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- Trump propõe incentivo de US$ 1 mil para cada criança nascida nos EUA
Presidente defende que futuro das crianças será mais fácil com injeção na poupança (Foto: Divulgação Casa Branca) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira, 9, o investimento de US$ 1 mil para cada recém-nascido. A "Conta Trump" seria o pontapé inicial de uma poupança, argumentou o republicano durante um evento com parlamentares e empresários na Casa Branca. O incentivo federal único de US$ 1 mil na conta do responsável do bebê com destino específico a esse fim poderia receber depósitos privados adicionais de até US$ 5 mil por ano. Aos 18 anos, o beneficiário pode sacar e usar o dinheiro para pagar a universidade, abrir um negócio ou comprar uma casa, diz o texto. A proposta faz parte do One Big Beautiful Bill, projeto de lei apresentado por Trump, e que após passar na Câmara espera o aval do Senado. O texto não deixa claro quanto a medida vai custar aos cofres públicos, mas a estimativa é que, no total, o plano orçamentário adicione cerca de US$ 3,3 trilhões à dívida pública americana na próxima década. Leia também: Comitê da Câmara dos EUA aprova pacote fiscal de Trump em votação apertada "Isso proporcionará a uma geração de crianças a chance de vivenciar o milagre do crescimento composto e as colocará no caminho da prosperidade desde o início", afirmou o presidente aos CEOs de empresas como Dell, Uber, ARM, Salesforce e Goldman Sachs. O anúncio acontece ao mesmo tempo que Trump luta na Justiça para retirar o direito à cidadania automática dos filhos de imigrantes. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com ) .
- EUA enviam fuzileiros navais para Los Angeles e Trump apoia prisão de governador
LOS ANGELES - As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram nesta segunda-feira, 9, cerca de 700 fuzileiros navais para Los Angeles, na Califórnia, até que mais tropas da Guarda Nacional possam chegar, marcando outra escalada na resposta do presidente Donald Trump aos protestos de rua contra suas políticas agressivas de imigração. As tensões têm aumentado desde que Trump acionou a Guarda Nacional no sábado -- ato que classificado por democratas como uma provocação desnecessária -- após a eclosão de protestos de rua em resposta às batidas de imigração no sul da Califórnia. Esse é o ponto mais emblemático até agora em meio aos esforços agressivos do governo Trump para deportar imigrantes que vivem no país ilegalmente. Trump disse nesta segunda-feira que sentiu que não tinha escolha a não ser ordenar a mobilização para evitar que atos de violência saíssem do controle. Ele apoiou uma sugestão de seu chefe de fronteira de que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, fosse preso após o democrata dizer que o Estado estava abrindo um processo para bloquear o envio da Guarda Nacional. O governo Trump argumentou que seu antecessor, Joe Biden, permitiu a entrada de um número excessivo de imigrantes no país e que cidades administradas pelos democratas, como Los Angeles, estão interferindo indevidamente nos esforços para deportá-los. As manifestações de rua continuaram ao longo do fim de semana e nesta segunda-feira, quando centenas de manifestantes se reuniram do lado de fora de um centro de detenção no centro da cidade. Em meio a uma forte presença da polícia, manifestantes carregavam cartazes denunciando o governo Trump enquanto uma banda tocava música mexicana. Outras manifestações aconteceram em mais de uma dúzia de cidades, incluindo Atlanta, Boston, Chicago, Nova York e São Francisco. Necessidade A questão é se a força militar -- a Guarda Nacional ou os fuzileiros navais -- é necessária, como sustentam os principais republicanos, ou se configura um abuso do poder presidencial, como afirmam os democratas. Os fuzileiros navais dos EUA foram mobilizados internamente para grandes desastres, como o furacão Katrina e os ataques de 11 de setembro de 2001. Eles são conhecidos por serem os "primeiros a entrar e os últimos a sair" em intervenções militares dos EUA no exterior, mas é extremamente raro que tropas militares dos EUA sejam usadas para questões de policiamento doméstico. Trump poderia enviar fuzileiros navais sob certas condições da lei ou sob sua autoridade como comandante em chefe. Sem invocar a Lei da Insurreição, os fuzileiros navais, assim como a Guarda Nacional, ainda estariam sujeitos a uma proibição legal que os impede de aplicar diretamente as leis civis e provavelmente estariam limitados à proteção de funcionários e propriedades federais. A última vez que as Forças Armadas foram usadas para ação policial direta sob a Lei da Insurreição foi em 1992, quando o governador da Califórnia na época pediu ajuda ao ex-presidente George H.W. Bush em resposta aos distúrbios de Los Angeles por causa da absolvição dos policiais que espancaram o motorista negro Rodney King. Mesmo que seja apenas para dar apoio, o uso dos fuzileiros navais no contexto de uma questão policial certamente levantará mais objeções dos democratas, que acusam Trump de aumentar desnecessariamente as tensões em Los Angeles. "O nível de escalada é completamente injustificado, desnecessário e sem precedentes", disse a assessoria de imprensa de Newsom no X. