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  • Trump diz que Coca-Cola vai mudar receita nos EUA

    Nova receita prejudica produtores de milho nos EUA e força a importação de açúcar WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 16, que a Coca-Cola concordou em substituir o xarope de milho por açúcar de cana para adoçar suas bebidas vendidas nos Estados Unidos. "Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazer isso", escreveu Trump nas redes sociais. "Gostaria de agradecer a todos aqueles em posição de autoridade na Coca-Cola." "Será uma boa iniciativa deles — vocês vão ver. É simplesmente melhor!", comemorou o presidente na Truth Social. Trump toma regularmente Diet Coke — que usa o adoçante artificial aspartame. Ele mandou instalar, inclusive, um botão na mesa dele no Salão Oval da Casa Branca para solicitar que o refrigerante seja servido. Sem confirmar explicitamente o ajuste da receita, um porta-voz da Coca-Cola disse que eles "agradeciam o entusiasmo do presidente Trump", e que "mais detalhes sobre novas ofertas inovadoras em nossa linha de produtos Coca-Cola serão compartilhados em breve". Receita Diferente Enquanto a Coca-Cola vendida nos EUA é normalmente adoçada com xarope de milho, a Coca-Cola em outros países, como México, Reino Unido, Austrália e Brasil, tende a usar açúcar de cana. Em abril, o CEO da Coca-Cola, James Quincey, disse aos investidores que "continuamos a avançar na redução do açúcar em nossas bebidas". Ele afirmou que a empresa sediada em Atlanta, na Geórgia, "fez isso mudando as receitas, assim como usando nossos recursos globais de marketing e rede de distribuição para aumentar a conscientização e o interesse em nosso portfólio em constante expansão". Gosto Amargo Mas qualquer decisão de usar açúcar de cana em vez de xarope de milho pode deixar um gosto amargo para os agricultores de milho americanos. John Bode, presidente e CEO Associação de Refinadores de Milho, disse em um comunicado: "Substituir o xarope de milho com alto teor de frutose por açúcar de cana custaria milhares de empregos americanos na fabricação de alimentos, reduziria a renda agrícola e aumentaria as importações de açúcar estrangeiro, tudo isso sem nenhum benefício nutricional". O secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr ., e seu movimento Make America Healthy Again ("Torne a América saudável novamente", em tradução livre) tem defendido que as empresas removam de seus produtos ingredientes como xarope de milho, óleos de sementes e corantes artificiais, associando-os a uma série de problemas de saúde. Kennedy Jr. também tem sido crítico em relação à quantidade de açúcar que os americanos consomem e, segundo relatos, planeja atualizar as diretrizes alimentares nacionais em breve. ** Com BBC **

  • Trump deporta imigrantes para país africano e gera revolta

    Decisão da Suprema Corte facilita transferência de imigrantes para países estrangeiros (Foto: ICE Divulgação) WASHINGTON - Cinco imigrantes irregulares nos Estados Unidos, vindos de países da Ásia e do Caribe, foram expulsos para Eswatini, um pequeno país governado por uma monarquia absolutista no sul da África. O governo Trump declarou que seus próprios países se recusam a aceitar esses "criminosos". "Cinco detidos estão atualmente alojados em nossas instalações penitenciárias, em celas isoladas", confirmou um porta-voz do governo de Eswatini em um comunicado nesta quarta-feira, 16, assegurando que está "facilitando o trânsito desses detidos para seus países de origem". Trata-se de "estrangeiros criminosos em situação irregular" que seus respectivos países se recusam a aceitar, explicou o Departamento de Segurança Interna dos EUA, que divulgou as identidades, fotos e acusações contra os cinco homens, cidadãos vietnamitas, laosianos, iemenitas, cubanos e jamaicanos. Eles foram transferidos em um avião militar e escoltados por "soldados americanos fortemente armados", disse um oficial de imigração que testemunhou a cena e pediu para permanecer anônimo. Eswatini, a última monarquia absoluta da África e vizinha da África do Sul, é governada desde 1986 por Mswati III, criticado por seu estilo de vida luxuoso e frequentemente acusado de violações de direitos humanos. O presidente Donald Trump priorizou o combate à imigração irregular, citando uma "invasão" dos Estados Unidos por "criminosos estrangeiros" e divulgando amplamente as expulsões de imigrantes. Mas seu programa de expulsões é dificultado ou adiado por diversas decisões judiciais, especialmente sob a justificativa de que os afetados devem poder exercer seus direitos. O governo de Eswatini não especificou qual compensação recebeu por essas expulsões. ** Com AFP **

