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  • Motorista acusado de atropelar multidão em Los Angeles é indiciado por 37 tentativas de homicídio

    LOS ANGELES - O motorista acusado de jogar seu carro contra uma multidão em frente a uma boate de Los Angeles, na Califórnia, no fim de semana foi acusado nesta terça-feira, 22, de 37 crimes de tentativa de homicídio, segundo promotores. Fernando Ramirez, de 29 anos, também foi indiciado por 37 acusações de agressão com arma mortal. Se for condenado, ele poderá pegar várias penas de prisão perpétua. Ramirez é acusado de ter dirigido intencionalmente sobre a calçada enquanto frequentadores deixavam o local Vermont Hollywood após um evento de reggae e hip-hop no início da manhã de sábado (19). O motivo do ataque, que feriu 37 pessoas, ainda é desconhecido. O réu ainda não tem um advogado e a Defensoria Pública informou que ainda não foi designada para representá-lo. “Quando ele dirigiu aquele carro sobre a calçada, ele o apontou para um verdadeiro mar de pedestres”, disse o procurador do condado de Los Angeles, Nathan Hochman, ao anunciar as acusações. O carro só parou após colidir com vários carrinhos de comida, que ficaram presos embaixo do veículo. Segundo a polícia, o motorista foi então atacado por pessoas que estavam no local. Os ferimentos variaram de leves a fraturas graves e cortes profundos, e algumas vítimas ficaram brevemente presas sob o carro. Após fugir do local, Ramirez foi encontrado com um ferimento de bala na região lombar. “Sabemos que esse ato ousado abalou a comunidade e, não fosse pela graça de Deus, isso poderia ter sido um incidente com várias mortes”, disse Hochman. Ele acrescentou que oito pessoas sofreram “ferimentos corporais graves”. Entre os feridos, 23 foram levados a hospitais, segundo Ronnie Villanueva, chefe interino do Corpo de Bombeiros de Los Angeles. O chefe da Polícia de Los Angeles, Jim McDonnell, afirmou: “É realmente um milagre que ninguém tenha morrido naquele dia”. Ramirez tem antecedentes criminais que incluem uma acusação por agressão e envolvimento com gangues em 2014, uma condenação por agressão agravada em 2019 por um ataque a um homem negro em um supermercado Whole Foods em Laguna Beach e uma acusação por violência doméstica em 2021, segundo os registros. No ataque de 2019, ele também foi condenado por uma contravenção relacionada a direitos civis, e a agressão foi considerada crime de ódio porque ele disse à polícia que odiava pessoas negras. No entanto, um tribunal de apelação da Califórnia, em 2021, considerou que ele fez essa declaração após invocar o direito à Quinta Emenda (de permanecer em silêncio), e apenas a condenação por agressão foi mantida. Ramirez foi libertado após passar mais de dois anos na cadeia e na prisão. “Ramirez demonstrou ser violento tanto com estranhos quanto com familiares e claramente não se importa com a segurança dos outros”, disseram promotores do Condado de Orange em uma petição judicial relacionada ao ataque de 2019. Um processo por dirigir embriagado em 2024 e uma acusação de violência doméstica em 2022 estavam pendentes no momento do atropelamento em frente à boate, segundo os registros. ** Com AFP **