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse em um comunicado que seu gabinete entrou com uma ação na Justiça. A lei federal permite que o presidente mobilize a Guarda se a nação for invadida, se houver "rebelião ou perigo de rebelião", ou se o presidente for "incapaz de executar as leis dos Estados Unidos com as forças regulares". Ao retornar à Casa Branca após uma noite em Camp David, Trump foi questionado por um jornalista se o manda-chuva da política de fronteira, Tom Homan, deveria prender Newsom. Homan ameaçou prender qualquer pessoa que obstrua os esforços de fiscalização da imigração, inclusive o governador. "Eu faria isso se fosse Tom. Acho que é ótimo", respondeu Trump. "Gavin gosta da publicidade, mas acho que seria uma coisa ótima." Em uma publicação no X, Newsom chamou a ameaça de prisão de "passo inequívoco em direção ao autoritarismo". ** Com Reuters **
- Califórnia resiste à repressão federal contra movimento pró-imigrante
Pelo menos 60 manifestantes foram presos em protesto contra ação do ICE na Califórnia (Foto: Reprodução TV) LOS ANGELES - No terceiro dia de protestos em Los Angeles, na Califórina, contra medidas de deportação de imigrantes nos Estados Unidos manifestantes entraram em confronto com a polícia local e tropas da Guarda Nacional enviadas pelo presidente Donald Trump à cidade, neste domingo, 8. O primeiro embate ocorreu em frente a um prédio federal que abriga um centro de detenção no centro de Los Angeles na sexta-feira (6). Policiais dispararam o que parecia ser gás lacrimogêneo, spray de pimenta e algum tipo de munição não letal contra a multidão, que gritava "fora ICE". Em Paramount, região metropolitana de Los Angeles, no sábado (7) os manifestantes chegaram a interditar o trânsito de uma das vias expressas mais importantes do centro da cidade. Nesse ponto, a tensão aumentou e houve novos confrontos com os agentes de segurança. No bairro de Paramount, o ar estava árido, carregado de gás lacrimogêneo e fumaça do lado de fora de uma loja da Home Depot, onde os protestos eclodiram após a informação de que haveria uma batida do ICE no local. A agência nega. Oficiais do Condado de Los Angeles dispararam granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo a cada poucos minutos para dispersar os manifestantes. Vizinhos e manifestantes relataram que migrantes se barricaram dentro de comércios locais, com medo de sair. No mesmo dia, o governo americano anunciou o envio de 2 mil soldados da Guarda Nacional para as ruas da maior cidade da Califórnia. Neste domingo, Trump disse a jornalistas que haverá "tropas em todos os lugares". "Não vamos deixar que isso aconteça com nosso país... Se vermos perigo para nosso país e nossos cidadãos, seremos muito firmes", declarou o presidente, que prometeu ainda "enviar o que for necessário pela lei e pela ordem". Logo depois, o presidente usou as redes sociais para chamar os atos de "motins de imigrantes". "Multidões violentas e insurrecionais estão cercando e atacando nossos agentes federais para tentar impedir nossas operações de deportação", escreveu Trump. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse que a medida de Trump é "propositalmente inflamatória" e alerta que "só aumentará as tensões". O democrata pediu calma aos manifestantes: "Não deem a Trump o que ele quer". O governador também anunciou a solicitação formal para que o governo Trump revogue o "envio ilegal de tropas ao condado de Los Angeles e as devolva ao seu comando". "Não tínhamos problema até Trump se envolver. Isso é uma grave violação da soberania do estado – inflama tensões e desvia recursos de onde realmente são necessários", disse Newson. Após as cenas de violência, a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, declarou que "o que estamos vendo é o caos provocado pelo governo". O envio de tropas federalizadas é uma "escalada perigosa", segundo ela. Em análise na BBC, o correspondente Anthony Zurcher escreveu que a "rapidez com que Trump reagiu sugere que essa é uma luta para a qual sua administração está preparada — e até