  • Empresários brasileiros recebem penas por incitar imigração ilegal

    Muitos imigrantes trazidos para os EUA trabalhavam nos restaurantes da família em Woburn WOBURN - Os brasileiros Jesse James Moraes, de 65 anos, e Hugo Giovanni Moraes, 43, foram condenados na última semana a menos de um ano de prisão por conspirar e induzir imigrantes a vir para os Estados Unidos em busca de ganhos financeiros, divulgou o Departamento de Justiça. Um acordo com a promotoria livrou pai e filho de uma senteça que poderia deixá-los sete décadas atrás das grades. Segundo o Departamento de Justiça, na quinta-feira (27) a juíza Allison Burroughs sentenciou Jesse a oito meses de prisão e três anos de liberdade supervisionada. Ele também admitiu conspiração para lavagem de dinheiro. Já Hugo pegou cinco meses de cadeia e três anos de liberdade supervisionada, sendo que os cinco primeiros meses devem ser confinado em casa, além de pagar uma multa de US$ 15 mil. Em novembro, os donos dos restaurantes The Dog House Bar & Grill e Taste of Brazil entraram em um acordo com a promotoria para retirar acusações mais graves que poderiam gerar penas de até 70 anos de prisão. Os promotores abriram mão de processá-los por trabalho forçado e tráfico humano e recomendaram clemência. O brasileiros responderam por "encorajar e induzir, e conspirar para encorajar e induzir, um estrangeiro a vir, entrar e residir nos Estados Unidos com o propósito de vantagem comercial ou ganho financeiro privado, sabendo e em desrespeito imprudente o fato de que tal vinda, entrada e residência é ou será uma violação da lei". Já o terceiro réu no processo, Chelbe Willams Moraes, de 62 anos, irmão de Jesse, assumiu a culpa por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Investigação Jesse e Hugo comandam os restaurantesThe Dog House Bar & Grill e Taste of Brazil, em Woburn, enquanto Chelbe mora em Minas Gerais e, segundo o processo, era responsável por buscar vítimas do golpe no Brasil. As investigações apontaram que o trio aliciou - entre julho de 2016 e outubro de 2022 - pessoas interessadas em se mudar para os EUA, a maioria brasileiros, cobrando entre US$ 18 mil e US$ 22 mil com a promessa de que trabalhariam em seus restaurantes. As vítimas eram orientadas a procurar Marcos Chacon Gil, conhecido como Marquito, para obter documentos falsos para fundamentar pedidos de asilo ou autorização de trabalho. As investigações mostram que os brasileiros providenciavam apartamentos para que as vítimas pudessem ser monitoradas. Pai e filho teriam retido salários para saldar dívidas do tráfico. Os imigrantes eram obrigados a trabalhar por longas horas em atividades manuais e eram submetidos a ameaças de agressões físicas, emocionais e de deportação. Um trabalhador do Taste of Brazil disse aos investigadores que eles recebiam apenas US$ 3 por hora, sem direito a gorjetas e tinham que trabalhar 14 horas por dia sem folga. Até 70 anos de prisão Se os réus fossem condenados por todos os crimes poderiam pegar até 70 anos de prisão em regime fechado. As acusações de trabalho forçado, tentativa de trabalho forçado e conspiração para trabalho forçado prevêem pena de até 20 anos de reclusão, cinco anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Tráfico de mão de obra ou mesmo apenas a sua tentativa podem resultar em 20 anos de prisão, cinco anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Enquanto que encorajar e induzir e conspirar para encorajar e induzir um estrangeiro a vir, entrar e residir no país para ganho financeiro, sabendo que a entrada e residência viola a lei prevê uma sentença de até 10 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Já os crimes de lavagem de dinheiro e conspiração para lavagem de dinheiro somam sentenças de 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 500 mil ou o dobro do valor envolvido na transação, prevalecendo o montante maior. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Produtos 'brasileiros' puxam alta da inflação nos EUA mesmo antes de tarifas entrarem em vigor