  • EUA divulgam arquivos do FBI sobre morte de Martin Luther King

    WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos liberou nesta segunda-feira, 21, documentos sobre a vigilância promovida pelo FBI contra Martin Luther King Jr., apesar dos protestos da família do líder e do grupo de direitos civis que ele comandou até ser assassinado, em 1968. A divulgação inclui mais de 240 mil páginas que estavam sob sigilo judicial desde 1977, quando os arquivos foram entregues pelo FBI aos Arquivos Nacionais dos EUA naquele ano. Em um longo comunicado divulgado nesta segunda, os dois filhos vivos de King — Martin Luther King III, 67, e Bernice King, de 62 — disseram que o assassinato do pai sempre despertou curiosidade pública, mas pediram que os documentos sejam analisados dentro do contexto histórico. Eles tiveram acesso antecipado ao material e montaram equipes próprias para revisar os arquivos, trabalho que continua mesmo após a liberação ao público. “Como filhos do Dr. King e de Coretta Scott King, essa perda foi um luto profundo e pessoal — uma ausência que a nossa família carrega há mais de 57 anos”, escreveram. “Pedimos que quem acessar esses arquivos o faça com empatia, cautela e respeito pela nossa dor.” Eles também reiteraram a posição da família de que James Earl Ray, condenado pelo assassinato, não agiu sozinho — e talvez nem sequer tenha sido o autor do crime. Bernice tinha 5 anos quando o pai foi morto. Martin III, 10. O gabinete da diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, chamou a liberação dos arquivos de “sem precedentes” e afirmou que muitos documentos foram digitalizados pela primeira vez. Gabbard elogiou o então presidente Donald Trump por impulsionar a divulgação. Para uns, um gesto de transparência; para outros, distração. Durante a campanha, Trump prometeu liberar documentos sobre o assassinato de John F. Kennedy, ocorrido em 1963. Já no governo, assinou uma ordem executiva para desclassificar também os arquivos ligados às mortes de Robert F. Kennedy e de Martin Luther King Jr., ambas em 1968. Os papéis sobre JFK foram abertos em março. No mês seguinte, foi a vez dos arquivos sobre RFK serem liberados. A nota do governo também trouxe uma declaração de Alveda King, sobrinha de Martin Luther King Jr. e apoiadora de Trump. Ela agradeceu ao ex-presidente pela “transparência”. Alveda costuma discordar dos filhos de King sobre diversos temas, inclusive a liberação desses documentos. Na mesma segunda-feira, a procuradora-geral Pam Bondi publicou uma foto ao lado de Alveda King em seu gabinete. Caso Epstein Além de cumprir a ordem de Trump, a divulgação também ocorre em meio às críticas que o ex-presidente enfrenta por não liberar todo o material relacionado ao caso de tráfico sexual de Jeffrey Epstein, que se matou na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento. Na sexta-feira (18), Trump ordenou a divulgação de trechos do depoimento ao júri, mas manteve o restante do processo em sigilo. Bernice e Martin III não citaram Trump no comunicado. Outros nomes do movimento de direitos civis foram mais diretos. “Essa liberação não tem nada a ver com transparência ou justiça”, disse o reverendo Al Sharpton. “É uma tentativa desesperada de desviar o foco da crise que Trump enfrenta por causa dos arquivos de Epstein e da perda de apoio entre seus seguidores.” Material pode alimentar novas investigações Os arquivos de King estavam sob sigilo até 2027. Mas o Departamento de Justiça pediu a um juiz federal que retirasse a restrição antes do prazo. Pesquisadores, jornalistas e estudiosos agora analisam se há novas pistas sobre o assassinato em Memphis, em 4 de abril de 1968. A Southern Christian Leadership Conference, organização cofundada por King em 1957, também se opôs à divulgação. Assim como a família, o grupo diz que o FBI agiu de forma ilegal ao vigiar King e outros líderes negros, grampeando telefones e tentando desacreditar o movimento. Já se sabe que o então diretor do FBI, J. Edgar Hoover, tinha obsessão por King e outros ativistas. Arquivos já divulgados mostram que o FBI grampeou ligações de King, colocou escutas em quartos de hotel e usou informantes para espioná-lo. “Ele foi alvo de uma campanha de desinformação e vigilância invasiva, predatória e profundamente perturbadora, orquestrada por J. Edgar Hoover e pelo FBI”, escreveram Bernice e Martin III. “O objetivo do programa COINTELPRO do governo não era apenas vigiar, mas destruir a reputação de nosso pai e desestabilizar o movimento de direitos civis. Essas ações foram ataques à verdade e às liberdades de cidadãos que lutavam por justiça.” Eles afirmaram apoiar “a transparência e a responsabilidade histórica”, mas rejeitam “qualquer tentativa de atacar o legado do nosso pai ou usá-lo para espalhar mentiras”. Família ainda contesta versão oficial do crime Martin Luther King Jr. foi morto enquanto apoiava uma greve de garis em Memphis. Ele havia voltado sua atenção para questões econômicas e de paz internacional. James Earl Ray se declarou culpado, mas depois retirou a confissão e até sua morte, em 1998, insistiu na inocência. A família King questiona a versão oficial desde sempre. Em 1998, a então procuradora-geral dos EUA, Janet Reno, reabriu o caso, mas o Departamento de Justiça concluiu que não havia elementos suficientes para mudar o veredito original. Bernice e Martin III lembraram, no comunicado mais recente, de um processo civil movido pela família em 1999. Naquele julgamento, um júri concluiu que o assassinato foi resultado de uma conspiração. “Vamos analisar os arquivos divulgados agora para entender se eles trazem algo novo além do que já sabemos e aceitamos”, disseram. ** Com AFP **

