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  • Piloto preso em Boston se suicida em estacionamento de Revere

    Jeremy Gudorf era acusado de abuso de menor e se matou após cerco da polícia (Foto: MSP) BOSTON - O piloto da JetBlue, Jeremy Gudorf, 33, que foi preso no mês passado no Logan Airport, em Boston, momentos antes da decolagem, se suicidou em um estacionamento do metrô na manhã de sexta-feira, 7, após ser cercado pela polícia. Gudorf estava em seu carro na estação Wonderland, em Revere, quando foi abordado por agentes da equipe de caça a fugitivos da polícia estadual. Ele era procurado por não ter se apresentado a Corte na Carolina do Norte onde é acusado de abuso de menor e pedofilia. No dia 20 de fevereiro o piloto foi preso no Logan Airport por agentes da Alfândega e a Proteção de Fronteiras dos EUA que conduziam uma revisão dos ocupantes de seu voo de Boston para Paris e descobriu que o piloto tinha mandados pendentes. Acusado de abusar de um menor de idade, Gudorf foi retirado do avião momentos antes da decolagem.  O Departamento de Polícia de Huntersville, na Carolina do Norte, lançou uma investigação sobre Gudorf em outubro de 2024, após uma dica do Centro Nacional de Crianças Falsas e Exploradas.  ‘Na época em que o crime foi cometido, os registros indicam que ele residia em Huntersville, Carolina do Norte. No entanto, durante a investigação, e antes de ser identificado como suspeito, ele se mudou para fora do estado’, afirmou o departamento em comunicado.  Após a prisão em Boston, um juiz estabeleceu sua fiança em US$ 10 mil e permitiu que ele mantivesse seu passaporte, sob a condição que se apresentasse à justiça na Carolina do Norte em uma semana. A advogada de defesa de Gudorf, Tanvi Verma, disse na época que o piloto tinha ‘a capacidade financeira de alugar um carro e dirigir para a Carolina do Norte’ e ‘garantiu que ele faria isso’. Como não compareceu ao tribunal na Carolina do Norte na data e prazo previstos, ele voltou a ser procurado.

  • EUA e Canadá adiantam relógio e entram no horário de verão

    Horário de verão diminui diferença em relação ao fuso do Brasil (Foto: Ilustração) NOVA YORK - Os Estados Unidos e o Canadá entraram em horário de verão neste domingo, 9, adiantando seus relógios em uma hora. Na Costa Leste dos EUA, que inclui Nova York e Washington, os relógios foram adiantados às 2h da manhã e passa a ficar uma hora atrás de Brasília. A zona central do país, que inclui Chicago (Illinois), fica duas horas atrás da capital brasileira; a zona das montanhas, que inclui Denver (Colorado), fica três horas atrás; e a zona do Pacífico, que inclui Seattle (Washington) e Los Angeles (Califórnia), fica quatro horas atrás. No Canadá, Toronto e Montreal registram uma hora de atraso em relação à Brasília; em Vancouver, a diferença é de quatro horas.

  • Dólar cai após adiamento de tarifas sobre carros

    Dólar teve queda de 2,70% no pós-carnaval (Foto: Ilustração) WASHINGTON - O dólar teve forte queda na volta do Carnaval. No pregão desta quarta-feira, 5, a moeda americana cedeu 2,70% ante o real, para R$ 5,7555. Esta é a maior queda do dólar, em termos percentuais, desde as eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro (PL) foi para o segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Naquela ocasião, a moeda americana cedeu 4,05%, a R$ 5,1760. O movimento desta Quarta-feira de Cinzas acompanha as fortes perdas da divisa norte-americana no exterior em meio ao adiamento de tarifas dos EUA a montadoras do Canadá e México. O índice DXY, que mede a força do dólar, recua 1%, a 104 pontos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Funcionário de mercado brasileiro deixa prisão do ICE após 12 dias preso