ansiosa para enfrentar". A primeira tropa da Guarda Nacional chegou na manhã do domingo e se reuniu em frente ao centro de detenção no centro de Los Angeles, para onde imigrantes em situação irregular são levados após serem detidos. Protesto em São Francisco termina com 60 prisões e 3 policiais feridos Também foram registrados protestos em São Francisco. Cerca de 60 pessoas foram presas e três policiais ficaram feridos, segundo informou a polícia. O Departamento de Polícia de São Francisco afirmou que os indivíduos se tornaram "violentos e começaram a cometer crimes que vão de agressão a vandalismo e danos materiais" na noite de domingo, levando o departamento a declarar uma reunião ilegal na área. O departamento afirma que muitos deixaram o local, mas "vários indivíduos permaneceram e continuaram envolvidos em atividades ilegais", incluindo vandalismo em prédios e em uma viatura policial. Dois policiais sofreram ferimentos sem risco de vida e um foi transportado para um hospital local. Em resposta ao comunicado, o prefeito Daniel Lurie afirmou que todos "têm o direito de fazer sua voz ser ouvida pacificamente", mas "jamais toleraremos comportamento violento e destrutivo". Lurie afirmou que o protesto "acabou", antes de acrescentar que "os esforços para atingir membros de nossa comunidade imigrante que contribuem para nossa cidade, apoiam nossa economia e criam suas famílias aqui tornam nossa cidade menos segura". O que está acontecendo em Los Angeles? Nesta semana, houve até 118 prisões em Los Angeles como resultado de operações do ICE, incluindo 44 na sexta-feira (6). Em comunicado divulgado na sexta-feira, o governador democrata Newsom disse que "as contínuas e caóticas operações federais em toda a Califórnia para cumprir uma cota arbitrária de prisões são tão imprudentes quanto cruéis". "O caos de Donald Trump está minando a confiança, separando famílias, e minando os trabalhadores e as indústrias que impulsionam a economia americana." A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, acusou anteriormente o ICE de "espalhar o terror" na segunda maior cidade dos EUA. Os chefes do FBI e do Departamento de Segurança Interna disseram que os comentários da prefeita colocaram agentes federais em perigo. Angélica Salas, que lidera a Coalizão pelos Direitos Humanos dos Imigrantes, declarou em um comício recente: "Nossa comunidade está sendo atacada e aterrorizada. Eles são trabalhadores. Eles são pais. Eles são mães. E isso tem que parar." O chefe da patrulha de fronteira, Tom Homan, disse à emissora Fox News no sábado: "Estamos tornando Los Angeles um lugar mais seguro". Em Los Angeles, para onde viajou para supervisionar pessoalmente as operações do ICE, Homan afirmou que mais recursos estavam sendo mobilizados, como a Guarda Nacional, e que o trabalho do ICE continuaria a ser feito. Homan alertou que haverá "tolerância zero" para qualquer violência ou dano à propriedade privada. Em uma publicação no X, Dan Bongino, do FBI, também emitiu um alerta aos manifestantes: "Vocês trazem o caos, e nós trazemos algemas. A lei e a ordem prevalecerão." Ele afirmou que "várias prisões" foram feitas por "obstruir operações". ** Com BBC **
- Governo identifica 10 casos de botulismo associado a spa de brasileiro
DPH não menciona se Rodrigo Siqueira tem licença para aplicar botox (Foto: Redes Sociais) MILTON - O Departamento de Saúde Pública (DPH) de Massachusetts informou nesta segunda-feira, 9, que dez pessoas desenvolveram botulismo iatrogênico após passarem pelo procedimento de aplicação de botox na Rodrigo Spa, em Milton. Em nota, o órgão não informa se Rodrigo Siqueira, brasileiro apontado como dono da clínica, tem licença para atuar na área, mas orienta os pacientes a procurar apenas profissionais credenciados. O botulismo é uma doença causada pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Já o botulismo iatrogênico se desenvolve por conta da injeção de toxina botulínica (Botox) em grandes quantidades. O principais sintomas do botulismo iatrogênico são dor de cabeça, paralisia facial e fraqueza muscular. Em casos mais graves, a pessoa acometida pode sofrer fraqueza muscular progressiva. O órgão estadual orienta que todas as pessoas que fizeram o tratamento na clínica entre 1º de maio e 4 de junho procurem um médico imediatamente, mesmo as assintomáticas. "O reconhecimento e o tratamento precoces podem melhorar significativamente os resultados", afirma o departamento, em comunicado. A reportagem da Manhcete USA não conseguiu contato com Siqueira até a publicação dessa matéria. SERVIÇO: Se você foi cliente da Rodrigo Beauty entre maio e junho deve entrar em contato com o DPH no 617-983-6800.