  • Cai apoio dos EUA às deportações de Trump, segundo pesquisas

    Protestos tomaram às ruas da Califórnia após ações abusivas do ICE WASHINGTON - Pesquisas publicadas neste domingo, 20, indicam queda no apoio dos americanos às medidas duras do presidente Donald Trump contra a imigração irregular, no momento em que o republicano completa seis meses de seu retorno à presidência. Trump venceu as eleições do ano passado em parte com a promessa de lançar uma campanha histórica de deportações, chegando a chamar imigrantes em situação irregular de "selvagens" e "animais". Levantamentos de opinião da CNN e da CBS mostram que o presidente perdeu o apoio da maioria da população em relação à sua política migratória. Maioria desaprova ações de deportação Segundo a CNN, 55% dos entrevistados acreditam que as operações de detenção frequentemente vistas online em vídeos virais mostrando agentes mascarados e sem identificação prendendo pessoas nas ruas foram longe demais. Esse número representa um aumento de 10 pontos percentuais em relação a uma pesquisa semelhante realizada em fevereiro, um mês após Trump reassumir o cargo. A mesma pesquisa mostra que 57% são contra a construção de centros de detenção em massa, e apenas 26% aprovam a medida. Já o levantamento da CBS revela que 56% dos americanos acreditam que o governo Trump está mirando migrantes que não representam ameaça à segurança pública, ante 47% no mês anterior. A aprovação das políticas migratórias caiu para 49%, segundo a CBS, frente a 54% no mês passado e 59% em fevereiro. Apesar disso, o apoio dentro do Partido Republicano segue praticamente unânime: 91% dos republicanos dizem apoiar as deportações. Entre os independentes, a rejeição é de 59%, e entre os democratas, chega a 86%. Trump, que voltou à Casa Branca em janeiro após seu primeiro mandato entre 2017 e 2021, celebrou os primeiros seis meses da nova gestão com uma visita ao seu clube de golfe na Virgínia, próximo a Washington. Ele classificou esse período como "um dos mais importantes de qualquer presidência". "Seis meses não é muito tempo para ter ressuscitado completamente um país importante", escreveu em sua plataforma Truth Social. "Há um ano, nosso país estava MORTO, sem quase nenhuma esperança de ressurreição", disse, acrescentando que agora os Estados Unidos são o "país mais respeitado do mundo". De acordo com a pesquisa da CBS, o índice geral de aprovação de Trump também caiu: apenas 42% aprovam sua gestão atualmente, ante 53% em fevereiro. ** Com AFP **

  • Diretor do ICE afirma que todos os imigrantes estão na mira e promete responsabilizar empregadores

    Lyons afirma que empregadores exploram trabalhador indocumentados e vão ser responsabilizados 100% WASHINGTON - O ICE vai prender todos os imigrante ilegais que encontrar pela frente e empresas que empregam trabalhadores indocumentos nos Estados Unidos estão na mira dos agentes, afirmou o diretor interino do órgão, Todd Lyons, em entrevista à "Face the Nation" neste domingo, 20. Lyons afirma que gostaria de concentrar nas prisões dos "piores dos piores" estrangeiros e reclama da falta de colaboração de delegacias de cidades santuários, aquelas que não mantêm uma pessoa presa apenas com base no status imigratório. "Eu prefiro concentrar os nossos esforços limitados nisso [criminosos], mas temos de ir até às comunidades". Segundo a última estimativa do ICE, em 29 de junho, 57.861 pessoas estavam detidas. Do total, 71% - 41.495 — não tinham condenações criminais. Isso inclui 14.318 pessoas com acusações pendentes e 27.177 sem qualquer passagem pela polícia. Os números de deportaçãos também seguem essa regra. Dos 150 mil estrangeiros deportados no primeiro semestre de 2025, menos da metade - 70 mil - cometeram algum crime, grande parte delitos pequenos. Lyons confirmou ainda que pretente alcançar a meta de deportar 1 milhão de imigrantes no primeiro ano de governo Trump. Para isso, o diretor assumiu que estão fazendo batidas e prisões em larga escala em locais de trabalho. Lyons garante que os empresários "que exploram esses trabalhadores" vão ser responsabilizados 100%". ** Com Agências **

  • Políticas anti-imigrantes e guerra comercial marcam seis meses de Trump no poder

    WASHINGTON - A ofensiva contra os imigrantes, o desmonte de estruturas federais e a guerra comercial são as marcas mais visíveis da volta do presidente Donald Trump à Casa Branca completou neste domingo, 20, seis meses, avalia especialista. Para o cientista político Romuald Sciora, do Instituto IRIS, a retórica de campanha está sendo seguida à risca. "Ele prometeu desmantelar o Estado, enfrentar a imigração com força e travar uma guerra econômica com os aliados tradicionais dos EUA. E está cumprindo o que disse. O custo, no entanto, pode ser altíssimo", avalia. Donald Trump colocou em prática seu programa e as promessas de campanha ao cortar drasticamente o orçamento do Estado e fechar diversas agências. "Ele cumpriu o que havia prometido: extinguiu o Departamento de Educação e demitiu milhares de funcionários públicos. Também aprovou uma lei orçamentária nos moldes do que havia anunciado durante a campanha", destaca. "Antes da volta de Donald Trump, eu dizia que os Estados Unidos, em dois anos, se pareceriam mais com a Hungria de Viktor Orbán do que com a América de Obama ou Kennedy. Mas eu estava errado: não foram necessários dois anos — bastaram alguns meses", afirma o pesquisador. Para Sciora, o balanço é "preocupante" e o os "ataques à democracia são numerosos". "A administração Trump-Vance enfraqueceu as prerrogativas do Congresso em benefício da Casa Branca, com o apoio da maioria republicana. O poder Judiciário passou a ser, em parte, controlado pelo Executivo. Até o Departamento de Justiça perdeu sua autonomia. Além disso, agências federais foram fechadas, universidades públicas e privadas sofreram intervenções diretas, e os grandes escritórios de advocacia foram alvo de intimidações. Não se via algo assim desde a década de 1930. Nem mesmo Viktor Orbán ousou ir tão longe", avalia. "Donald Trump se orgulha de apresentar um mercado de trabalho dinâmico, com 150 mil novas vagas por mês e uma taxa de desemprego de 4,1%. Mas 70% desses empregos são precários: sem plano de saúde, sem férias remuneradas, com jornadas exaustivas e salários muito baixos", afirma o pesquisador do IRIS. "São postos que nem um europeu nem um canadense aceitariam. E, diante da menor crise financeira, esses trabalhadores serão os primeiros a perder o emprego". Segundo Sciora, Trump conduz uma ofensiva sem precedentes, na história recente dos Estados Unidos, contra imigrantes em situação irregular — e até contra alguns migrantes com status legal. "Todas essas ações foram promessas feitas aos eleitores e, de fato, estão sendo cumpridas ou pelo menos levadas adiante", destaca. Em sua plataforma Truth Social, Trump comemora os primeiros seis meses de governo e afirma ter "ressuscitado um grande país". "Há um ano, nosso país estava MORTO, quase sem esperança de renascimento. Hoje, os Estados Unidos são o país mais respeitado do mundo", pontua. ** Com Agências **

