Resultados de busca
Search this site
1698 resultados encontrados com uma busca vazia
- Empresários dos EUA que pedem a Trump que flexibilize política migratória
Empresários reclamam que funcionários estão com medo de ir trabalhar WASHINGTON - O endurecimento das políticas de imigração do presidente Donald Trump nos Estados Unidos não está apenas colocando muitos estrangeiros no país sob pressão. Muitas empresas estão tendo mais dificuldade para encontar trabalhadores, o que prejudica seus negócios, e estão tentando convencer o presidente a corrigir a situação. Trump prometeu na campanha realizar a "maior operação de deportação da história dos EUA" e o medo de ser preso fez com que muitos tivessem receio de sair de casa para trabalhar. Além disso, as notícias de que estrangeiros estão sendo deportados para prisões em El Salvador e alegações de que o governo está expulsando ou negando acesso ao país a pessoas com documentos adequados geram incertezas entre os empresários sobre o que Trump pretende fazer com os programas que canalizam a imigração legal, da qual muitos dependem. O presidente afirmou que quer permitir a imigração legal para os EUA, mas a sua administração parece muito mais focada em prisões e deportações do que em abrir e ordenar canais de imigração legal ou regularizar os mais de 8 milhões de trabalhadores sem documentos no país. O problema é real e urgente para muitas empresas. "Temos cerca de 1,7 milhão de empregos não preenchidos e os empregadores estão preocupados com a escassez de mão de obra, o que aumenta a inflação para as famílias americanas", disse à BBC Rebecca Shi, da American Business Immigration Coalition (ABIC), uma associação que defende a reforma das leis de imigração dos EUA. A associação de Shi está fazendo lobby para o que ela chama de "uma política de migração sensata". Seus membros se reuniram em Washington em março passado com o objetivo de fazer com que sua voz fosse ouvida pelos membros do Congresso. O presidente da ABIC, Bob Worsley, é proprietário de uma empresa de construção no Arizona que frequentemente sofre com a falta de trabalhadores e, em 2012, conquistou uma cadeira na legislatura estadual pelo Partido Republicano do presidente Trump. Worsley e outros empresários que trabalham com ele acreditam que, mais do que deportações, os EUA e suas empresas precisam de uma política de imigração que garanta caminhos ordenados para a imigração legal. "É como uma represa onde a água vai encontrar seu caminho pela força pura. Você pode proteger a fronteira, mas se não resolver a questão da imigração para que as pessoas possam vir legalmente, vai acontecer de novo", destacou Worsley em entrevista ao The New York Times. Mas a reforma abrangente da imigração é uma questão que vem sendo adiada há anos pela incapacidade dos democratas e republicanos de chegarem a um acordo, e não há nenhuma indicação de que essa seja uma das prioridades de Trump. Na contramão, a política de imigração do presidente se tornou um problema quase diário para os donos de negócios. "As batidas de imigração são frequentes em minha área e sei que, quando houver uma, meus funcionários não aparecerão porque ficarão em casa protegendo suas famílias", contou à BBC Mundo Manolo Betancur, cidadão colombiano naturalizado americano que comprou uma pequena padaria latina na cidade de Charlotte, Carolina do Norte, anos atrás e agora tem quatro estabelecimentos e 70 funcionários, todos imigrantes. A primeira de suas empresas está localizada na área da Central Avenue de Charlotte, uma das áreas mais centrais e diversificadas da cidade, e um alvo regular da ICE, a agência federal responsável pela aplicação das leis de imigração. Manolo tenta persuadir as autoridades locais a se manifestarem contra as políticas do governo federal. "Nossos políticos acham que estão apenas prendendo criminosos e isso é uma grande mentira", afirmou ao apontar para o clima que foi criado desde que Trump recuperou a presidência. "Nossos próprios líderes têm medo de ir contra o governo", reclama. O caso da Manolo's Bakery não é excepcional. "Os empregadores nos dizem que seus funcionários estrangeiros estão preocupados porque muitos estão trabalhando com permissões de trabalho de programas legais que estão prestes a expirar e a incerteza de não saber o que vai acontecer com eles está causando muito estresse", relata Shi. "Em colaboração com seus colegas americanos, eles fornecem um trabalho especializado que não é fácil de cobrir". Embora, a julgar pelas estatísticas disponíveis, o ritmo das deportações tenha sido até agora apenas um pouco maior do que nos últimos meses do governo de Joe Biden, o governo Trump ordenou o fim de alguns dos programas de proteção temporária que permitiram que os imigrantes que chegaram nos últimos anos trabalhassem legalmente. Indispensável em setores críticos Setores críticos, como agricultura e saúde, perderam trabalhadores. De acordo com dados da ABIC, cerca de 40% dos funcionários do setor de saúde nos EUA são estrangeiros, um número que sobe para 73% no caso de trabalhadores agrícolas. A hotelaria é outro setor que emprega um grande número de estrangeiros e uma pesquisa em 2024 constatou que 67% não conseguiam encontrar os trabalhadores de que precisavam. "Sabemos que os problemas se tornarão mais graves à medida que se aproxima a época da colheita e o pico da temporada de turismo", observou Shi. Mais trabalho infantil A escassez levou vários estados a aprovar medidas que flexibilizam as restrições ao trabalho infantil. Ohio reduziu a idade em que os funcionários podem servir bebidas alcoólicas, de