    Dedé comemorou num video a saída do presídio (Foto: Reprodução Instagram) ABINGTON - O funcionário de um mercado brasileiro de Abington, em Massachusetts, foi solto nesta terça-feira, 4, após passar 12 dias preso sob a custódia do ICE. O caso chamou a atenção da opinião pública porque ele não se enquadrava no que a Imigração estabaleceu como prioridade. Segundo testemunhas, agentes do ICE chegaram no Terra Nossa na manhã de 20 de fevereiro. Eles conversaram com Dedé, como é conhecido na comunidade, e descobriram que o brasileiro vive ilegalmente nos Estados Unidos há 21 anos e o levaram mesmo sem ter casos criminais atribuídos a ele. Dedé foi o único a ser interpelado e detido no mercado que tinha outros funcionários e clientes em suas dependências durante a abordagem. O brasileiro entrou ilegalmente pela fronteira do México, sem passar pela fiscalização aduaneira. Ele nunca foi preso. O pai de dois filhos, um de 16 anos e outro de 18, pagou uma fiança de US$ 3 mil e agora luta para legalizar o seu status imigratório no país. Nas redes sociais, colegas de trabalho e amigos de Dedé comemoram a liberdade, divulgando um vídeo do brasileiro saindo do presídio. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Trabalhador brasileiro morre eletrocutado em em Fall River

    Martins estava trabalhando no 198 Tecumseh Street (Foto: Reprodução TV) FALL RIVER - O brasileiro Rafael Cardoso Martins, 23, morreu eletrocutado na terça-feira, 4, enquanto trocava uma calha em uma casa em Fall River, Massachusetts. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 9h20 quando o trabalhador encostou um pedaço do metal em um fio de alta tensão. Martins estava num andaime e encostou a calha de metal numa rede de alta tensão. O colega de trabalho que o ajudava no momento da ação também levou um choque, mas passa bem. Martins é mineiro de São Sebastião do Anta e estava nos Estados Unidos há cerca de 5 anos. Segundo informações do Click de Minas, ele tinha apenas uma irmã no país. O incidente está sendo investigado pela Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) dos EUA. De acordo com a legislação do país, é obrigatório treinar os funcionários antes de autorizá-los a realizar qualquer atividade. Além disso, os trabalhadores são obrigados a usar equipamentos de segurança. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Proprietário de oficina em Somerville é preso pelo ICE

    Oficina foi alvo de uma batida do ICE na manhã de terça-feira (Foto: Divulgação Internet) SOMERVILLE  - A Dino's Auto Center, em Somerville, foi alvo de uma operação do ICE  na manhã desta terça-feira, 3, que prendeu três pessoas, incluindo o proprietário e o seu filho. Segundo o jornal Brazilian Times , uma testemunha disse que uma "equipe grande" chegou ao estabelecimento brasileiro por volta das 10 horas e pediu a documentação de todos no local. Três pessoas foram liberadas e as outras saíram algemadas. Especialistas em operações do ICE consultados pela MANCHETE USA disseram que ‘pessoas e estabelecimentos podem estar sendo denunciados por imigrantes que fizeram acordo com a agência federal e mantêm suas liberdades em troca de entregar nomes’. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Trump planeja revogar status legal de refugiados ucranianos

    Ação pode atingir também cubanos e venezuelanos WASHINGTON - O presidente Donald Trump planeja revogar o status legal temporário de cerca de 240 mil ucranianos que fugiram da guerra com a Rússia, disseram um alto funcionário do governo e três pessoas familiarizadas com o assunto. Isso poderia colocar esse grupo de migrantes em um caminho para a deportação. A ação, que pode ocorrer já em abril, seria uma reversão da acolhida que os ucranianos receberam na época do presidente Joe Biden. O governo americano já planejava retirar proteções para ucranianos antes da discussão entre Trump e o presidente da Ucrânia Wladmir Zelensky. A medida faz parte de plano para revogar o status legal de mais de 1,8 milhão de migrantes admitidos com vistos temporários concedidos ainda no governo de Biden. A porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Tricia McLaughlin, disse que o órgão não se manifestará por ora. A Casa Branca e a embaixada ucraniana não responderam aos pedidos de comentários. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) recebeu a ordem executiva assinada em 20 de janeiro para encerrar todos os programas de vistos humanitários que permitem a entrada temporária de certos migrantes nos EUA. O governo planeja ainda revogar o visto temporário de cerca de 530 mil cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos já neste mês, disse um funcionário do governo Trump. ** Com agências internacionais ** É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Ladrão engole joias de US$ 700 mil ao ser cercado pela polícia