  • Trump retira EUA das reformas da OMS para combater pandemias

    WASHINGTON - O governo do presidente Donald Trump informou, nesta sexta-feira, 18, que os Estados Unidos rejeitam as mudanças acordadas em 2024 pelos países da OMS (Organização Mundial da Saúde) nas medidas para combater pandemias por considerar que violam sua soberania. Após retornar ao poder em 20 de janeiro, Trump decidiu retirar os Estados Unidos deste organismo da ONU, mas o Departamento de Estado especificou que as emendas aos regulamentos do ano passado ainda eram vinculantes para o país. O chefe da diplomacia, Marco Rubio, e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy, muito crítico em relação às vacinas, criticaram as mudanças em um comunicado. "Representam um risco de interferência injustificada" no "direito soberano nacional de elaborar nossa política de saúde", afirmam. "Colocamos os americanos em primeiro lugar em todas as nossas ações e não toleraremos políticas internacionais que infrinjam a liberdade de expressão, a privacidade ou as liberdades pessoais dos americanos", acrescentam. Rubio e Kennedy desvincularam os Estados Unidos de uma série de emendas aos regulamentos sanitários internacionais que proporcionam um marco legal para combater doenças, acordadas no ano passado na Assembleia Mundial da Saúde em Genebra. As emendas introduzem a noção de "urgência pandêmica" e mais "solidariedade e equidade", segundo a OMS. Em sua oposição às emendas, Rubio e Kennedy também argumentam que as mudanças "não abordam adequadamente a suscetibilidade da OMS à influência política e à censura, especialmente da China, durante os surtos. ** Com AFP **

  • Motorista atropela multidão em Los Angeles e fere ao menos 28 pessoas

    LOS ANGELES - Um veículo ainda não identificado atropelou uma multidão em Los Angeles, Califórnia, na madrugada deste sábado, 19, e deixou pelo menos 28 feridos, afirmou o Departamento de Bombeiros da cidade, Estima-se que três pacientes estejam em estado crítico, seis em estado grave e 19 estejam estáveis, informaram autoridades locais. Mais de 124 bombeiros responderam ao acidente, que ocorreu no Santa Monica Boulevard, pouco antes das 2h (5h em Nova York). A área fica próxima a pontos turísticos de Hollywood, como a Calçada da Fama, decorada com estrelas que homenageiam figuras da indústria cinematográfica, e de uma casa de eventos, o Vermont Hollywood, onde um show estava programado para terminar às 2h. Vídeos e fotos publicados nas redes sociais mostram um carro prateado na calçada do lado de fora do local, várias pessoas caídas no chão, estradas sendo interditadas e pacientes sendo levados em ambulâncias. As autoridades não deram detalhes imediatos sobre a causa do incidente ou a identidade do motorista. Um funcionário do corpo de bombeiros local, porém, disse à emissora americana ABC News que investigações iniciais indicaram que o motorista havia perdido a consciência e atropelado uma grande multidão do lado de fora de uma boate. ** Com Agências**