modo que os menores podem preencher a lacuna em bares e restaurantes; Iowa permite que os menores realizem trabalhos que antes eram considerados perigosos ou inadequados para eles, como demolição ou fabricação de tijolos; enquanto a legislatura da Flórida está debatendo um projeto de lei que reduz os limites de trabalho de crianças em idade escolar e, se aprovado, permitirá que elas trabalhem a partir dos 14 anos. Para Shi, as consequências são graves para a economia, mas não se limitam a isso. "Os EUA se tornaram um importador líquido de alimentos. Se não produzirmos alimentos suficientes, isso será um problema de segurança nacional". Incerteza sobre o plano do governo Alguns dos estados mais afetados são aqueles mais envolvidos com a agricultura, como a Califórnia ou a Flórida, que todos os anos recorrem a milhares de estrangeiros com vistos de trabalhadores temporários, o H-2A e o H-2b, cujo futuro não foi garantido pelo governo. O governo Trump não confirmou se os empregadores ainda poderão usar esses programas para preencher vagas rejeitadas pelos locais, mas o Projeto 2025, uma proposta de plano governamental elaborada por um grupo conservador, defende a restrição desses programas para reduzir a imigração. A BBC Mundo não recebeu resposta a um pedido de informações sobre o assunto enviado à Casa Branca. Trump se desvinculou do Projeto 2025 durante a campanha, mas os críticos apontam que, como presidente, ele o está seguindo. "Invasão" em queda O presidente e os membros de seu governo insistem que os EUA estão sofrendo uma "invasão" de "estrangeiros criminosos", mas as estatísticas mostram que as entradas irregulares nos EUA estavam caindo significativamente nos últimos meses da presidência de Biden e foram reduzidas ao mínimo com o retorno de Trump à Casa Branca. "Agora que a fronteira foi protegida, o que deve ser feito é garantir que haja mão de obra suficiente", argumentou Shi. Estudos também questionam a criminalização da população estrangeira. Um relatório atualizado recentemente pela American Sociological Association concluiu que as cidades com maiores populações de imigrantes tendem a ter taxas de criminalidade mais baixas. Um de seus autores, Ramiro Martinez, da Northeastern University, disse que "comunidades, cidades e condados com mais imigrantes têm menos homicídios e violência". Outra pesquisa realizada por Anthony Peguero, com foco nas escolas dos EUA em áreas violentas, mostrou que os imigrantes sem documentos cometem menos crimes do que os nativos. Com esses dados, Shi acredita que "é hora de reconhecer a contribuição vital dos estrangeiros para a economia e abrir caminhos para que eles permaneçam legalmente no país". ** Com BBC **
- EUA deportam brasileira fugitiva do 8/1 presa no Texas após posse do Trump
Cristiane em entrevista ao UOL pela internet de um um presídio do Texas (Foto: Reprodução Vídeo) FORTALEZA - A garçonete Cristiane de Silva, 33, uma das fugitivas dos ataques de 8 de janeiro de 2023 que foram presas por imigração ilegal nos Estados Unidos logo depois da posse de Donald Trump, em janeiro, foi deportada para o Brasil em um voo fretado pelo governo americano neste sábado, 24, com mais 102 brasileiros. A mulher foi levada à Superintendência da Polícia Federal na capital cearense. Outros dois extraditados tinham problemas com a Justiça brasileira e foram presos ao desembarcar enquanto os outros foram acolhidos no Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM) e seguiram para as suas cidades. Contra Cristiane, havia um mandado de prisão em aberto. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a um ano de prisão por associação criminosa. O ministro Alexandre de Moraes havia substituído a pena a uma restrição de direitos, como prestação de serviços comunitários, pagamento de multa e participação em curso sobre democracia, mas ela preferiu fugir. Outras três brasileiras que fugiram após os ataques do 8/1 estão detidas no Texas. Elas tinha rompido as tornozeleiras eletrônicas que permitiam aguardar o julgamento em liberdade e fugiram para outros países. Cristiane, que é de Balneário Camboriú, tinha sido presa no QG do Exército em Brasília em 9 de janeiro de 2023, um dia depois dos ataques que destruíram parcialmente prédios dos Três Poderes. Assim como as outras presas, ela nega ter cometido crimes e disse que estava na cidade para “passear”. Leia também: Fugitivas do 8/1 estão presas nos EUA ao tentar entrar ilegalmente no país Antes de ser deportada, a garçonete concedeu entrevista ao UOL por vídeo de dentro da detenção em El Paso (Texas) sobre os ataques de 8/1. “Ela reafirmou que não cometeu crime algum e, por isso, não assinou o acordo de não persecução penal proposto”. Na conversa, ela repetiu boatos bolsonaristas culpando “infiltrados de esquerda” pela destruição no dia 8/1 o que não foi confirmado pela investigação da Polícia Federal. Fuga No ano passado ela não tinha sido condenada por incitação ao crime e associação criminosa, portanto, tinha a oportunidade de encerrar o processo com um acordo com o Ministério Público. Mas Cristiane preferiu se juntar a outros investigados no processo e fugir para a Argentina. De lá também foragiu para o Peru e a Colômbia após o presidente argentino, Javier Milei, cumprir ordens de prisão dos bolsonaristas procurados pela Justiça que foram para a Argentina. Determinadas a não cumprir as ordens da Justiça Brasileira, foram também para o Panamá e o México. Cristiane, Rosana e Michele foram presas em El Paso, no oeste do Texas em 21 de janeiro deste ano, um dia depois da posse de Donald Trump, que prometer apertar o cerco contra imigrantes. ** Com Agências **