    Jaythan Gilder: "Se eu soubesse não engolia, tinha jogado pela janela" (Foto: Reprodução TV) ORLANDO - Um americano acusado de roubar mais de US$ 700 mil em joias engoliu as evidências momentos antes de ser preso, no estado da Flórida. Um raio-x divulgado pelas autoridades locais mostram os objetos no estômago do suspeito, identificado como Jaythan Gilder, de 32 anos. Gilder disse a funcionários da famosa joalheira Tiffany & Co que era representante de um "atleta profissional" de basquete, do Orlando Magic, e que, em nome dele, gostaria de ver peças de alto valor. O detetive da polícia de Orlando Aaron Goss detalhou, no mandado de prisão, que o homem chegou a ser levado para uma sala VIP, na qual teve acesso a brincos e anéis de diamantes. As autoridades destacaram que Gilder viu um par de brincos de diamante de 4,86 ​​quilates no valor de US$ 160 mil, um par de brincos de diamante de 8,19 quilates no valor de US$ 609 mil e um anel de diamante de 5,61 quilates, no valor de US$ 587 mil. O documento entregue ao tribunal local aponta que o acusado "agarrou as três joias e lutou com os funcionários" enquanto tentava fugir da loja. Na disputa, o suspeito deixou cair o anel. As peças levadas pelo suspeito foram estimadas em US$ 769 mil. As câmeras de segurança do complexo comercial em que fica a unidade da Tiffany's, no Millenia Mall, flagraram o momento em que ele fugiu num Mitsubishi Outlander azul alugado. Os investigadores rastrearam o veículo, pertencente a uma locadora de Houston, e conseguiram interceptar o motorista fugitivo na Interestadual 10 em Tallahassee, na "rota mais rápida" de volta ao Texas. "Enquanto estava sendo levado sob custódia, Gilder engoliu vários itens", relataram os policiais à Justiça. O lladrão foi submetido a um exame de raio-x que apontou a presença de "objetos estranhos" no estômago dele. As autoridades disseram à Corte que aguardavam o acusado expelir os itens. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Confira 7 pontos do discurso de Trump