  • Governo Trump anuncia revogação de visto contra Moraes e 'aliados' no STF

    WASHINGTON - O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira, 18, na rede social X ter ordenado a revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entrar nos Estados Unidos. De acordo com postagem de Rubio nesta sexta-feira (18/07), além do visto de Moraes, ele solicitou a revogação da permissão para os familiares do ministro e seus "aliados" — sem detalhar quem são esses. "A caça às bruxas política do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não só viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil e atinge os americanos", argumentou Rubio. Questionado pela BBC News Brasil sobre que pessoas específicas além de Moraes que serão afetadas pela sanção, inclusive os "aliados" mencionados por Rubio, o Departamento de Estado americano afirmou não ter "mais nada a compartilhar sobre esse assunto". Nesta sexta, por ordem de Moraes, Bolsonaro foi submetido a uma operação da Polícia Federal (PF) e a medidas restritivas — ele deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar redes sociais, comunicar-se com "demais réus e investigados" em inquéritos no STF (incluindo seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro) e sair de casa entre 19h e 6h e durante os fins de semana. Moraes argumentou que Jair Bolsonaro estaria atuando de forma deliberada e ilícita, junto com Eduardo, para estimular sanções estrangeiras contra agentes públicos brasileiros. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se mudou para os Estados Unidos com o intuito de pressionar o governo americano a tomar medidas contra Moraes e o STF, além de angariar apoio para a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Procurado, o STF ainda não se manifestou sobre as medidas anunciadas por Rubio contra Moraes. A BBC News Brasil também enviou pedido de posicionamento ao Itamaraty, ainda sem resposta. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a política de restrição de visto usada contra Moraes está de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade do país — a qual autoriza o secretário de Estado a tornar inadmissível qualquer estrangeiro cuja entrada nos Estados Unidos "possa ter consequências adversas potencialmente graves para a política externa". Em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro comemorou o anúncio feito por Rubio, agradecendo ao secretário e a Trump. "Eu não posso ver meu pai e agora tem autoridade brasileira que não poderá ver seus familiares nos EUA também - ou quem sabe até perderão seus vistos. Eis o CUSTO MORAES para quem sustenta o regime. De garantido só posso falar uma coisa: tem muito mais por vir!", escreveu o deputado federal, para depois escrever outra postagem afirmando que "não haverá recuo" dos EUA. Desde 9 de julho, quando o presidente americano Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre o Brasil, o governo dos EUA tem criticado de forma mais explícita o Judiciário e o governo brasileiro. Na ocasião, em carta postada em sua rede social, Trump também falou em uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro na Justiça. Bolsonaro é réu por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano contra patrimônio da União. Nesta sexta, a defesa do ex-presidente afirmou ter recebido "com surpresa e indignação" a imposição de "medidas cautelares severas", já que, segundo a nota, Bolsonaro "até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário". Depois da ordem de Moraes, a Primeira Turma do STF, grupo de cinco ministros que julga o caso do ex-presidente, formou maioria para ratificar as medidas contra Bolsonaro. Sobre as tarifas impostas pelos EUA, que podem afetar setores no Brasil como a produção de suco de laranja e a aviação, Lula tem dito que vai buscar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e eventualmente pode aplicar a Lei de Reciprocidade. Em pronunciamento nesta quinta-feira (17), Lula defendeu as instituições brasileiras e disse que governo americano vem fazendo uma "chantagem inaceitável". Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliaram que este é o pior momento da relação entre Brasil e EUA. Apesar da crise entre EUA e Brasil ter escalado nos últimos dias, a possibilidade de sanções contra Moraes se tornou mais concreta desde, pelo menos, maio. No dia 21 daquele mês, Marco Rubio afirmou em uma audiência no Congresso americano que a Casa Branca estava analisando a possibilidade de aplicar sanções contra o ministro do STF com base na Lei Global Magnitsky. Essa lei impõe penalidades a autoridades estrangeiras como o bloqueio de bens e contas no país, além da proibição de entrada em território americano. "Isso está sob análise neste momento, e há uma grande possibilidade de que isso aconteça", disse Rubio ao ser questionado pelo deputado republicano Cory Mills, da Flórida, sobre o tema. Mills tem contato com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que na ocasião comemorou a declaração de Rubio. Moraes e as big tech americanas Além da situação judicial de Jair Bolsonaro, outro ponto que vem sendo criticado pelo governo Trump é a atuação de Moraes em relação às big techs (empresas de tecnologia e redes sociais) americanas. A carta de Trump em 9 de julho justificou as tarifas mencionando decisões do STF que puniram plataformas de mídia social dos EUA com multas e com a saída do mercado de mídia social brasileiro. No início do ano, a plataforma de vídeos Rumble saiu do ar no Brasil por ordem de Moraes, que argumentou que a empresa descumpriu ordens para suspender contas de investigados. Na sexta-feira passada (11), Moraes ordenou o bloqueio de mais uma conta no Rumble, desta vez do comentarista Rodrigo Constantino. A Rumble e a Trump Media, empresa do presidente americano que controla a rede Truth Social, apresentaram uma petição à Justiça americana na segunda-feira questionando a exigência brasileira. Ambas já estão movendo uma ação contra Moraes na Justiça americana. Em um contexto parecido, a rede social X, do bilionário Elon Musk, também ficou fora do ar no Brasil por ordem de Moraes, durante alguns dias no ano passado. Musk, que apoiou fortemente Trump em sua campanha e chegou a fazer parte do governo americano, fez na ocasião comentários públicos criticando o ministro brasileiro. ** C om BBC **