- Khaby Lame deixa 'voluntariamente' EUA após ser detido pelo ICE
Khaby Lame estava nos EUA desde 30 de abril LAS VEGAS - O influenciador digital ítalo-senegalês Khaby Lame, líder mundial em número de seguidores no TikTok, que foi detido e intimado a se "retirar voluntariamente" dos Estados Unidos na última sexta-feira, 6, por estar com o visto vencido, ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. No entanto, neste domingo (8) Lame voltou a atualizar seu Instagram para seus 80 milhões de seguidores. Em um story, há a imagem de um lugar à beira-mar com palmeiras, como em Miami. Hoje, ele deveria participar de um evento beneficente na cidade. Ontem (7), autoridades americanas confirmaram sua detenção, seguida de um pedido para deixar o país. "[Lame] foi detido na sexta (6) pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em Nevada por violações das leis de imigração", diz nota do ICE, acrescentando que o influenciador teve a oportunidade de deixar o país "voluntariamente em 6 de junho, o que foi feito". Ainda de acordo com o comunicado, Lame entrou nos Estados Unidos no último 30 de abril, tendo portanto, o prazo para seu visto vencido. Um amigo de Barron Trump, filho do presidente americano, Donald Trump, fez a denúncia às autoridades. "Descobri que ele era um imigrante ilegal que continuou nos EUA mesmo com o visto vencido e sonegando impostos. Ninguém está acima da lei!", disse Bo Loudon, o amigo de Barron, na plataforma de Elon Musk. Lame, de 25 anos, foi nomeado como o novo embaixador da boa vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em fevereiro. Natural de Dacar, capital do Senegal, Lame se mudou para a Itália com apenas um ano de idade. O jovem vive em Chivasso, na província de Turim, e conquistou a internet no início de 2020, nos primeiros dias da pandemia de Covid-19. ** Com ANSA **
- Sem liderança, brasileiros organizam greve pelas redes sociais
Movimento pede que imigrantes não trabalhem ou comprem por seis dias Foto: Agência Brasil BOSTON – "Ser ou não ser, eis a questão" frase emblemática de Hamlet, de William Shakespeare, descreve bem a proposta de alguns imigrantes de paralisar os trabalhos e consumo de estrangeiros nos Estados Unidos por seis dias, tentando provar a importância do grupo mais discriminado pela Casa Branca desde a posse em 20 de janeiro do presidente Donald Trump. A ideia está tentando conquistar adeptos através das redes sociais num movimento mais perceptível em Massachusetts onde nas últimas semanas cresceram as apreensões feitas pelo ICE. A proposta é para tentar mostrar aos americanos a contribuição dos imigrantes para os Estados Unidos. Um vídeo em inglês convoca para a Operação Silêncio, em que a partir de segunda-feira, 9, os imigrantes devem se tornar invisíveis aos olhos da sociedade, deixando de ir ao trabalho, escola e fazer compras. "Desaparecer para ser notado" é o lema. Mas entre os brasileiros há discordâncias. Enquanto uns dizem que essa é a única maneira de chamar a atenção para a força do imigrante, outros questionam como irão pagar as contas se ficarem seis dias sem trabalhar. Donos de negócio também se dividem entre atender a clientela e proteger a sua mão de obra. O Grupo Mulher Brasileira não está diretamente ligado ao movimento, mas compartilha as informações com a comunidade. "Não estamos organizando essa ação, mas acho muito bom o movimento partir do povo. É uma maneira de mostrar a força e resistir", diz Heloísa Galvão, diretora executiva da ONG. O medo já trancou as pessoas dentro de casa. O relato de prisões a caminho do serviço, entre a casa e a escola e mesmo nos locais de trabalho transformaram tarefas diárias em um pesadelo. "Oro durante o trajeto e nem consigo mais dormir. Vi pessoas próximas sendo presas. Elas não mereciam, não tinham cometido crimes nem tinham carta de deportação. Vou parar, o dinheiro vai me fazer falta, mas é mais um esforço que estou fazendo para lutar contra essa realidade", diz R.V, pai de dois cidadãos americanos que vive há 10 anos nos EUA. A falta de liderança, entretanto, pode