- Brasileiros são indiciados por facilitar troca de cheques de indocumentados
Esquema movimentou US$74 milhões e envolveu 11 empresas de faixada CHARLESTON - Os brasileiros Jimmy Soares de Oliveira Carvalho, 46, e José Rivelino Serafim da Silva, 53, estão presos na Carolina do Sul após serem indiciados por 17 crimes, entre eles lavagem de dinheiro, em um esquema de troca de cheques para pagar a mão de obra terceirizada de imigrantes indocumentados que movimentou mais de US$ 70 milhões. Eles alegam inocência. Na audiência de custódia no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, em Charleston, na sexta-feira, 23, Carvalho abriu mão do benefício de pagar fiança para responder ao processo em liberdade enquanto a juíza Molly Cherry negou o direito à Silva, alegando risco de fuga do país. Carvalho também é acusado de adulteração de testemunha. Segundo a promotoria, o brasileiro intimidou uma pessoa que estava colaborando com a investigação e era a responsável em trocar os cheques. No fim do primeiro semestre de 2024, os agentes federais perderam contato com a informante. A partir desse momento, Silva assumiu a função de descontar os pagamentos. A acusação alega que os réus criaram 11 empresas de fachada no setor da construção civil para facilitar pagamentos de empreiteiras a seus trabalhadores, frequentemente imigrantes indocumentados, e sonegar impostos e taxas de seguro-desemprego. Segundo a investigação, desde 2017 os brasileiros receberam cerca de US$ 74 milhões que foram depositados e sacados em dinheiro para pagar os prestadores de serviço. Eles retiam de 3 a 5% dos valores. Se condenados, os réus podem pegar até 30 anos de cadeia. Prisão Silva foi preso ainda no estacionamento do Bank of America em 21 de maio com US$ 7 mil em dinheiro vivo e cheques que seriam descontados para pagar trabalhadores indocumentados, disse a promotora Amy Bower. No mesmo dia, agentes do IRS e do ICE invadiram um complexo de apartamentos no Channel Family Homes, em Hanahan, onde prenderam Carvalho, o suposto líder da operação de lavagem de dinheiro. Agentes e a polícia local também apreenderam caixas de registros e US$ 120 mil em dinheiro. Na residência de Carvalho foram apreendidos documentos que revelaram contas bancárias e registros de propriedades no Brasil. Uma das contas soma US$ 55 mil. A promotoria revela que rastreou os réus por um longo período em reuniões em bancos e na casa de Carvalho. Segundo o processo, Silva não tem família nos EUA, onde mora há seis anos com visto, sem especificar o tipo. A juíza ordenou que ele permaneça sob custódia na Carolina do Sul, em vez de permitir que o ICE o detenha na Geórgia. Se condenado, ele poderá ser deportado após cumprir a pena. Nada foi mencionado sobre o status imigratório de Carvalho, mas a promotora revelou que a irmã de Carvalho, casada com Silva, foi presa no mesmo dia, 21 de maio, pelo ICE e deve ser deportada. Esquema Carvalho permitia que os contratados operassem como uma das sociedades de responsabilidade limitada. Os contratados emitiam cheques em nome da empresa de fachada, recebiam o pagamento pelos serviços em seu nome e, em seguida, pagariam em dinheiro aos trabalhadores indocumentados após a dedução das "taxas de processamento". Carvalho, Da Silva e outros abriram contas em cerca de uma dúzia de bancos na região de Charleston para depositar cheques e sacar dinheiro, de acordo com a acusação. Da Silva era o agente registrado de uma das 11 empresas que os homens utilizavam desde pelo menos 2017. Cerca de US$ 11,5 milhões passaram por uma única empresa, disse Bower. Cada companhia canalizava o dinheiro por meio de duas a sete contas bancárias, de acordo com a acusação. Algumas transações eram de valores totais que ultrapassaram US$ 10 mil e chegaram a US$ 85 mil. Em tempo: A lei federal e os regulamentos estabelecidos para combater esquemas de lavagem de dinheiro exigem que os bancos informem todas as transações acima de US$ 10 mil à Receita Federal. A promotoria observou que quando um banco descobria uma possível lavagem de dinheiro, os homens mudavam para uma nova conta ou usavam o nome de outra empresa. "No momento da prisão (de Da Silva), soubemos de uma nova conta bancária", disse Bower durante a audiência. Sem garantia A forma como as empresas de fachada operavam dificultava a recuperação dos custos de construções malfeitas, afirmou Shannon Wiley, consultora jurídica do Gabinete do Secretário de Estado da Carolina do Sul. No cerne do caso federal de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro está a série de LLCs que potencialmente utilizaram agentes e endereços fraudulentos, afirmou ela. As empresas de fachada listadas na acusação foram citadas em pelo menos dez processos por quebra de contrato e defeitos de construção desde 2019, de acordo com uma análise do jornal Post & Courier. Registros judiciais indicam que proprietários e empresas tiveram dificuldades para localizar os proprietários das LLCs. Em alguns casos, o Gabinete do Secretário de Estado aceitou a citação das LLCs porque os oficiais de justiça não conseguiram encontrar os verdadeiros proprietários. Na prática, isso teria levado a julgamentos à revelia contra as supostas empresas de fachada de Carvalho e Silva, disse a consultora. Wiley afirmou que seu escritório tem pouco poder de execução e supervisão sobre as LLCs na Carolina do Sul. Ela afirmou que o papel do escritório na criação de uma LLC, que custa US$ 110, é verificar se os formulários estão preenchidos corretamente. Qualquer ação para dissolver a empresa teria que ser realizada após uma investigação por outra parte e uma ordem judicial, disse ela. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Juiz dos EUA impede governo Trump de revogar visto de estudantes estrangeiros