  • Lula diz que chantagem de Trump é inaceitável e defende Pix

    BRASÍLIA - Em meio à escalada de tensões entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento na noite desta quinta-feira, 17, classificando as tarifas impostas aos produtos brasileiros como uma "chantagem inaceitável". De acordo com Lula, nos últimos meses o governo brasileiro vem tentando negociar com os EUA sobre as tarifas, por meio de reuniões e uma proposta de acordo. "Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos", afirmou no pronunciamento. Lula também chamou de "traidores da pátria" políticos brasileiros que demonstraram apoio à medida — uma crítica implícita a atores da direita como o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que está morando nos EUA e vem pressionando políticos americanos por retaliações ao Judiciário brasileiro. "Minha indignação é ainda maior por saber que esse ataque ao Brasil tem o apoio de alguns políticos brasileiros. São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no quanto pior, melhor. Não se importam com a economia do país e os danos causados ao nosso povo", acrescentou o presidente. Ele também defendeu o Pix, que classificou como "patrimônio" do povo e "um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo". Ao anunciar uma investigação comercial contra o Brasil na terça-feira (15), uma agência do governo federal americano alegou que, entre práticas possivelmente "desleais" do Brasil, estariam serviços de pagamento eletrônico. O Pix não foi diretamente mencionado pela Casa Branca, mas o governo americano criticou práticas favorecendo "serviço de pagamento eletrônico desenvolvido pelo governo". Ao anunciar tarifas adicionais de 50% sobre produtos brasileiros na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou como um dos argumentos uma suposta "caça às bruxas" contra Jair Bolsonaro na Justiça. O ex-presidente é réu por acusações como golpe de Estado. Nesta quinta-feira, Trump publicou uma nova carta em sua rede social, dessa vez endereçada a Jair Bolsonaro. Nela, o americano afirma que o processo contra o ex-presidente deve "acabar imediatamente" e acusa o governo brasileiro de perpetrar censura contra oponentes políticos. Em seu pronunciamento, Lula defendeu a soberania e o Judiciário do Brasil, afirmando que o país respeita "o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa". O presidente brasileiro também rebateu, caracterizando como alegações "falsas", o argumento de Trump de que o Brasil estaria impondo "déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos" e que estaria praticando comércio desleal. "Os Estados Unidos acumulam, há mais de 15 anos, robusto superávit comercial de US$ 410 bilhões de dólares", declarou Lula. O petista enfatizou ainda que plataformas digitais estrangeiras atuando no Brasil são "obrigadas a cumprir as regras" do país. Ao anunciar tarifas de 50% contra o Brasil, Trump argumentou que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) puniram plataformas de mídia social americanas com multas e com a saída do mercado de mídia social brasileiro. Como já havia declarado anteriormente, Lula afirmou que, em resposta às tarifas recém-anunciadas, o Brasil vai buscar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode eventualmente aplicar a Lei de Reciprocidade contra os EUA. Lula fala à CNN: 'Quando vi a carta, achei que fosse fake news' Mais cedo, em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN, Lula disse que Donald Trump "não foi eleito para ser imperador do mundo". Esta foi a primeira entrevista do brasileiro à TV americana desde que Trump anunciou, em 9 de julho, uma tarifa adicional de 50% sobre importações brasileiras. À emissora americana, Lula afirmou que, se Trump fosse brasileiro, "ele também seria julgado" por sua participação nos eventos do Capitólio e, caso tivesse violado a Constituição, "também estaria preso". "Quando vi a carta [com o anúncio das tarifas, postada por Trump em rede social], eu achei que fosse fake news", disse Lula. "Para mim foi uma surpresa não só o valor da tarifa, mas como foi anunciado. Ele [Trump] está quebrando todo e qualquer protocolo, toda e qualquer liturgia que deve existir no relacionamento entre dois chefes de Estado." Lula também disse à CNN que não quer ser "refém dos Estados Unidos" e destacou que o Brasil está disposto a negociar, mas não vai aceitar imposições. "O Brasil gosta de negociar em paz. É assim que eu ajo, e acho que é assim que todos os presidentes deveriam agir. E penso o mesmo sobre o presidente Trump, que o Brasil é um aliado histórico dos EUA. O Brasil valoriza as relações econômicas que tem com os EUA, mas o Brasil não aceitará nada imposto a ele de outro país. Aceitamos negociação, e não imposição", disse. Lula também afirmou que não lida com Trump como um "político de extrema direita", mas como um chefe de Estado. "Eu não sou um presidente progressista, eu sou o presidente do Brasil. Eu não vejo o Trump como presidente de direita, eu vejo como presidente dos Estados Unidos. Ele foi eleito. Tem o respaldo do povo americano. Então, a melhor coisa é sentar numa mesa para conversar. Até agora, ele tem demonstrado que não tem interesse, porque acha que pode fazer as tarifas que quiser." O brasileiro disse que não há intenção de romper laços com os EUA. "Ninguém quer romper com os Estados Unidos, ninguém quer prescindir dos Estados Unidos. O que queremos é não ser refém dos Estados Unidos", afirmou Lula. Ele pontuou que o Brasil já vem diversificando seus parceiros comerciais e defendeu o fortalecimento do Brics e a maior liberdade nas transações entre os países do bloco. "Representamos 40% do comércio internacional e 25% do PIB mundial. O Brics não foi criado para brigar com o Norte, mas para discutir de forma pacífica e igualitária os seus problemas", colocou o petista. Casa Branca reage à entrevista na CNN As declarações de Lula à CNN provocaram uma reação imediata do governo americano. Horas depois da entrevista ir ao ar, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rebateu as críticas do presidente brasileiro. A jornalistas, ela disse que Trump não quer ser o "imperador do mundo", como disse Lula, mas que é um líder forte com influência global. "O presidente certamente não está tentando ser o imperador do mundo. Ele é um presidente forte dos Estados Unidos da América e também é o líder do mundo livre", disse Leavitt. "Vimos uma grande mudança em todo o globo por causa da liderança firme deste presidente." Leavitt também criticou o Brasil por práticas ambientais e pela proteção à propriedade intelectual, afirmando que "as regulações digitais do Brasil e a fraca proteção à propriedade intelectual prejudicam empresas americanas" e colocam os produtores e agricultores dos EUA em desvantagem competitiva. As acusações nessas áreas ecoam pontos destacados pela investigação comercial anunciada contra o Brasil. Questionada sobre a carta de Trump anunciando tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, ela afirmou que as medidas visam proteger os interesses do povo americano. Tributação das big techs Também nesta quinta, durante discurso na abertura do 60º Congresso da UNE (Conune), em Goiânia, Lula afirmou que o Brasil passará a cobrar impostos das empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Sem detalhar como a medida será aplicada, ele disse que "o Brasil vai julgar e vai cobrar imposto das empresas digitais norte-americanas". A declaração foi dada dois dias após os EUA iniciarem a investigação comercial contra o Brasil. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a ação busca entender se medidas do governo Lula estão prejudicando as big techs (empresas de tecnologia e redes sociais) dos EUA. O objetivo da investigação é analisar se políticas brasileiras na área de comércio seriam "irracionais ou discriminatórias" e se "oneram ou restringem o comércio dos EUA", segundo um comunicado do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), agência do governo federal. No evento da UNE, Lula também voltou a defender o multilateralismo e criticou a postura do presidente norte-americano nas negociações internacionais. "Eu tenho certeza que o presidente norte-americano jamais negociou 10% do que eu já negociei na minha vida. Então, se tem uma coisa que eu sei na vida, é negociar", exaltou Lula. ** Com BBC **