diminuir o impacto da mobilização. Nas páginas das organizações pró-imigrantes não há nenhuma informação sobre a paralisação. Este tipo de ação não é inédito. No dia 4 de fevereiro imigrantes tentaram realizar o movimento "Um Dia Sem Imigrantes". Embora algumas cidades, principalmente na Califórnia, tenham conquistado sucesso, a mensagem não atingiu Washington e não conseguiu lastro em outros estados. Uma outra tentativa em 9 de fevereiro, dia do Super Bowl, também não atingiu seu objetivo. A greve dos imigrantes é arma proposta para reduzir o pânico gerado pelas políticas de imigração do governo Trump, que tem separado famílias e espalhado medo nas comunidades imigrantes. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Manifetantes pró-imigrantes entram em confronto com a polícia e o ICE em Los Angeles
Manifestantes fecharam as ruas no entorno de uma loja do Home Depot Foto: Reprodução TV LOS ANGELES - Cenas de guerra tomaram conta das ruas de Paramount, na região metropolitana de Los Angeles, neste sábado, 7, quando centenas de pessoas protestaram contra a presença do ICE na cidade e a prisão de 40 pessoas no dia anterior. O movimento provocou a ira do governo Trump que anunciou o envio da Guarda Nacional para Los Angeles. Segundo o czar da fronteira, Tom Homan, as autoridades estão "intensificando esforços" para lidar com a violência. "Essa medida é propositalmente inflamatória e só aumentará as tensões", respondeu o governador da Califórnia, Gavin Newsom. "As autoridades de Los Angeles podem acessar assistência policial a qualquer momento." Já a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, disse que a atividade tinha como objetivo "semear o terror" na segunda maior cidade do país. Ao mesmo tempo, Bass afirmou que não vai tolerar protestos violentos. "Todos têm o direito de protestar pacificamente, mas violência e destruição são inaceitáveis e os responsáveis serão punidos." Protestos A Polícia de Los Angeles respondeu ao incidente deste sábado após agentes do ICE pedirem ajuda porque "estavam encurralados por mais de mil manifestantes". O Escritório do Xerife do Condado de Los Angeles confirmou que os policiais usaram gás lacrimogêneo contra manifestantes na tentativa de conter o protesto. A ação foi precedida por disparos de explosivos menos letais e pela colocação de blocos de concreto nas ruas no entorno de uma loja do Home Depot, onde os manifestantes acreditavam que agentes federais de imigração estavam realizando uma operação. Os policiais conseguiram dispersar a multidão por volta das 14h30min, embora várias pessoas permanecessem no complexo industrial horas depois. Resposta às prisões arbitrárias Os manifestantes empunhavam cartazes pedindo para que o ICE saísse da cidade e afirmando que os imigrantes não são bandidos. No dia anterior, o ICE realizou 44 prisões administrativas, quando os detidos não são criminosos. O presidente do SEIU Califórnia, um importante sindicato, foi um dos presos de forma truculuenta e precisou de atendimento médico porque bateu a cabeça. Ele vai responder por impedir o trabalho de um agente federal, informou o Ministério Público dos EUA. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Avião com 109 brasileiros deportados dos EUA chega a Fortaleza
FORTALEZA - Um avião fretado pelo governo americano aterrissou em Fortaleza, no Ceará, com 109 brasileiros, entre eles uma criança, deportados dos Estados Unidos. A partir do Aeroporto Internacional de Fortaleza, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB)levou para Belo Horizonte, em Minas Gerais, 76 passageiros. Inicialmente, a previsão de chegada era nesta sexta, mas a viagem foi remarcada por causa de problemas técnicos na aeronave. Equipes do governo federal e de órgãos estaduais foram mobilizadas nos dois aeroportos para oferecer um atendimento humanizado aos brasileiros. A operação conjunta busca garantir segurança, saúde e apoio social a essas pessoas. De acordo com o governo federal, entre fevereiro e maio deste ano, o Brasil repatriou 783 brasileiros deportados dos EUA.