WASHINGTON - Um juíz federal na Califórnia impediu o governo Donald Trump de cancelar o visto de estudantes estrangeiros que frequentam universidades nos Estados Unidos. A gestão do republicano já prendeu pelo menos três estudantes, entre eles o palestino Mahmoud Khalil, por críticas que fizeram à guerra de Israel na Faixa de Gaza ou participação em protestos pró-Palestina. Além disso, também cancelou os vistos de milhares de alunos envolvidos em manifestações políticas ou que tinham algum tipo de histórico criminal —na maioria dos casos, por delitos como dirigir embriagado, que não levaram à condenações mas ficaram registrados na base de dados do governo. A imagem mostra um campus universitário com prédios de tijolos vermelhos e árvores sem folhas. Um grupo de pessoas caminha por um caminho central, cercado por gramado verde. Ao fundo, há mais edifícios e algumas pessoas estão visíveis em diferentes áreas do campus. Na ordem, o juiz Jeffrey White disse que o governo não pode mais prender ou deter esutdantes estrangeiros por questões imigratórias até que um caso que lida com o mérito dessas detenções tenha sua tramitação concluída no Judiciário. White disse que as ações do governo Trump vem "causando caos" na vida dos estudantes e suas famílias. Diferente de decisões anteriores, a que foi emitida nesta quinta vale para todo o país, e não para casos individuais, como vinha acontecendo. O juiz também proibiu o governo de transferir estudantes presos para fora dos estados onde moram. O governo Trump fez isso com Mahmoud Khalil, estudante de mestado da Universidade Columbia que foi preso em Nova York e levado para uma prisão federal na Louisiana. Lá, ele perdeu o nascimento do primeiro filho depois que o juiz de imigração local não permitiu uma saída temporária, nem com tornozeleira eletrônica, para que estivesse presente no parto da esposa, que é cidadã americana. Khalil soube do nascimento pelo telefone. Ex-aluno da Universidade Columbia e de origem palestina, Khalil foi preso por autoridades imigratórias em 8 de março. O caso se tornou um dos mais emblemáticos da repressão a manifestações pró-Palestina nos EUA, intensificada sob o governo de Trump, e é criticado por grupos que atuam com direitos humanos e que o descrevem como um ataque à liberdade de expressão e ao devido processo legal. ** Com Agências **
- EUA vão encerrar produção de moedas de 1 centavo
WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos vai encerrar a produção da moeda de 1 centavo, conforme plano divulgado pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira, 22. A decisão foi motivada pelos altos custos de fabricação da moeda. De acordo com o comunicado oficial, o departamento realizou neste mês seu último pedido de moedas de 1 centavo. A expectativa é que a emissão de novas unidades, conhecidas como "pennies", seja encerrada no início de 2026. Em fevereiro, o presidente Donald Trump ordenou ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, que interrompesse a produção da moeda, classificando os custos como um “desperdício”. Nas últimas semanas, parlamentares republicanos e democratas apresentaram projetos de lei, tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, propondo oficialmente o fim da fabricação das moedas de 1 centavo. Com a mudança, as empresas deverão arredondar os preços de transações em dinheiro para o múltiplo de cinco centavos mais próximo, à medida que os centavos forem gradualmente retirados de circulação. Segundo o departamento, o custo de produção da moeda aumentou de 1,3 para 3,69 centavos de dólar por unidade na última década. A estimativa é que a interrupção da fabricação gere uma economia imediata de US$ 56 milhões por ano. Lançado pela primeira vez em 1793, o centavo passou a estampar o perfil do presidente Abraham Lincoln em 1909. Atualmente, é fabricado com uma liga de zinco e cobre. O futuro dos pennies era debatido há anos nos EUA. Seus defensores alegam que ele contribui para manter os preços ao consumidor mais baixos e serve como fonte de doações para instituições de caridade. Já os críticos o consideram obsoleto, acumulando-se em gavetas, cinzeiros e cofrinhos. Atualmente, estima-se que cerca de 114 bilhões de moedas de um centavo estejam em circulação nos EUA. Preocupação com os gastos públicos O anúncio ocorre em meio a crescentes preocupações com a situação das contas públicas dos EUA, que há anos registra déficits — ou seja, despesas maiores que as receitas. Nesta quinta-feira, 22, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um amplo pacote de cortes de impostos proposto por Trump — o que intensificou as preocupações do mercado financeiro quanto à sustentabilidade das contas. O projeto busca tornar permanentes os cortes nos impostos sobre a renda individual e heranças, aprovados no primeiro mandato de Trump, em 2017. Também inclui promessas de campanha feitas em 2024, como a isenção de tributos sobre gorjetas, horas extras e juros de certos financiamentos de veículos. Além disso, a proposta destina recursos à política de repressão à imigração defendida por Trump, prevendo a contratação de dezenas de milhares de agentes de fronteira e a capacidade de deportar até 1 milhão de pessoas por ano. A estimativa é que as medidas adicionem cerca de US$ 3,8 trilhões à dívida federal dos EUA, que atualmente já soma US$ 36,2 trilhões. Ideia havia sido ventilada por Musk A proposta de extinguir as moedas de um centavo nos EUA já havia sido cogitada no início do ano pelo Departamento de Eficiência Governamental, liderado pelo bilionário Elon Musk. Em janeiro, Musk apontou que o custo de produção das moedas era três vezes superior ao seu valor de face, o que teria levado os EUA a um gasto público de US$ 179 milhões no ano fiscal de 2023. ** Com Reuters **