  • Acusado tráfico humano para os EUA tem cargo comissionado em prefeitura de MG

    Moraes ao ser preso em 2021 , quando a PF encontrou indícios da atuação do brasileiro como coiote (Foto: PF) BOSTON - O coiote Chelbe Willams Moraes escapou da prisão dos Estados Unidos e assumiu um cargo comissionado na prefeitura de Mateus Leme, em Minas Gerais, esse ano. Uma matéria do "O Fator" de quarta-feira, 16, diz que desde maio Moraes é assessor da Controladoria-Geral do Município, setor que tem a missão de zelar pela transparência e combater irregularidades na prefeitura. Moraes foi nomeado pelo prefeito Dr. Renilton (Republicanos) por um salário bruto superior a R$ 8,7 mil, segundo o Portal da Transparência. Nos EUA, ele assumiu a culpa por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, revelam os autos da Corte Federal de Massachusetts. O esquema levou à condenação, em abril, do irmão e o sobrinho do mineiro a pouco mais de um ano de cadeia, pena bem mais branda à sentença máxima de 70 anos após um acordo com a promotoria. Leia também: Empresários brasileiros recebem penas por incitar imigração ilegal Jesse James Moraes e Hugo Giovanni Moraes comandavam os restaurantes The Dog House Bar & Grill e Taste of Brazil, em Woburn, enquanto Chelbe, que mora em Minas Gerais, segundo o processo, era responsável por buscar vítimas do golpe no Brasil. As investigações apontaram que o trio aliciou - entre julho de 2016 e outubro de 2022 - pessoas interessadas em se mudar para os EUA, a maioria brasileiros, cobrando entre US$ 18 mil e US$ 22 mil com a promessa de que trabalhariam em seus restaurantes. Os imigrantes eram obrigados a trabalhar por longas horas em atividades manuais e eram submetidos a ameaças de agressões físicas, emocionais e de deportação. Processos no Brasil Chelbe Moraes foi preso no Paraguai em junho 2021 por supostamente ter fugido com sua filha pequena, crime pelo qual agora está sendo julgado no Brasil. Após sua prisão, a Polícia Federal brasileira começou a suspeitar que ele era um contrabandista de pessoas. Moraes foi acusado de cobrar dos brasileiros sem vistos válidos nos EUA cerca de R$ 20 mil por pessoa para atravessá-los pelo México, usando uma rede internacional de policiais e funcionários corruptos, assim como familiares sediados no país de destino. Em outubro daquele ano, Moraes negou em uma entrevista à agência de notícias Reuters que fosse um contrabandista de pessoas, dizendo que dirigia uma consultoria legítima aconselhando pessoas sobre pedidos de asilo nos EUA. Ele disse que cobrava até R$ 100 mil daqueles que atendessem aos critérios dos EUA para ajudá-los a migrar para o país. “A assessoria que eu cobro é cara para caramba, porque eu conheço a legislação americana”, afirmou à época. Há pelo menos 39 processos contra Chelbe Willams Moraes no Brasil em aberto, segundo o JusBrasil. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou que há "alguns processos, mas em nenhum deles está relacionado com o tráfico internacional de pessoas". O Tribunal Regional Federal da 6ª Região, da seção de MG, ainda não respondeu o pedido de comentário da reportagem. A Manchete USA também não conseguiu contato com a prefeitura de Mateus Leme e com Moraes até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Aprovação de Trump na área de imigração é a mais baixa do mandato, diz pesquisa