    Americanos já estão pagando mais caro por produtos tarifados por Trump WASHINGTON - A inflação nos Estados Unidos subiu no mês passado à medida que as tarifas do presidente Donald Trump começaram a fazer efeito, elevando os preços de itens como roupas e café. Os preços para os consumidores aumentaram 2,7% no ano até junho, acima dos 2,4% registrados no mês anterior, com os números subindo em ritmo mais rápido desde fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho. Os principais responsáveis por esse aumento foram os custos mais altos com energia e moradia, como os aluguéis. Mas os dados também sugerem que os consumidores estão começando a sentir o impacto das tarifas, já que algumas empresas passaram a repassar os custos dos novos impostos sobre importações determinados por Trump. O preço do café aumentou 2,2% de maio para junho, enquanto o das frutas cítricas subiu 2,3%. Segundo analistas, esses produtos podem sofrer mais pressões inflacionárias caso os EUA de fato apliquem tarifas de 50% sobre importações brasileiras em 1º de agosto, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump na semana passada. O Brasil tem grande peso nos mercados de café e cítricos nos EUA. Dados oficiais do governo dos EUA indicam que o Brasil - maior produtor de café do mundo - fornece cerca de 30% do café vendido no mercado americano, seguido por Colômbia (20%) e Vietnã (10%). No setor de cítricos dos EUA, o Brasil é crucial no fornecimento de suco de laranja, responsável por cerca de 60% das importações do produto no país, segundo associações do setor. Na segunda-feira (14), os preços futuros do suco de laranja na Bolsa de Nova York alcançaram seu maior valor dos últimos 4 meses, em meio a temores de que as tarifas americanas reduzam a oferta do produto nos EUA. Analistas dizem que uma redução na produção de laranja no Estado da Flórida agrava os riscos para o setor. Já o preço dos brinquedos nos EUA subiu 1,8%, os de eletrodomésticos aumentaram 1,9%, e o das roupas teve uma alta de 0,4% — o primeiro aumento no setor em meses. Mas o aumento geral permanece contido e está, em grande parte, dentro das expectativas, compensado por quedas nos preços de carros novos e usados, passagens aéreas e reservas de hotel. "Há um indício do que provavelmente é uma inflação induzida pelas tarifas em algumas categorias, especialmente eletrodomésticos e móveis", disse Olu Sonola, chefe de pesquisa econômica dos EUA na Fitch Ratings. "Esse indício provavelmente ganhará força nos próximos meses." Nesta terça-feira (15), o presidente americano disse, sem dar detalhes, que fez um "ótimo acordo" com a Indonésia. Até agora, suas negociações tarifárias com outros países terminaram com taxas sobre produtos muito mais altas do que as que os EUA tinham no início do ano. Trump alega que as tarifas vão proteger as empresas americanas da competição estrangeira, impulsionar a indústria nacional e a geração de empregos, e trazer mais receita para o governo. A Casa Branca tem rejeitado as previsões de que as medidas vão levar ao aumento dos preços para os americanos, argumentando que as empresas e os exportadores estrangeiros é que vão absorver os custos. Essa visão constrasta com a maioria das previsões dos economistas, que afirmam que a economia dos EUA tem sido poupada até agora porque as empresas estocaram muitos produtos com antecedência. Apesar da pressão de Trump para reduzir as taxas de juros, o banco central dos EUA tem resistindo a fazer qualquer mudança, dizendo que precisa de mais tempo para entender os efeitos das tarifas. Analistas disseram nesta terça-feira que não esperam cortes na reunião do Fed deste mês e estão divididos em relação a setembro, diante dos novos dados sobre a inflação. ** Com BBC **