- Deportado por engano é devolvido aos EUA para enfrentar acusações de contrabando de migrantes
ANNAPOLIS - Kilmar Abrego Garcia, o homem erroneamente deportado de Maryland para El Salvador pelo governo Trump, foi levado de volta aos Estados Unidos para enfrentar acusações criminais de transporte de imigrantes ilegais dentro do país, disse a procuradora-geral Pam Bondi nesta sexta-feira, 6. O retorno de Abrego Garcia marca uma reviravolta em um caso que se tornou emblemático para os críticos das políticas agressivas de imigração do Presidente Donald Trump, que o apontaram como um sinal de que o governo estava desconsiderando as liberdades civis em seu esforço para aumentar as deportações. Abrego Garcia -- um salvadorenho de 29 anos cuja esposa e filho pequeno são cidadãos norte-americanos -- deve comparecer ao tribunal federal em Nashville ainda essa noite. Ele terá a chance de se declarar culpado ou inocente e contestar as acusações no julgamento. Leia também: Legisladores dos EUA seguem na lutando por volta de salvadorenho deportado por engano Se for condenado, ele será deportado para El Salvador após cumprir sua sentença, disse Bondi. O governo Trump alega que Abrego Garcia era membro da gangue MS-13, acusação negada por seus advogados. "O homem tem um passado horrível e eu pude ver uma decisão sendo tomada, trazê-lo de volta, mostrar a todos como esse cara é horrível", disse Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, acrescentando que a decisão de trazer Abrego Garcia de volta partiu do Departamento de Justiça. De acordo com a acusação, Abrego Garcia trabalhou com pelo menos cinco cúmplices como parte de uma rede de contrabando para trazer imigrantes para os Estados Unidos ilegalmente e depois transportá-los da fronteira com o México para outros destinos no país. Abrego Garcia frequentemente pegava imigrantes em Houston e fez mais de 100 viagens entre o Texas e Maryland entre 2016 e 2025, diz a acusação. Ele é acusado de transportar armas de fogo e drogas. De acordo com a acusação, um dos cúmplices de Abrego Garcia pertencente à mesma quadrilha estaria envolvido no transporte de migrantes cujo reboque de trator capotou no México em 2021, resultando em 50 mortes. O advogado de Abrego Garcia, Simon Sandoval-Moshenberg, chamou as acusações criminais de "fantasiosas" e uma mistura de alegações. "Tudo isso se baseia nas declarações de indivíduos que atualmente estão sendo processados ou estão em uma prisão federal", disse ele. "Quero saber o que eles ofereceram a essas pessoas." Abrego Garcia foi deportado em 15 de março, mais de dois meses antes de as acusações serem apresentadas. Ele foi brevemente mantido em uma mega-prisão conhecida como Centro de Confinamento de Terrorismo, apesar da ordem de um juiz de imigração de 2019 que o impedia de ser enviado a El Salvador porque ele provavelmente seria perseguido por gangues. Em uma coletiva de imprensa, Bondi disse que o presidente salvadorenho Nayib Bukele concordou em devolver Abrego Garcia após as autoridades norte-americanas apresentaram ao seu governo um mandado de prisão. "O grande júri descobriu que, nos últimos nove anos, Abrego Garcia desempenhou um papel significativo em uma rede de contrabando de estrangeiros", disse Bondi em uma coletiva de imprensa. O caso se tornou um símbolo da escalada de tensões entre o governo Trump e o Judiciário, que bloqueou várias das políticas do presidente. Mais recentemente, a Suprema Corte dos EUA apoiou a abordagem linha-dura de Trump em relação à imigração em outros casos. Após seus advogados contestarem a deportação, a Suprema Corte dos EUA ordenou que o governo Trump facilitasse o retorno de Abrego Garcia, com a juíza liberal Sonia Sotomayor dizendo que o governo não havia citado nenhuma base para o que ela chamou de sua "prisão sem mandado". A juíza distrital dos EUA, Paula Xinis, abriu uma investigação sobre o que o governo Trump fez, se é que fez, para garantir o retorno de Abrego Garcia, depois que seus advogados acusaram as autoridades de bloquear pedidos de informação, o que gerou preocupações entre os críticos de Trump de que seu governo desafiaria abertamente as ordens judiciais. Em um processo judicial na sexta-feira, os advogados do Departamento de Justiça disseram a Xinis que o retorno de Abrego Garcia demonstrava que eles estavam cumprindo a ordem de facilitar seu retorno. ** Com Reuters **