- Juiz federal bloqueia ordem executiva de Trump para fechar o Departamento de Educação dos EUA
WASHINGTON - O juiz federal Myong Joun bloqueou nesta quinta-feira, 22, a ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fechar o Departamento de Educação, que foi alvo de demissões em massa em março. O magistrado também ordenou que o órgão responsável por administrar empréstimos para universidades, acompanhe o desempenho de alunos e aplicar os direitos civis nas escolas, reintegrasse as centenas de funcionários demitidos. O juiz atendeu ao pedido dos distritos escolares de Somerville e Easthampton, em Massachusetts, e da Federação Americana de Professores, juntamente com outros grupos educacionais, que moveram uma ação judicial contra o desmantelamento do Departamento de Educação. Na ação, segundo a agência Associated Press (AP), os grupos alegaram que as demissões "constituíram uma paralisação ilegal do Departamento de Educação, deixando a instituição incapaz de cumprir as responsabilidades exigidas pelo Congresso, incluindo os deveres de apoiar a educação especial, distribuir auxílio financeiro e fazer cumprir as leis de direitos civis". Joun, durante sua decisão, disse que os grupos mostraram um "quadro gritante do dano irreparável [no Departamento de Educação], que resultará na incerteza e no atraso financeiro, além da perda de serviços essenciais para as populações estudantis mais vulneráveis dos Estados Unidos". "Demissões dessa magnitude prejudicam o departamento," afirmou o juiz, referindo-se às 1.315 demissões feitas no início de março. O governo Trump, por sua vez, afirmou que as demissões "visam à eficiência", pediu o fechamento da agência, mas reconheceu que isso deve ser implementado pelo Congresso. "Meu governo tomará todas as medidas legais para fechar o departamento. Vamos fechá-lo o mais rápido possível. Isso não nos ajuda em nada", disse Trump ao assinar a ordem executiva para fechar a agência, no dia 20 de março. No discurso, o republicano criticou a decisão do presidente Jimmy Carter de criar, em 1979, o Departamento de Educação, afirmando que os EUA gastam demais com educação, mas aparecem em posições pouco privilegiadas em rankings internacionais. Trump disse que quer delegar aos estados e distritos escolares locais a tarefa de supervisionar totalmente o sistema educacional dos EUA. A ordem executiva para desmantelar o departamento desafiou o Congresso americano, que criou o departamento por estatuto e legalmente deve assinar qualquer medida para fechá-lo. Demissão em massa No início de março, o Departamento de Educação dos EUA informou que sua equipe foi reduzida em quase metade do efetivo, representando mais um passo no projeto de Trump para reduzir o "Estado profundo". “Como parte da missão final do Departamento de Educação, o departamento iniciou hoje uma redução na força de trabalho impactando quase 50% da força de trabalho”, disse a Secretária de Educação, Linda McMahon, na época. O departamento começou o ano com 4.133 funcionários e, agora, tem uma força de trabalho de aproximadamente metade após alguns meses de governo Trump. Além dos 1.315 funcionários demitidos, 572 funcionários aceitaram pacotes de demissão voluntária e 63 funcionários em estágio probatório foram desligados em fevereiro. Os rumores sobre possíveis demissões começaram a circular depois que os funcionários do departamento receberam um e-mail, anunciando que os escritórios da agência em Washington seriam fechados e reabertos, sem informar o motivo. ** Com Agências **
- EUA proíbem Harvard de matricular estudantes estrangeiros
WASHINGTON - Em uma nova escalada da tensão com Harvard, o governo dos Estados Unidos proibiu nesta quinta-feira, 22, a universidade de matricular estudantes estrangeiros. Em carta dirigida ao presidente de Harvard, Alan Garber, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, anunciou a “revogação com efeito imediato” da certificação do Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio (Sevis), que permite a estrangeiros estudar nos Estados Unidos. A revogação vai impedir Harvard de matricular estrangeiros com visto de não imigrante F ou J para o ano letivo 2025-2026. No período atual, os estrangeiros representam 27,2% dos 30 mil alunos de Harvard, e a maioria deles tem um desses tipos de visto, segundo fontes da universidade. A medida é anunciada uma semana antes da graduação de milhares de alunos da universidade. Noem acusa Harvard de não atender aos pedidos de informação feitos pelo seu departamento e de perpetuar “um ambiente de insegurança no campus, hostil aos estudantes judeus”. Além disso, afirma que a universidade “promove simpatias pró-Hamas e emprega políticas racistas de diversidade, igualdade e inclusão”. “Que isto sirva de alerta para todas as universidades e instituições acadêmicas do país”, publicou Noem no X, onde também acusou Harvard de coordenação “com o Partido Comunista da China em seu campus”. Ilegal “A ação do governo é ilegal. Estamos totalmente comprometidos a manter a capacidade de Harvard de receber nossos estudantes e acadêmicos internacionais, que são procedentes de mais de 140 países e enriquecem a Universidade e esta nação de forma