  • Projeto bipartidário prevê legalização temporária de imigrantes

    Projeto é bem mais restrito que versões anteriores e não prevê naturalização WASHINGTON - As deputadas federais María Elvira Salazar, republicana da Flórida, e Veronica Escobar, democrata do Texas, reapresentaram nesta terça-feira, 15, um projeto de lei para legalizar temporariamente imigrantes que vivam há pelo menos cinco anos nos Estados Unidos. Bem mais restrito que a primeira versão do texto, apresentado em 2022, o Dignity Act não prevê um caminho para a naturalização nos EUA. A proposta permite que o estrangeiro aplique para uma permissão de trabalho por sete anos ao custo de US$ 7 mil, exige o comparecimento regular ao Departamento de Segurança Interna (DHS) e impede o imigrante de se beneficiar de iniciativas sociais financiadas pelo governo federal. Após esse período, os imigrantes, que devem passar por uma verificação criminal, poderiam permanecer nos EUA, mas não está claro como. Leia mais: Brasileiro pede a deputada republicana que apresente projeto para legalizar imigrantes Por outro lado, o projeto viabiliza a construção do muro da fronteira sul, aumenta a segurança nos limites com os países vizinhos e torna obrigatório o E-Verify, sistema que checa o status imigratório dos funcionários, em todas as empresas. A deputadas também defendem penas mais severas para crimes ligados à imigração , citando fraudes, travessia ilegal da fronteira e tráfico sexual de crianças. O texto afirma que a arrecadação das taxas dos estrangeiros para o programa vão ser o suficiente para financiar o Dignity Act que também prevê a qualificação de trabalhadores americanos e a aceleração dos processos imigratórios, inclusive o processamento de casos de asilo em apenas 60 dias. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Procuradora-geral dos EUA relaciona imigrantes ilegais com tráfico de drogas

    WASHINGTON - A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou nesta terça-feira, 15, que imigrantes em situação irregular atuam "no trabalho dos cartéis" de drogas. Durante entrevista coletiva, Bondi vinculou a imigração irregular ao narcotráfico ao apresentar dados recentes de apreensões. Desde janeiro, a agência antidrogas (DEA) apreendeu mais de 44 milhões de pílulas de fentanil, 2 mil quilos de pó de fentanil e 29 mil quilos de metanfetamina. "Em muitos casos, os imigrantes ilegais estão fazendo o trabalho dos cartéis em nossas comunidades", acusou Bondi. Bondi citou o caso de um imigrante em situação irregular flagrado em um caminhão com mais de 300 quilos de metanfetamina. A procuradora-geral também destacou a preocupação com metanfetamina em formato de pílulas, semelhantes a medicamentos prescritos. "Pode não matar imediatamente, mas pode torná-lo tão dependente da metanfetamina que pode destruir sua vida", declarou. O presidente Donald Trump declarou guerra à imigração ilegal e ao narcotráfico, com foco no contrabando de fentanil. Ele classifica os cartéis como organizações "terroristas" globais e acusa o México de falhar no combate ao tráfico do opioide sintético, associado a quase 50 mil mortes por overdose em 2024 nos Estados Unidos. Entretanto, segundo o Instituto CATO, em 2021, 86,3% dos condenados por tráfico de fentanil eram cidadãos americanos. O estudo indica que eles enfrentam menos controles nas fronteiras ou no interior dos veículos. O diretor interino da DEA, Robert Murphy, classificou como "tendência preocupante" o foco dos cartéis em estudantes universitários. Ele mencionou a apreensão de mais de 300 quilos de metanfetamina escondidos em uma carga de pepinos que cruzou a fronteira do México. Murphy também destacou a apreensão de 10 quilos de carfentanil na Califórnia. "É assustador, é uma grande quantidade" porque esse tipo de droga "não pode chegar às ruas", afirmou Murphy. O carfentanil, usado por veterinários para sedar elefantes, é 100 vezes mais potente que o fentanil e potencialmente fatal em doses microscópicas.