    Trump foi aplaudido por republicanos e vaiado por democratas (Foto: Divulgação Casa Branca) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o primeiro discurso oficial desde que retornou à Casa Branca. Em uma sessão conjunta do Congresso na noite desta terça-feira, 4, delineou sua visão para seu segundo mandato. "O sonho americano é imparável", disse Trump no mais longo discurso presidencial já registrado no Congresso, com uma hora e 40 minutos. Ele foi vaiado pelos democratas e aplaudido pelos republicanos. Confira sete pontos principais do discurso de Trump no Congresso. 1. Guerra comercial e ameaça ao Brasil Trump falou sobre a guerra comercial que ele iniciou esta semana, incluindo tarifas de 25% sobre o México e o Canadá, e mais 10% sobre as importações chinesas. Após dias de turbulência nos mercados, que receberam mal as medidas, Trump minimizou as potenciais consequências econômicas da guerra comercial. No momento em que ele tocou no assunto, Trump foi menos aplaudido no Congresso. Muitos republicanos permaneceram sentados — um sinal de que as tarifas de Trump dividiram o partido. "As tarifas são sobre tornar a América rica novamente e tornar a América grande novamente", disse Trump. "E está acontecendo. E vai acontecer bem rápido. Haverá uma pequena perturbação, mas estamos bem com isso. Não será muito." Trump fez uma menção ao Brasil: "Em média, a União Europeia, China, Brasil, Índia, México, Canadá e inúmeras outras nações nos cobram tarifas muito mais altas do que cobramos deles, o que é extremamente injusto". Trump disse que tarifas recíprocas aos parceiros comerciais dos EUA entrarão em vigor em 2 de abril. 2. Combate à imigração Durante o discurso, Trump anunciou que renomeou um refúgio de vida selvagem do Texas em homenagem a uma garota de Houston que foi supostamente morta por imigrantes indocumentados. Jocelyn Nungaray, de 12 anos, foi encontrada morta em junho de 2024 após ser dada como desaparecida. Alexis Nungaray, sua mãe, foi convidada pela primeira-dama Melania Trump a assistir ao discurso do presidente. Na sua posse, em janeiro, Trump prometeu que seu governo começaria a deportar "milhões e milhões" de imigrantes com antecedentes criminais. O número de migrantes cruzando ilegalmente a fronteira sul caiu no mês passado para o menor nível em pelo menos 25 anos. Mas o presidente republicano teria ficado frustrado com o ritmo das remoções, que até agora não conseguiu superar os números de deportados durante o último ano de seu antecessor, Joe Biden. 3. "Vamos tomar a Groenlândia de um jeito ou outro" Durante o discurso Trump mandou uma mensagem para a Groenlândia: "Apoiamos fortemente o seu direito de determinar seu futuro. E se escolherem fazer isso, nós os receberemos nos Estados Unidos", disse Trump, em um aceno aos 56 mil habitantes do país, a maioria do povo Inuit. A ilha, a maior do mundo, é um território autônomo da Dinamarca. Em outras ocasiões, Trump havia dito que a Dinamarca deve desistir de interferir no território para, em suas palavras, "proteger o mundo livre". Ele voltou a falar sobre o assunto no discurso no Congresso. "Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional e até mesmo para a segurança internacional. Estamos trabalhando com todos os envolvidos para tentar obtê-la. Realmente precisamos dela para a segurança global e acho que vamos obtê-la. Vamos obtê-la de um jeito ou de outro", disse ele no Capitólio. "Nós os manteremos seguros. E os faremos ricos." A Groenlândia é de importância estratégica para os EUA, pois fica na rota mais curta para a Europa. Além disso, contém reservas significativas de minerais e petróleo. 4. Uma "carta importante" de Zelensky Trump disse que recebeu uma "carta importante" do líder da Ucrânia no início do dia, que parecia corresponder ao que Volodymyr Zelensky postou publicamente nas redes sociais. O presidente da Ucrânia disse que estava pronto para trabalhar sob a "forte liderança" de Trump para acabar com a guerra e "ir à mesa de negociações o mais rápido possível para trazer uma paz duradoura mais perto". "Agradeço que ele tenha enviado esta carta", disse Trump aos parlamentares americanos. Zelensky aceitou os termos americanos um dia depois de Trump suspender toda a ajuda militar ao sitiado aliado dos EUA. Isso ocorreu após uma reunião acalorada na Casa Branca na semana passada, quando os dois líderes discutiram diante das câmeras de TV, antes de cancelar os planos de assinar um acordo de minérios que permitiria aos EUA lucrar com uma parceria econômica envolvendo os recursos naturais da Ucrânia. 5. Obrigado a Elon Musk Trump fez uma menção especial ao bilionário Elon Musk, que estava assistindo da galeria, no início de seu discurso. Musk lidera a força-tarefa do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) que demitiu dezenas de milhares de servidores públicos e cortou bilhões de dólares em ajuda externa e em programas em todo o governo federal. O empresário da SpaceX e da Tesla, vestindo um terno escuro com uma gravata azul, levantou-se para receber aplausos da plateia de parlamentares. "Obrigado, Elon", disse o presidente. "Ele está trabalhando muito duro. Ele não precisava disso." Trump continuou listando alguns exemplos de gastos desnecessários que ele disse terem sido eliminados pela iniciativa de corte de custos de Musk, provocando risos dos republicanos. "Oito milhões de dólares para promover LGBTQI+ na nação africana de Lesoto, da qual ninguém nunca ouviu falar", disse Trump. Os parlamentares democratas seguraram cartazes dizendo "Musk rouba" e "mentira". O Doge afirma já ter economizado US$ 105 bilhões, mas esse número não pode ser verificado de forma independente. Dados foram publicados mostrando economias de US$ 18,6 bilhões, mas erros contábeis foram relatados por veículos de imprensa dos EUA que analisaram os números. 6. Trump culpa Biden pelos preços dos ovos O aumento do custo dos ovos tem sido manchete nas últimas semanas nos EUA. E Trump — que prometeu aos eleitores que acabaria com a inflação — deixou claro quem ele considerava responsável. "Como vocês sabem, herdamos, da última administração, uma catástrofe econômica e um pesadelo de inflação", disse Trump. "Joe Biden, especialmente, deixou o preço dos ovos sair do controle — e estamos trabalhando duro para baixá-lo novamente." Os preços dos ovos dispararam sob Biden, pois seu governo ordenou que milhões de aves fossem abatidas no ano passado em meio a um surto de gripe aviária. Os preços continuaram subindo no começo da presidência de Trump. A inflação anual subiu ligeiramente para 3% no mês passado, mas bem abaixo do pico de 9,1% em 2022. Apenas um em cada três americanos aprova a forma como Trump lida com o custo de vida, de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira. 7. Democratas vaiam Trump Nos primeiros cinco minutos do discurso, o deputado democrata Al Green, do Texas, foi escoltado para fora da Câmara após se recusar a cumprir as exigências do presidente da Câmara de parar de importunar o presidente, tomando seu assento. Com os republicanos no controle da Casa Branca, Câmara dos Representantes e Senado, os democratas ainda não têm uma liderança clara no partido para tentar conter a onda de medidas do governo Trump. Muitas mulheres democratas chegaram à Câmara vestindo terninhos rosa em protesto. Dezenas de seu partido — algumas delas usando as palavras "Resista" impressas nas costas de suas camisas — deixaram a Câmara durante o discurso do presidente. "Não há absolutamente nada que eu possa dizer para fazê-los felizes", disse Trump A liderança democrata escolheu Elissa Slotkin — senadora de primeiro mandato do Michigan, Estado em que a vitória eleitoral de Trump foi relativamente apertada — para entregar a resposta oficial do partido às políticas do governo. Ela acusou Trump de uma "doação sem precedentes para seus amigos bilionários" e alertou que "ele poderia nos levar direto para uma recessão".