    É a pirimeira vez que mais americanos discordam da política imigratória de Trump WASHINGTON - A aprovação pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à imigração caiu nas últimas semanas para 41%, o menor percentual desde seu retorno à Casa Branca, uma vez que os americanos passaram a ter uma visão mais séria das táticas autoritárias, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada nesta quarta-feira, 16. A mesma parcela de entrevistados na pesquisa de dois dias -- 41% -- afirmou aprovar o desempenho geral de Trump como presidente, igualando a leitura de 21 a 23 de junho, que marcou o menor índice do segundo mandato de Trump até o momento. O índice de aprovação de Trump em relação à imigração foi de 43% na pesquisa de junho. O presidente republicano ordenou uma campanha nacional para prender imigrantes ilegais no país e prometeu deportar milhões de pessoas, realizando batidas em locais de trabalho, incluindo fazendas que foram amplamente isentas da fiscalização durante seu primeiro mandato. As batidas, que frequentemente envolvem funcionários mascarados, provocaram dezenas de processos judiciais. Apenas 28% dos entrevistados disseram concordar com a afirmação de que "prisões por motivos de imigração em locais de trabalho são boas para o país", em comparação com 54% que discordaram. Os republicanos estavam visivelmente divididos, com 56% a favor de batidas policiais em locais de trabalho, 24% contra e cerca de 20% dizendo que não tinham certeza. Os democratas discordaram esmagadoramente. Em uma recente operação de imigração em uma fazenda na Califórnia, um trabalhador morreu e centenas foram presos. Os republicanos também se mostraram divididos quando questionados se concordavam com a afirmação de que as prisões de imigrantes deveriam ser realizadas como operações militares. Sessenta por cento concordaram e 25% discordaram. No geral, apenas um em cada três americanos apoiou a ideia, e um em cada dez democratas. Os norte-americanos estavam mais claramente divididos em termos partidários sobre se os agentes de imigração deveriam usar máscaras durante as batidas policiais. Cerca de 70% dos republicanos disseram que sim, enquanto a mesma parcela de democratas disse que não. Até recentemente, a política de imigração era um ponto forte de Trump. Em pesquisas Reuters/Ipsos sobre sua aprovação em uma série de questões, da política externa à tributação, a imigração foi a única área política em que sua aprovação atingiu 50% -- atingindo essa marca em fevereiro e março. Desde então a tendência tem sido de queda, e na última pesquisa 51% dos entrevistados disseram desaprovar seu desempenho nessa questão, 10 pontos a mais do que a parcela que gostou de sua abordagem. O Congresso aprovou uma lei de gastos neste mês que fornece financiamento para deter pelo menos 100 mil pessoas, um aumento acentuado em relação ao recorde de 58 mil sob custódia no final de junho. A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada online e em todo o país, coletando respostas de 1.027 adultos nos EUA. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. ** Com Reuters **

  • Diretiva do ICE impede audiência de fiança para imigrantes

    ICE quer acelerar a deportação dos imigrantes mesmo daqueles que têm possibilidade de ficar nos EUA WASHINGTON - Uma nova diretriz do ICE nega aos imigrantes o direito de pedir uma audiência de fiança, insinuando que devem ficar presos durante todo o processo de deportação, de acordo com um memorando de 8 de julho. No documento, Todd M. Lyons, diretor interino do ICE, disse aos agentes que esses imigrantes deveriam ficar detidos "em todo o processo de remoção", o que pode levar meses ou anos. Advogados afirmam que a política se aplicará a milhões de imigrantes que cruzaram a fronteira EUA-México nas últimas décadas. Lyons acrescentou que o Departamento de Segurança Interna (DHS) "revisou sua posição legal sobre as autoridades de detenção e liberação" e determinou que tais imigrantes "não podem ser liberados da custódia do ICE". Em raras ocasiões, imigrantes podem responder em liberdade condicional, mas isso caberia a um agente de imigração e não a um juiz, disse ele. O ICE espera enfrentar contestações legais à medida, de acordo com Lyons. A mudança de política ocorre dias após o presidente Donald Trump assinar sua "Lei One Big Beautiful Bill", que aumenta significativamente a capacidade de detenção do ICE para cerca de 100 mil (atualmente a média de presos sob a custódia da agência são 56 mil) e repassa ao ICE US$ 45 bilhões nos próximos quatro anos para deter imigrantes. Imigrantes tiveram audiências de fiança negadas em mais de uma dúzia de tribunais nos EUA desde que o memorando foi emitido na semana passada, informou a Associação Americana de Advogados de Imigração ao The Washington Post. "Esta é a maneira deles de implementar em todo o país um método para deter ainda mais pessoas", disse Greg Chen, diretor sênior de relações governamentais da Associação Americana de Advogados de Imigração. "Está exigindo a detenção de muito mais pessoas sem qualquer análise real de suas circunstâncias individuais." É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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