  • Governo Trump abre investigação comercial sobre o Brasil e mira PIX

    WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta terça-feira, 15, o início de uma investigação sobre o que chamou de práticas comerciais "desleais" do Brasil para analisar as políticas brasileiras na área de comércio seriam "irracionais ou discriminatórias" e se "oneram ou restringem o comércio dos EUA", segundo um comunicado do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Na quarta-feira passada (09), o presidente republicano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, mencionando uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro na Justiça. O brasileiro é réu por tentativa de golpe de Estado e por liderar uma organização criminosa armada, entre outras acusações. Nesta segunda-feira (14), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Bolsonaro pelos crimes aos quais responde no Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, na carta postada em sua rede social e endereçada ao Brasil, Trump já havia pedido a investigação comercial, agora confirmada. O embaixador do comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que a ação foi iniciada por ordem de Trump "sobre os ataques do Brasil às empresas americanas de mídia social, bem como outras práticas comerciais desleais que prejudicam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores tecnológicos americanos". "O USTR detalhou as práticas comerciais desleais do Brasil, que restringem a capacidade dos exportadores americanos de acessar seu mercado há décadas, no Relatório Nacional de Estimativa de Comércio (NTE). Após consultar outras agências governamentais, consultores credenciados e o Congresso, determinei que as barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil merecem uma investigação completa e, potencialmente, uma ação corretiva", escreveu Greer no comunicado. O texto lista argumentos para investigar áreas específicas na atuação do Brasil: Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico: o governo americano argumentou que o Brasil poderia retaliar empresas dos EUA nessas áreas que eventualmente se recusem a "censurar" discursos políticos; Tarifas preferenciais: de acordo com o comunicado da agência americana, o Brasil concede tarifas mais baixas às exportações de parceiros comerciais globalmente competitivos, "prejudicando assim as exportações americanas"; Fiscalização anticorrupção: os EUA argumentaram que o Brasil falha em estimular medidas de transparência e anticorrupção; Proteção à propriedade intelectual: o governo americano acusou o Brasil de negar proteção e fiscalização referentes a direitos de propriedade intelectual, o que prejudicaria companhias dos EUA do setor de inovação e criatividade; Etanol: os EUA afirmaram que o Brasil passou a aplicar "uma tarifa substancialmente mais alta às exportações de etanol americano"; Desmatamento ilegal: de acordo com o comunicado, "o Brasil parece não estar conseguindo aplicar efetivamente as leis e regulamentações destinadas a impedir o desmatamento ilegal", o que prejudicaria a competitividade de produtores norte-americanos de madeira e produtos agrícolas. Em reportagem publicada pelo The New York Times, a investigação anunciada é classificada como "uma das mais potentes armas de comércio" dos EUA. Segundo o jornal, a medida também representa uma "escalada na disputa repentina que renovou os debates sobre a extensão dos poderes tarifários de Trump e a interferência que isso pode ter na política de outros países". Ainda de acordo com a reportagem, a investigação pode resultar em tarifas adicionais ao Brasil. Na terça-feira (15), Trump conversou com jornalistas e afirmou que impôs as tarifas sobre o Brasil porque, segundo ele, "pode fazer isso". Ele também afirmou querer que mais dinheiro entre na economia dos EUA. "Estamos fazendo isso porque eu posso fazer. Ninguém mais seria capaz", disse o presidente americano, direto da Casa Branca, em Washington. "Temos tarifas em vigor porque queremos tarifas e queremos o dinheiro entrando nos EUA", acrescentou. No mesmo dia, Trump já havia dado novas declarações em apoio a Bolsonaro. Na ocasião, ele reagiu ao pedido de condenação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O presidente dos EUA ponderou que não é amigo de Bolsonaro, mas trata-se de alguém que ele conhece. "O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou muito bom nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro", defendeu Trump. Ele também voltou a usar o termo "caça às bruxas" para classificar o julgamento do ex-presidente brasileiro no STF. "Ele [Bolsonaro] negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país. Ele não era um homem desonesto. Acredito que isso seja uma caça às bruxas e que não deveria estar acontecendo", complementou Trump. Em reportagem, o New York Times analisa que, "ao mirar o Brasil, Trump desencadeou queixas de usar os poderes comerciais para acertar contas políticas". "O presidente alegou ampla autoridade para emitir impostos elevados, mesmo sem a aprovação expressa do Congresso, na tentativa de combater o déficit comercial do país, abordar questões de segurança e, às vezes, interferir em assuntos internos de outro país", destaca o jornal. ** Com BBC **

  • Chuva forte provoca enchente em metrô de NY

    NOVA YORK - A forte chuva que caiu na região nordeste dos Estados Unidos na segunda-feira, 14, provocou enchentes no metrô de Nova York. “Várias linhas de metrô foram temporariamente suspensas ou atrasadas devido a inundações e problemas de sinalização, enquanto trechos da FDR Drive, Cross Bronx Expressway e Harlem River Drive sofreram fechamentos”, informou o Departamento de Gestão de Emergências em NY no X nesta terça-feira, 15. “Os aeroportos JFK e LaGuardia sofreram atrasos significativos e centenas de clientes ficaram sem energia elétrica em todos os cinco distritos. As agências municipais ativaram planos coordenados de resposta a emergências e, embora as condições tenham se estabilizado, os impactos residuais permanecem em vários sistemas até as primeiras horas da manhã”, acrescentou. Imagens compartilhadas na internet mostram a água invadindo a plataforma enquanto os passageiros assistiam de dentro de um vagão. Em outra filmagem, as pessoas se ajoelharam nos assentos ou levantaram as pernas para evitar a água da enchente dentro do trem. O horário mais crítico de tempestade foi das 19h às 21h45. Segundo a empresa Autoridade Metropolitana de Transportes, o serviço de metrô sofreu “atrasos severos”. Central Park e Harlem registraram 6,71 milímetros cada um, o que é um número muito elevado, e indicativo de fortes tempestades. Outros índices acima da média foram registrados em Eltingville (54,4 mm), Washington Heights (52,8 mm) e Midtown (47,8 mm).