  • Casal brasileiro é detido em Miami acusado de tentar entrar à força em voo

    Casal brasileiro foi impedido de embarcar e foi conduzido para a delegacia WASHINGTON - Um casal de brasileiros foi preso na segunda-feira, 3, no Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida, acusado de atacar funcionários da American Airlines quando tentava embarcar em um voo com destino a Cancún, no México. Segundo informações da NBC, Rafael Seirafe-Novaes e Beatriz Rapoport de Campos Maia, de Santos, em São Paulo, forçaram a entrada no avião após perder o horário para embarque, que já havia sido finalizado. O casal teria jogado café no rosto de um funcionário, conforme o Boletim de Ocorrência. "Atos de violência não são tolerados pela American Airlines e estamos comprometidos em trabalhar em estreita colaboração com a polícia em sua investigação", disse a companhia aérea, por meio de nota enviada à imprensa. A defesa do casal nega a versão e afirma que eles não agrediram os funcionários nem estavam atrasados. O advogado Guilherme Hayama cita o vídeo que viralizou nas redes sociais em que Rafael aparece sendo jogado no chão por dois policiais. "Uma passageira que estava na fila com eles gravou a discussão, depois ela finaliza o vídeo dentro da janela do avião. Então, eles não estavam atrasados", afirmou em entrevista ao UOL. O advogado diz que os dois chegaram no portão no horário correto, mas foram impedidos de embarcar porque estavam sentados na saída de emergência e não são fluentes em inglês. "Uma funcionária da American Airlines, extremamente grosseira, perguntou: 'Você é fluente em inglês?'. Rafael respondeu em inglês que entende bem, mas não poderia afirmar que é fluente. Eles pagaram um valor extra para sentar ali, onde os assentos são mais largos. E a American Airlines não apresentou uma alternativa", explicou Hayama. Segundo a Associação Federal de Aviação, os passageiros sentados nas saídas de emergência devem se comunicar em inglês. Quando não atender ao requisito, a pessoa pode ser realocada, mas não há como obrigar um viajante de trocar de lugar. Em caso de não haver a possibilidade de conseguir outro assento, o embarque vai ser negado, sem exceção. Prisão Rafael foi preso por invasão de propriedade privada e resistência à prisão, enquanto Beatriz responde por agressão e invasão de propriedade privada. Após serem soltos, Rafael e Beatriz tentam recuperar a mala em Miami. Segundo o advogado, a bagagem foi despachada para Cancún — eles procuram também uma mochila, que teria sumido após o incidente. Com a confusão, Rafael está ferido no rosto e escoriações em uma das pernas. "Ainda vamos discutir as medidas cabíveis", informou o advogado do casal que estava em Miami apenas para fazer uma conexão e chegar ao México.