- Juíza dos EUA suspende proibição imposta por Trump a novos alunos estrangeiros em Harvard
Harvard havia entrado na Justiça horas após Donald Trump anunciar restrição CAMBRIDGE - Uma juíza federal suspendeu na noite desta quinta-feira, 5, um decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na véspera que proibia a emissão de vistos para alunos estrangeiros admitidos por Harvard. A decisão da magistrada Allison Burroughs é temporária e impede a entrada em vigor da medida até o fim do julmento da questão. Segundo ela, o decreto de Trump causaria "dano imediato e irreparável" antes mesmo de o Judiciário ter a chance de avaliar legalmente a questão. A suspensão foi anunciada horas depois de a Universidade Harvard ter renovado um processo movido contra o governo federal em tentativa de bloquear a medida. A universidade argumentou que a ação do republicano representava uma forma de contornar ordem judicial anterior. No mês passado, sob a justificativa que tal ato viola a Primeira Emenda da Constituição, um juiz federal também impediu o governo Trump de revogar a permissão concedida à universidade para receber estrangeiros. O presidente, então, tentou dar continuidade à iniciativa com a publicação do decreto. "O decreto nega a milhares de estudantes de Harvard o direito de vir a este país para prosseguir com seus estudos e seguir seus sonhos. Também nega a Harvard o direito de ensiná-los. Sem seus estudantes internacionais, Harvard não é Harvard", afirmou a instituição na ação desta quinta. Trump disse que a restrição era necessária por questões de segurança nacional. Segundo o decreto, o FBI, a polícia federal dos EUA, há muito alerta que adversários estrangeiros "se aproveitam do fácil acesso ao ensino superior americano" para, entre outras coisas, roubar informações técnicas e explorar pesquisas com objetivos políticos. Harvard, por sua vez, afirmou que a decisão violou a legislação federal, já que não apresentou provas concretas de que a presença dos estudantes estrangeiros seria prejudicial aos interesses americanos. "As ações do presidente não são tomadas para proteger os 'interesses dos EUA', mas aplicar uma vingança do governo contra Harvard", escreveu a universidade. A mais recente ação de Harvard teve caráter de urgência e foi uma emenda a um processo iniciado no mês passado, no qual a instituição solicitou ao Tribunal Federal de Boston que bloqueasse o veto do presidente aos alunos estrangeiros. O governo republicano tem buscado enfraquecer a estabilidade financeira e o prestígio global de instituições que têm resistido às exigências de mudanças profundas em suas políticas. Estudantes estrangeiros, em sua maioria, pagam por completo as altas mensalidades das universidades americanas —ajudando, inclusive, a subsidiar bolsas para americanos de baixa renda. O pano de fundo são as manifestações, ocorridas no ano passado, nos quais milhares de estudantes em todo os EUA exigiram o fim da guerra na Faixa de Gaza e criticaram as mortes causadas por Israel no território palestino. Trump afirma que as instituições permitiram atos de antissemitismo em seus campi, algo que as universidades negam com firmeza, e exigiu uma série de mudanças. Estima-se que atualmente cerca de 5.000 estudantes internacionais estejam matriculados em Harvard, e outros 2.000 ex-alunos recém-formados estejam nos Estados Unidos com vistos que permitem a permanência temporária no país para trabalhar após a graduação, segundo o jornal The New York Times. Em sua ofensiva contra Harvard, Trump disse que a universidade deveria ter um teto de 15% de estudantes estrangeiros para que ela se torne "grandiosa novamente" . O governo ordenou ainda que suas missões no exterior suspendessem o agendamento de novas entrevistas para vistos de estudantes e alunos de intercâmbio, enquanto o Departamento de Estado se prepara para ampliar a checagem de redes sociais desses candidatos. Trump também sugeriu utilizar o dinheiro retirado da universidade para financiar escolas técnicas. Harvard processa o governo federal para reaver o dinheiro cortado, argumentando que apenas o Congresso teria poder de eliminar as verbas. O governo congelou cerca de US$ 3,2 bilhões em subsídios e contratos com a instituição. ** Com Agência Folha **