  • Cuomo segue na disputa pela prefeitura de NY após perder primária democrata

    NOVA YORK - O ex-governador de Nova York Andrew Cuomo permanecerá na disputa pela prefeitura da cidade de Nova York como candidato independente, apesar de sua surpreendente derrota nas eleições primárias do Partido Democrata para o autodenominado socialista democrático Zohran Mamdani. "A luta para salvar nossa cidade ainda não acabou", disse Cuomo em um vídeo publicado nesta segunda-feira, 14, na plataforma de mídia social X. "A eleição geral será em novembro e estou nela para vencê-la." Mamdani, um membro pouco conhecido da Assembleia Estadual de Nova York quando lançou sua campanha, obteve uma vitória surpreendente sobre Cuomo, um democrata de centro que foi governador do Estado por 10 anos antes de renunciar em 2021 em meio a alegações de abuso sexual. Mamdani, um muçulmano de 33 anos, nascido em Uganda e de ascendência indiana, obteve 56% dos votos contra 44% de Cuomo no sistema de votação por ordem de preferência usado nas primárias do mês passado. Cuomo, 67 anos, um político veterano que se tornou um crítico declarado do presidente Donald Trump durante a pandemia global de 2020-21, disse no vídeo que apenas uma pequena porcentagem do eleitorado votou nas primárias. Ele também espera transformar a falta de experiência de Mamdani em uma questão de campanha. "Meu oponente, o sr. Mamdani, oferece slogans elegantes, mas nenhuma solução real", disse Cuomo no vídeo. Mamdani e Cuomo enfrentarão o atual prefeito, Eric Adams, e o candidato republicano Curtis Sliwa, fundador da patrulha anticrime Guardian Angels, nas eleições gerais de novembro. Adams decidiu não concorrer nas primárias democratas, com sua popularidade caindo após uma série de escândalos de corrupção e a percepção de que ele estava em dívida com Trump depois que o governo retirou as acusações federais contra ele. A vitória de Mamdani causou inquietação entre alguns democratas, preocupados com o fato de que suas visões políticas de centro-esquerda possam tornar a cidade de Nova York um alvo fácil para os ataques republicanos. Alguns democratas também estão preocupados com a possibilidade de Mamdani provocar um êxodo de empresas e residentes ricos da cidade, a capital financeira do país e seu maior centro populacional. No dia seguinte à vitória de Mamdani, Trump o chamou de "lunático 100% comunista", enquanto o braço de campanha do Partido Republicano no Congresso prometeu associá-lo a todos os democratas vulneráveis nas eleições de meio de mandato do ano que vem. Minutos após a divulgação do vídeo de Cuomo, Mamdani respondeu postando um link para uma página de doações para sua campanha. Em uma hora, sua publicação recebeu mais de 26.000 curtidas, em comparação com cerca de 800 do vídeo de Cuomo. ** Com Reuters **

  • 'Taxação é consequência de ataques de Moraes e Lula a Bolsonaro', diz subsecretário de Trump