  • O que fica mais caro com as tarifas contra México e Canadá

    Americanos devem pagar mais em produtos populares com tarifas contra México e Canadá WASHINGTON - As tarifas de 25% sobre produtos adquiridos pelos Estados Unidos do Canadá e do México entram em vigor nesta terça-feira, 4. O presidente Donald Trump argumenta que quer proteger a indústria americana, mas muitos economistas alertam que as tarifas podem levar a um aumento de preços para os consumidores americanos. A região tem economias e cadeias de suprimentos profundamente integradas, com cerca de US$ 2 bilhões em produtos manufaturados cruzando as fronteiras diariamente. Economistas explicam que como o imposto é pago pela empresa que importa os produtos, ela pode optar por repassar o custo diretamente aos clientes ou reduzir as importações, restringindo a oferta do item que vem de fora no mercado americano. Em ambos os cenários, a tendência é de alta dos preços. A indústria americana poderia buscar compensar a redução da oferta de determinados produtos, mas em alguns casos ela não fabrica o que hoje vem de fora ou produz em volume inferior à demanda. Nesse sentido, o que pode ficar mais caro para os americanos se as tarifas de Trump forem de fato adiante? Carros Carros provavalemente vão subir cerca de US$ 3 mil, de acordo com a consultoria canadense TD Economics já que as peças dos veículos atravessam as fronteiras dos EUA, do Canadá e do México diversas vezes até o carro ser montado. Com mais taxas de importação sobre as peças, é provável que os custos sejam repassados para os consumidores. "Basta dizer que interromper o livre comércio na cadeia de produção é algo que viria com custos significativos", diz o economista Andrew Foran, da TD Economics. Ele acrescenta que "o livre comércio ininterrupto" no setor automotivo "existe há décadas", o que levou a preços mais baixos para os consumidores. Cerveja, uísque e tequila As marcas de cerveja mexicanas Modelo e Corona podem ficar mais caras para os americanos se as importadoras repassarem o novo custo gerado pelas tarifas. Também é possível que, em vez de repassar o aumento, as empresas simplesmente importem menos. A Modelo se tornou a marca de cerveja número um nos EUA em 2023 e continua no topo até o momento. O setor de destilados está praticamente livre de impostos de importação desde a década de 1990. Entidades da indústria dos EUA, Canadá e México emitiram uma declaração conjunta antes do anúncio das tarifas dizendo que estavam "profundamente preocupados". Eles dizem que certas bebidas, como o bourbon (um tipo de uísque americano de grãos maltados), o uísque do Tennessee, a tequila e o uísque canadense têm a origem protegida, ou seja, somente produtores em certas regiões podem dar esses nomes para as bebidas. "São bebidas reconhecidas como produtos distintos e só podem ser produzidas em seus países designados", afirmam as entidades. Portanto, como a produção dessas bebidas não pode ser simplesmente transferida para outros locais, a oferta dos produtos pode ser impactada, levando a aumentos de preços. Os órgãos comerciais também destacaram que muitas empresas possuem diferentes marcas de destilados em todos os três países. Moradia Os EUA importam do Canadá cerca de um terço do que consomem de madeira de coníferas, muito usada na construção civil. O material essencial na construção seria afetado pelas tarifas de importação de Trump, que disse que os EUA têm "mais madeira do que usamos". No entanto, a Associação Nacional de Construtores de Moradias (NAHB, na sigla em inglês) pediu ao presidente que isentasse os materiais de construção das tarifas propostas "por causa de seu efeito prejudicial na acessibilidade da moradia". O setor tem "sérias preocupações" de que o imposto sobre a madeira possa aumentar o custo da construção de casas — que são feitas principalmente de madeira nos EUA — e também desencorajar empreiteiras de construir novas casas. "Os consumidores acabam pagando pelas tarifas na forma de preços mais altos de casas", disse a NAHB. Não é apenas a madeira do Canadá que pode ser afetada por mais impostos. Agora há uma segunda ameaça iminente para a maioria das importações de madeira para os EUA, independentemente de seu país de origem. No sábado, Trump ordenou uma pesquisa sobre se os EUA deveriam impor tarifas adicionais à maioria das importações de madeira processada e não-processada, independentemente do país de origem, ou se deveriam criar incentivos para impulsionar a produção doméstica. As conclusões devem ser divulgadas no final do ano. Maple Syrup Syrup é mais popular que o mel nos Estados Unidos Na guerra comercial com o Canadá, o impacto doméstico "mais óbvio" seria no preço do xarope de bordo canadense, o maple syrup, de acordo com o economista Thomas Sampson, professor da faculdade London School of Economics, no Reino Unido. O produto é feito a partir da seiva do bordo, uma árvore típica do Canadá, e nos EUA é mais usado do que o mel. A indústria bilionária de xarope de bordo do Canadá responde por 75% de toda a produção mundial da iguaria. A maior parte do produto — cerca de 90% — é produzida na província do Quebec, onde a única reserva estratégica mundial de xarope de bordo foi criada há 24 anos. "O xarope de bordo vai ficar mais caro. E esse é um aumento direto de preço que as famílias enfrentarão", diz Sampson. "O preço de produtos fabricados internamente nos EUA, mas a partir de matéria-prima do Canadá, também vai subir", completa. Combustível Os produtos relacionados à energia foram alvo de uma alíquota menor no tarifaço de Trump contra produtos canadenses: 10%, em vez dos 25% aplicados sobre os demais importados. O Canadá é o maior exportador de petróleo bruto para os EUA. De acordo com os dados mais recentes da balança comercial americana, 61% do petróleo importado pelo país entre janeiro e novembro do ano passado veio do vizinho. Os EUA não têm escassez de petróleo, mas parte da commodity produzida no país não é a que melhor se enquadra em algumas das refinarias americanas, que têm a estrutura adaptada ao chamado petróleo bruto "mais pesado" — ou seja, mais espesso — que vem principalmente do Canadá e parcialmente do México. "Muitas refinarias precisam de petróleo bruto mais pesado para maximizar a flexibilidade da produção de gasolina, diesel e combustível de aviação", explica a associação que representa os fabricantes de combustíveis, a American Fuel and Petrochemical Manufacturers. Nesse cenário, os consumidores americanos poderiam pagar mais para abastecer tanto por conta da tarifa de 10% sobre as importações de petróleo canadense quanto por conta de um eventual quadro de redução das exportações por parte do Canadá em retaliação às medidas de Trump, que poderia reduzir a disponibilidade de combustível e empurrar os preços para cima. Guacamole Um produto importado que os consumidores americanos podem ver aumentar de preço significativamente é o avocado — o tipo de abacate usado para fazer guacamole. Cultivado principalmente no México, onde a planta é bem adaptada ao clima quente e úmido, o avocado mexicano compõe quase 90% do que circula por ano no mercado americano. O Departamento de Agricultura dos EUA já alertou que, caso as tarifas entrassem de fato em vigor, o custo do fruto — junto com pratos populares feitos com ele, como o guacamole — poderia subir. ** Com BBC **