- Suprema Corte dos EUA sobre 'heterofobia' abre caminho para casos de 'discriminação reversa'
Decisão unânime da Corte Máxima dos EUA abre espaço de denúcias por discriminação por grupos majoritários WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu a favor de uma mulher de Ohio que alegou ter sido discriminada no trabalho por ser heterossexual. Os ministros votaram por unanimidade em uma decisão que trata dos critérios de provas para esse tipo de denúncia, o que pode facilitar ações semelhantes por "discriminação reversa". Marlean Ames disse que, apesar de trabalhar há mais de 20 anos no Departamento de Serviços para Juventude de Ohio, ela teve uma promoção negada e acabou sendo rebaixada de cargo. Ames recorreu à Justiça para contestar os padrões exigidos para comprovar sua denúncia. Na prática, a decisão do tribunal reduz o nível de evidências necessário para que integrantes de grupos majoritários, como pessoas brancas e heterossexuais, apresentem denúncias por discriminação. Antes desse veredito, tribunais de alguns Estados, incluindo Ohio, exigiam que membros de grupos majoritários apresentassem "circunstâncias e contextos" adicionais ou provas de um padrão de discriminação para que suas denúncias fossem validadas. Agora, a Suprema Corte estabeleceu que o padrão de provas exigido para denúncias em casos de discriminação deve ser o mesmo para todas as pessoas, independentemente da sua identidade. A opinião oficial do tribunal foi escrita pela ministra Ketaji Brown Jackson, uma das integrantes da ala liberal, apoiada por ministros conservadores, como Clarence Thomas e Neil Gorsuch. A corte concluiu que leis de anti-discriminação e de proteção igualitária foram feitas para todos os americanos. "Ao estabelecer as mesmas proteções para cada 'indivíduo', independentemente dele ser parte de um grupo minoritário ou majoritário, o Congresso não deixou espaço para que os tribunais imponham exigências especiais apenas aos autores de processos de grupos majoritários", escreveu a ministra. A corte não analisou o mérito original do processo de discriminação movido por Ames. Os ministros decidiram que caberia aos tribunais inferiores, que inicialmente decidiram contra a autora da ação, reavaliar o caso com base nos novos critérios de evidências estabelecidos. Especialistas jurídicos afirmam que casos de discriminação e preconceito no trabalho podem ser difíceis de comprovar, independentemente do nível de exigência de provas. Ames argumentou que tinha avaliações positivas de desempenho, mas que a promoção que buscava foi dada a uma mulher lésbica. Em seguida, ela teria sido rebaixada de cargo, e um homem gay foi designado para seu posto. Na ação, ela ainda alegou que seu empregador tinha preferência por funcionários LGBTQIA+ e lhe negou oportunidades por ela ser uma mulher heterossexual. Os tribunais inferiores decidiram que Ames não tinha apresentado evidências suficientes para a denúncia, o que elevou a questão dos critérios de provas para a Suprema Corte. ** Com Reuters **
- ICE bate recorde de prisões e se aproxima de meta diária de 3 mil
ICE está usando estratégias para prender pessoas em processo imigratório para alcançar a meta WASHINGTON - O ICE informou que prendeu 2.200 imigrantes em diversas cidades dos Estados Unidos na terça-feira (3), a marca mais próxima da meta estabelecida pelo governo Trump de 3 mil prisões diárias, confirmou a agência. O ICE, entretanto, não cita quantos desses estrangeiros têm direito a contestar a deportação em liberdade e tentar se legalizar no país. Além das buscas em ruas, residências e locais de trabalho, advogados dizem que a agência federal está convocando estrangeiros inscritos em programas alternativos à detenção enquanto o processo imigratório tramita. Eles afirmam que seus clientes receberam mensagens de texto do ICE solicitando que fossem às reuniões periódicas antes da data prevista e ao chegarem foram presos. Os migrantes também estão sendo detidos durante audiências de imigração e até mesmo ao chegar em outras Cortes. "Não há nenhum argumento válido que possa ser feito de que todos esses indivíduos são perigosos", disse Atenas Burrola Estrada, advogada do Amica Center for Immigrant Rights. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
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