incomensurável”, reagiu a instituição. “Essa ação retaliatória ameaça prejudicar gravemente a comunidade de Harvard e o nosso país, e mina a nossa missão acadêmica e de pesquisa”, ressaltou a universidade. Líderes da seção de Harvard da Associação Americana de Professores Universitários chamaram a decisão do governo de “a mais recente de uma série de medidas abertamente autoritárias e retaliatórias contra a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos”. Para a seção de Harvard da Associação Americana de Professores Universitários, a medida “amplia o ataque terrorista” do governo Trump contra os estudantes e acadêmicos estrangeiros nos Estados Unidos. O governo Trump empreende uma luta total contra as universidades do país, as quais acusa de permitir antissemitismo no campus, após as manifestações palestinas do ano passado. Também busca acabar com os programas de diversidade, destinados a abordar a marginalização das minorias. Diferentemente de outras universidades, que acataram a política do governo republicano para não afetar os subsídios que recebem, Harvard o processou há um mês, por tentativa de impor mudanças em seu currículo e em suas políticas de admissão e práticas de contratação. ‘Privilégio, não um direito’ “Ninguém sabe” como isso afetará os alunos estrangeiros já matriculados, disse à AFP a estudante americana Alice Goyer. “Todo mundo está entrando um pouco em pânico” com essa notícia, que motivou “mensagens de um monte de amigos estrangeiros”, comentou. “Definitivamente, isso vai mudar a percepção daqueles que poderiam pensar em estudar aqui. Os Estados Unidos estão se tornando um lugar menos atraente para o ensino superior”, disse o estudante austríaco de Harvard Karl Molden, que se candidatou a uma vaga na Universidade de Oxford, no Reino Unido. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) inicialmente enviou uma carta para Harvard, em 16 de abril, exigindo que a universidade disponibilizasse informações sobre as atividades dos estudantes estrangeiros nos campi, incluindo a participação em protestos. Segundo a publicação The Harvard Crimson, a universidade apresentou parcialmente os registros disciplinares dos estudantes estrangeiros solicitados por Washington. Na semana passada, o governo republicano anunciou um novo corte de 450 milhões de dólares em subsídios federais, que se soma ao congelamento de outros US$ 2,2 bilhões , e descartou qualquer nova ajuda federal. Harvard é a instituição de ensino superior mais rica dos Estados Unidos. “Para as universidades, é um privilégio, não um direito, matricular estudantes estrangeiros e se beneficiar de seus pagamentos elevados de matrícula para ajudar a aumentar seus fundos bilionários”, disse Noem. A matrícula em Harvard custa US$ 59,3 mil e pode chegar a US$ 87 mil com alojamento. Trump descreveu Harvard recentemente como uma “instituição de extrema esquerda e antissemita”, um “desastre progressista” e uma “ameaça à democracia”. **Com AFP**
- Trump aceita avião de luxo de R$ 2,2 bilhões do Qatar
WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, aceitou um Boeing 747 oferecido pelo Catar a Donald Trump para que seja utilizado como avião presidencial, anunciou o Pentágono nesta quarta-feira, 21. A família real do emirado do Golfo ofereceu a aeronave, avaliada em cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,26 bilhões, na cotação atual), ao Pentágono para substituir temporariamente o Air Force One. A oferta do Catar despertou enormes questões constitucionais, éticas e de segurança por se tratar de uma aeronave doada por uma potência estrangeira para uso do republicano. Um líder da oposição democrata classificou o presente como "pura corrupção". "O secretário de Defesa aceitou um Boeing 747 do Catar de acordo com todas as regras e regulamentos federais", disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado. "O Departamento de Defesa trabalhará para garantir que as medidas de segurança adequadas e os requisitos funcionais sejam atendidos" para "um avião utilizado para transportar o presidente dos Estados Unidos", disse Parnell. A Constituição americana proíbe autoridades de aceitar presentes "de um rei, príncipe ou Estado estrangeiro". Mas Trump negou que haja qualquer problema ético em aceitar o avião, dizendo que seria "estúpido" rejeitar a oferta do Catar. "É um grande gesto", disse o bilionário de 78 anos a jornalistas que lhe perguntaram se o Catar esperava algo em troca. "Eu jamais recusaria uma oferta dessas. Eu poderia ser estúpido e dizer: 'Não, não queremos um avião gratuito e muito caro'", acrescentou. ** Com AFP **
- Dois funcionários da embaixada de Israel são mortos a tiros em Washington
WASHINGTON - Dois membros da embaixada israelense nos Estados Unidos foram mortos a tiros perto do Museu Judaico em Washington na noite desta quarta-feira, 21, em um ato antissemita, afirmam as autoridades. Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim eram namorados e foram atingidos na calçada em frente ao museu. O atirador, identificado como Elias Rodriguez, de 30 anos, se entregou à polícia após os tiros e gritava "Palestina Livre". A polícia informou que o homem foi visto caminhando do lado de fora do museu, tentou entrar no evento que ocorria no local, mas foi barrado pelos seguranças. O alvo do ataque seria uma recepção organizada pelo museu para jovens profissionais e diplomatas credenciados em Washington. "O American Jewish Committee confirma que organizou um evento no Museu Judaico de Washington esta noite", afirmou em um comunicado o presidente do comitê, Ted Deutch. "Estamos devastados com um ato de violência indescritível que ocorreu em frente ao local". "Dois funcionários da embaixada israelense foram assassinados sem sentido esta noite perto do Museu Judaico em Washington, D.C. Estamos investigando ativamente e trabalhando para reunir mais informações para compartilhar", confirmou a a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, na rede X. Reação das autoridades "O tiroteio mortal que ocorreu do lado de fora do evento no Museu Judaico em Washington, DC — que também feriu funcionários da embaixada israelense — é um ato depravado de terrorismo antissemita", disse o enviado israelense às Nações Unidas, Danny Danon, em um comunicado. "Confiamos que as autoridades americanas tomarão medidas enérgicas contra os responsáveis por este ato criminoso. Israel continuará a agir decisivamente para proteger seus cidadãos e representantes, em todo o mundo", finalizou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao atentado nas redes sociais: "Estes assassinatos horríveis em Washington, D.C., obviamente motivados pelo antissemitismo, devem acabar, AGORA!", publicou Trump em sua plataforma Truth Social. "Ódio e radicalismo não têm lugar nos Estados Unidos", acrescentou. O secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu que os responsáveis serão encontrados. "Nós os levaremos à Justiça", publicou na rede social X, após o que chamou de um "ato descarado de violência covarde e antissemita". Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o reforço da segurança das missões diplomáticas de seu país em todo o mundo e atribuiu o ataque à "incitação selvagem à violência contra o Estado de Israel". O ataque também foi condenado pelos governos da Alemanha, Espanha, França e Itália. A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, disse estar "chocada" e afirmou que "não pode haver espaço em nossas sociedades para o ódio, o extremismo ou o antissemitismo". O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, criticou os países europeus, incluindo alguns que são muito críticos a respeito da campanha militar em Gaza, com os consequentes atritos que o tema provoca com a diplomacia do Estado hebreu. "Há uma linha direta entre este assassinato e a incitação antissemita e anti-israelense. Essa incitação ao ódio também é obra de líderes e autoridades de muitos países e organizações internacionais, em particular da Europa", disse o ministro. Vítimas Yaron Lischinsky, 30, e Sarah Lynn Milgrim, 26, foram baleados ao deixar um evento diplomático no Museu Judaico. O homem era israelense nascido em Nuremberg, na Alemanha, e a mulher era nascida em Kansas, nos Estados Unidos. Sarah trabalhava no departamento de diplomacia pública da embaixada. Entre as funções que ela exercia estava a organização de eventos e de viagens diplomáticas a Israel. Ela era funcionária do local desde novembro de 2023, segundo publicações nas redes sociais. Ela citou "construção da paz" como uma das suas paixões. Em sua descrição no LinkedIn, Sarah falou sobre seu trabalho facilitando "discussões sobre geopolítica em Israel e na Palestina". Yaron, por sua vez, era assistente de pesquisa do setor político do órgão. Ele trabalhava na embaixada desde setembro de 2022 e compartilhava sua rotina na rede social, com uma foto ao lado do presidente de Israel, Isaac Herzog. Ele também usava o LinkedIn para compartilhar publicações das Forças de Defesa de Israel. Segundo o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, Yaron tinha comprado um anel e aproveitaria uma viagem para pedir a noiva em casamento.
- Áudios falsos sobre ICE causam pânico entre brasileiros em Massachusetts
Boatos sobre batidas do ICE forçam imigrantes a faltar ao trabalho (Foto: ICE Divulgação) BOSTON – Áudios falsos distribuídos nas últimas horas, citando uma suposta operação do ICE, inundaram as contas de WhatApps de brasileiros e hispânicos na Nova Inglaterra. Imigrantes se mostraram apavorados com a mensagem afirmando que haveria uma ação entre quarta-feira, 21, e a segunda-feira, 26, tomando as ruas e locais de trabalho, forçando muitos trabalhadores a ficarem em casa e crianças faltar à aula. As gravações, entretanto, não vêm de fontes seguras. As pessoas se identificam com nomes falsos e sequer citam fontes oficiais, apenas ‘ouviram falar’. Uma delas, inclusive, comprova sua ilegitimidade ao tratar o ICE como polícia federal e usar termos comuns a ações de repressão no Brasil. A Manchete USA ouviu pessoas ligadas ao ICE que disseram que "não há a previsão de nenhuma força-tarefa para prender estrangeiros ilegais". Organizações de defesa dos imigrantes também não confirmam os boatos, mas observam que as operações do ICE acontecem todos os dias. "As prisões são feitas nas ruas, trânsito e local de trabalho. O importante é que todos saibam os seus direitos." Os especialistas alertam, por exemplo, que o imigrante não precisa permitir a entrada em sua casa de um agente federal sem um mandado judicial. Em locais públicos, a pessoa tem direito de ficar em silêncio e não assinar nenhum documento sem a presença de um advogado. A advogada Gabby Macedo orienta que aqueles que estão em processo imigratório carreguem cópias do documento que mostre, inclusive, o número do caso na Justiça. "Isso pode levar o agente a aliviar a prisão, já aconteceu, mas não há garantias", explica. A Luce, um grupo recém-formado para observar as ações do ICE, criou uma hotline para receber denúncias sobre a presença de agentes federais - que geralmente chegam em dois ou cinco carros descaracterizados - em busca de imigrantes em Massachusetts. Quando há suspeita de uma operação do ICE na vizinhança, a pessoa pode ligar para (617) 370 -5023. A Luce "rastreia a chamada e envia equipes treinadas em vigilância comunitária para acompanhar a situação e intervir quando possível". A hotline funciona todos os dias de 5 horas às 21 horas, inclusive em português. O advogado Danilo Brack lembra que uma operação na proporção citada nos áudios exigiria que o país tivesse uma força policial com 7 milhões de agentes. “Além de não haver espaço para todas as prisões mencionadas. Os áudios são claramente falsos”, afirma. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Brasileiros são presos na Flórida por vender seguro sem ter licença