    WASHINGTON - O subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, , afirmou nesta segunda, 14, que o tarifaço é uma "consequência há muito esperada" que o ato da administração republicana foi motivado pelos "ataques" do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. "O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano. Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil", escreveu o funcionário do alto escalação do governo americano em seu perfil no X (antigo Twitter). "As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos observando atentamente", encerra o Subsecretário de Diplomacia Pública americana. A página oficial da embaixada dos EUA no Brasil replicou e traduziu a postagem feita pelo funcionário público americano em sua conta no X, endossando a mensagem. De acordo com a página oficial do órgão em que Darren Beattie trabalha, "o Subsecretário de Diplomacia Pública lidera os esforços do Departamento para expandir e fortalecer as relações entre o povo dos Estados Unidos e cidadãos de outros países". "Os departamentos e escritórios subordinados ao Subsecretário promovem os interesses nacionais, buscando envolver, informar e compreender as perspectivas de públicos estrangeiros", prossegue a definição. Na carta que comunicou o aumento das taxas, Donald Trump critica a julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o classificando como "uma desgraça internacional" e afirma que "esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!". No domingo, 13, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, defendeu a autonomia do Judiciário brasileiro e criticou a taxação de 50% imposta pelos EUA. As novas taxas sobre produtos brasileiros devem entrar em vigor no dia 1º de agosto. Até lá, o governo tenta encontrar soluções, por meio de um comitê interministerial presidido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin. Além de aliados do governo, nomes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também tentam negociar para reverter ou adiar o tarifaço. Sobre os esforços, Paulo Figueiredo, blogueiro aliado do ex-presidente e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que dos EUA pede por sanções em busca de anistia para os condenados por 8 de janeiro, diz que o governador "atrapalha sem saber" ao tentar reverter as taxas, e atrasa um possível perdão que seria negociado para evitar as tarifas. ** Com AE **

  • Trump limita serviços multilíngues para pessoas sem inglês fluente

    WASHINGTON - Os Estados Unidos vão limitar "os serviços multilíngues" para as pessoas que não dominem o inglês, um novo golpe para muitos imigrantes ao prejudicar seu acesso à saúde ou à Justiça. Em 1º de março, o presidente Donald Trump designou "o inglês como idioma oficial dos Estados Unidos". Não obstante, deixou que cada agência federal tomasse as medidas que considerasse oportunas em seus serviços em outros idiomas. Contudo, nesta segunda-feira, 14, o Departamento de Justiça publicou instruções para aplicar o decreto. Segundo o documento, as autoridades farão um "inventário interno completo de todos os serviços existentes que não sejam em inglês" e eliminará "gradualmente as ofertas multilíngues desnecessárias". A administração afirma que deixa espaço "para a diversidade linguística existente nos âmbitos privado e comunitário", mas priorizará os recursos federais para "o domínio do inglês com o objetivo de empoderar os novos americanos e fortalecer a unidade cívica". As organizações de defesa dos direitos civis temem que esses cortes prejudiquem o acesso a direitos básicos e à atenção médica, pois atualmente os pacientes que não falam inglês têm direito a receber serviços de interpretação simultânea, por exemplo. Também poderiam complicar outras tarefas como preencher formulários ou votar. No ano 2000, o ex-presidente democrata Bill Clinton determinou às agências federais que garantissem que seus programas fossem acessíveis para pessoas com baixo nível de inglês. Para isso, baseou-se em uma lei de direitos civis que proíbe a discriminação por motivos de origem. Mais de 26 milhões de habitantes dos Estados Unidos falam inglês a um nível inferior a "muito bom", segundo dados de 2023 do escritório do censo. Segundo essa mesma fonte, pelo menos 42 milhões de pessoas falam espanhol em casa nos Estados Unidos. Destas, 16 milhões têm dificuldades para falar inglês com fluência. Assim que entrou para a política em 2015, Trump falou sobre a importância do inglês para a sociedade americana, especialmente no contexto da migração. Ao voltar ao poder em janeiro, fechou o site da Casa Branca em espanhol, uma medida que já havia tomado no início de seu primeiro mandato em 2017. Em sua defesa veemente do inglês, Trump também ordenou que os caminhoneiros dominem este idioma, em um decreto que entrou em vigor em maio. ** Com AFP **

  • Incêndio em lar de idosos deixa nove mortos em Massachusetts

    FALL RIVER - Um incêndio noturno em uma casa de repouso deixou nove mortos em Fall River, Massachusetts, confirmaram as autoridades locais nesta segunda-feira, 14. Uma pessoa permanece em estado crítico e mais de 30 foram transportadas para hospitais da região, disse o chefe dos bombeiros de Fall River, Jeffrey Bacon, que lamentou o que chamou de "uma tragédia indescritível". Cinquenta bombeiros combateram as chamas, cinco deles ficaram feridos, foram hospitalizados e já receberam alta. As autoridades estão investigando a causa do incêndio que tomou conta da Gabriel House na noite de domingo.

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