  • Trump assina ordem que torna o inglês a língua oficial dos EUA

    Constituição americana não define inglês como língua oficial (Foto: Divulgação Casa Branca) WASHINGTON - O presidente Donald Trump assinou neste sábado, 1, uma ordem executiva determinando o inglês como a língua oficial dos Estados Unidos. A medida proíbe que qualquer tipo de comunicação e atendimento em órgãos federais seja feito em outro idioma. “Estabelecer o inglês como língua oficial não só agilizará a comunicação, como também reforçará valores nacionais compartilhados e criará uma sociedade mais coesa e eficiente”, afirma o texto. O documento também destaca que a medida incentiva novos imigrantes a aprender e adotar o inglês como língua. “Falar inglês não só abre portas economicamente, mas ajuda os recém-chegados a se envolverem com suas comunidades, participarem de tradições nacionais e contribuírem para a nossa sociedade”, acrescenta o documento. A ordem revoga um decreto do ex-presidente Bill Clinton que obrigava qualquer órgão público dos EUA a atender em outros idiomas a pessoas que não falam inglês, mas matém a possibilidade de departamentos e agências financiadas pelo governo federal a oferecer serviços em línguas diferentes. Os EUA têm diversas comunidades numerosas de imigrantes que se comunicam em idiomas como espanho, chinês e árabe, de acordo com o próprio governo norte-americano. Atualmente, os latino-americanos constituem 19% da população total do país e são o segundo maior grupo étnico, ainda de acordo com dados do governo. Além disso, o Censo americano revela que 22% dos americanos falam outro idioma em casa. Constituição Apesar de o inglês ser a língua mais falada nos EUA, o país não tem um idioma oficial estabelecido por sua Constituição por conta de sua tradição em receber imigrantes e integrá-los na sociedade. Vários estados — que nos EUA têm autonomia para legislar sobre questões de idioma — já adotavam o inglês como língua legítima.

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