Polícia não divulgou quantas pessoas foram vítimas do casal ORLANDO - Os brasileiros Antônio Vinicius De Novais Cardoso e Gessyca Rairiny Martins Novais foram presos na Flórida na última semana por atuar ilegalmente como agentes de seguro e podem pegar cinco anos de cadeia. Segundo a acusação, eles residem em Windermere e violaram o estatuto 626.112(1)(A) da legislação estadual, que considera crime de terceiro grau a prática não autorizada nessa área. O Escritório do Xerife do Condado disse que o caso está sob investigação e não divulgou valores nem o número de vítimas. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- EUA multam imigrante ilegal em US$ 1,8 milhão
Wendy tem carta de deportação, mas está com um processo para arquivar o caso (Foto: Reuters ) FILADÉLFIA - A imigrante Wendy Ortiz ficou surpresa ao descobrir que estava sendo multada pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos por estar no país ilegalmente, mas foi o valor que realmente a chocou: US$ 1,8 milhão. Ortiz, de 32 anos, ganha US$ 13 por hora em seu emprego em um frigorífico na Pensilvânia. Seu salário mal cobre o aluguel e as despesas de seu filho autista de 6 anos, cidadão norte-americano. Ela mora no país há uma década, depois de fugir de El Salvador para escapar de um ex-parceiro violento e de ameaças de gangues, disse ela em uma entrevista e na documentação de imigração. Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, começou a operacionalizar um plano para multar os migrantes que não deixarem os EUA após uma ordem final de deportação, emitindo avisos para 4.500 migrantes com penalidades que totalizam mais de US$ 500 milhões, disse uma autoridade sênior de Trump, solicitando anonimato para compartilhar números internos. A Reuters conversou com oito advogados de imigração de todo o país que disseram que seus clientes foram multados em valores que variam de vários milhares de dólares a pouco mais de US$1,8 milhão. Os destinatários das notificações foram informados de que tinham 30 dias para contestar, por escrito, sob juramento e com provas de que a penalidade não deveria ser imposta. As multas pesadas fazem parte do esforço agressivo de Trump para fazer com que os imigrantes que estão ilegalmente nos EUA deixem o país voluntariamente, ou "se deportem". O plano do governo Trump, cujos detalhes foram relatados pela primeira vez pela Reuters em abril, inclui a cobrança de multas de US$ 998 (R$ 5.655,86) por dia para os imigrantes que não deixarem os EUA após uma ordem de deportação. O governo planejava emitir multas retroativamente por até cinco anos, informou a Reuters. Sob esse esquema, o valor máximo seria de US$1,8 milhão. O governo consideraria então a possibilidade de confiscar os bens dos imigrantes que não pudessem pagar. Ainda não está claro exatamente como o governo Trump arrecadaria as multas e confiscaria os bens. Advogados de imigração perplexos As multas analisadas pela Reuters foram emitidas pelo ICE, mas uma agência separada -- Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) -- foi solicitada a processá-las e lidar com possíveis confiscos, informou a Reuters em abril. A CBP ainda está trabalhando na logística complicada para realizar apreensões, disse um funcionário da CBP, solicitando anonimato. As multas decorrem de uma lei de 1996 que foi aplicada pela primeira vez em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, e tem como alvo os cerca de 1,4 milhão de imigrantes que receberam ordem de deportação de um juiz de imigração. O governo Trump retirou multas de centenas de milhares de dólares contra nove migrantes que buscaram refúgio em igrejas em seu primeiro mandato após uma contestação legal, mas prosseguiu com penalidades menores. O governo de Joe Biden retirou as multas em 2021. Buscando alívio, depois alvo Depois de cruzar a fronteira em 2015, Ortiz foi liberada para dar prosseguimento ao seu pedido de asilo quando um oficial constatou que ela tinha um temor crível de perseguição, mostram os documentos. Mas ela disse que nunca recebeu uma notificação de audiência no tribunal de imigração e recebeu ordem de deportação depois de não comparecer ao tribunal em 2018. A advogada de imigração de Ortiz, Rosina Stambaugh, solicitou ajuda humanitária ao governo dos EUA em 8 de janeiro, dizendo que ela corria perigo em El Salvador e que seu filho não teria acesso a serviços para crianças autistas. A petição solicitava "discrição do Ministério Público" e que o governo reabrisse e arquivasse seu caso. Doze dias depois, Trump assumiu o cargo e lançou sua ampla repressão à imigração. Rosina disse que ela havia solicitado uma prorrogação de 30 dias e estava considerando maneiras de combater a multa no tribunal. "Ela é mãe de uma criança autista, não tem histórico criminal e eles têm todas as informações sobre seu histórico", disse Stambaugh. "Acho que isso é absolutamente insano". ** Com Reuters **
.png)











