com a equipe que mais quis jogar futebol e que só não ganhou nos 90 minutos por causa do desempenho notável do goleiro argentino Dibu Martínez, salvando a Argentina, que adotou postura extremamente defensiva e acovardada, como não havia tido no Mundial. A Espanha voltou ao topo após 16 anos sem renunciar à sua identidade, mas reinventando-a. O toque de bola continuava ali, agora acompanhado por uma verticalidade quase cruel, por uma juventude que não conhecia o medo e por um talento capaz de acelerar o jogo sem perder a beleza, castigando o jogo pobre ofensivo dos argentinos, que não puseram desta vez a alma e a garra em campo. Da Redação
- ICE deve usar câmera corporal em abordagens de trânsito
Operações no trânsito devem ser filmadas pelo ICE, afirma o DHS WASHINGTON - Menos de dois dias após suspender a abordagem no trânsito, o ICE retoma as operações com a exigência de pelo menos um dos agentes portar a câmera corporal. O anúncio do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), na quinta-feira, 16, acontece nas horas seguintes ao pronunciamento do presidente Donald Trump de que a agência federal não iria abandonar a tática eficiente de combate à imigração irregular. A fala do republicano desagrada parte da população que tomou as ruas das principais cidades do país após as ações letais do ICE que deixaram dois mortos em menos de uma semana. Para manter as operações e diminiuir a tensão entre os americanos, o DHS garante que todas as abordagens vão ser filmadas. A prática já era prevista no orçamento aprovado pelo Congresso que liberou US$ 70 bilhões adicionais para reforçar a ofensiva migratória e as operações de deportação até o final do governo Trump. Mortes O colombiano Johan Sebastián Durán Guerrero, de 26 anos e com autorização para trabalhar no país, foi morto a tiros no dia 13 de julho em Biddeford, durante uma operação. Ele foi baleado após os agentes tentarem interceptar seu veículo. Menos de uma semana antes, o mexicano Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, foi morto no dia 7 de julho em Houston. Nos dois casos, o ICE argumenta que os imigrantes tentaram atropelar um de seus agentes. A versão é contestada por depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento e filmagens de populares. ** Da Redação **
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