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- Brasileiro em processo de green card é preso pelo ICE em Washington
Rachel e Guilherme se casaram em abril e americana está grávida de sete meses SEATTLE - O goiano Guilherme Lemes Cardoso e Silva, 34 anos, segue preso desde o dia 11 de julho quando dezenas de agentes do ICE interceptaram o seu carro a caminho da escola para buscar a filha de 4 anos em San Juan Island, Washington, sem considerar o processo ativo para a obtenção da residência permanente. A mulher de Guilherme, a americana Rachel Leidig, grávida de 7 meses, tem feito vários atos públicos e chamado a atenção para a imprensa americana para o drama ilustrador, que não tem recorde criminal. Ele está detido em um presídio em Tacoma e a audiência de fiança está prevista para o dia 29 de julho, na próxima terça-feira. Segundo Rachel, o marido passou 38 horas preso em uma cela improvisada em uma base administrativa do ICE em Fendale, onde dormiu no chão e passou mal após comer comida estragada na detenção. Nas redes sociais, Rachel diz acreditar que o brasileiro foi vítima de uma denúncia da ex-mulher e sua família por conta de um processo de troca do modelo da guarda da filha. Guilherme já tinha documentos como seguro social e permissão de trabalho através de um processo de legalização através do primeiro casamento. Ele chegou ao país durante a primeira administração de Donald Trump, entre 2017 e 2020. Guilherme e Rachel se casaram em abril, dois anos depois de se conhecerem em um show em San Francisco, na Califórnia, onde pretendem morar, e estavam avançando na obtenção do green card. Entretanto, essa condição não impede a ação do ICE, avisam especialistas. Segundo a conta no Go Fund Me criada para arrecadar fundos para custear as despesas judiciais e para amparar Rachel enquanto o marido está preso, Guilherme foi abordado por cerca de sete veículos à paisana e por homens encapuzados que não tinham uma ordem de prisão. A página na internet denuncia que a ação foi truculenta, não havia um mandato de prisão e o brasileiro foi ridicularizado e humilhado pelos agentes a caminho da prisão em uma lancha privada. Até a manhã desta quarta-feira, a família arrecadou quase US$ 75 mil. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Jornalista corre risco de deportação após cobrir manifestação contra Trump
Mario Guevara mostrava de perto as operações do ICE e foi preso durante a transmissão do protesto "No Kings" ATLANTA - O jornalista Mario Guevara está sob custódia do ICE e corre risco de ser deportado para El Salvador, depois de mais de 20 anos nos Estados Unidos e virar referência na cobertura das operações contra imigrantes, informou a família na quarta-feira, 18. Ele foi preso no sábado (14) pela polícia do Condado de Kolb,na Geórgia, durante a manifestação "No Kings", um movimento nacional que tomou as ruas dos EUA contra o governo Donald Trump, incluindo a política anti-imigrante. O jornalista foi liberado sob fiança, mas o ICE já o esperava ainda que o advogado Giovanni Díaz afirme que Guevara tem permissão para estar no país. Segundo Díaz, o jornalista fugiu de El Salvador em 2004 após sofrer ameaças por seu trabalho como repórter político no jornal La Prensa Gráfica e está à espera da residência permanente (green card) através de um processo familiar uma vez que é pai de uma cidadã americana. "Sob essa administração, não sabemos o que significa ter status legal temporário", disse a filha do jornalista, Katherine Guevara, durante uma coletiva de imprensa. Prisão Guevara estava transmitindo o protesto ao vivo em suas redes sociais quando foi interceptado pelos policiais que o acusaram de obstruir o trabalho dos agentes de segurança e de participar de movimento ilegal. O ato "No Kings" foi pacífico na maiora do país, mas em DeKalb acabou com repressão policial. Os agentes foram violentos e usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestante, pelo menos oito pessoas foram presas. Essas foram as últimas imagens capturadas por Guevara. O Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ) classificou a prisão como "uma forma crua de censura" e exigiu sua libertação imediata. A Freedom of the Press Foundation e a National Association of Hispanica Journalists também denunciaram o risco do governo usar leis de imigração para intimidar jornalistas que cobrem temas sensíveis. Nos EUA, Guevara fundou o site MGNews e recebeu um prêmio Emmy em 2023. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Justiça dos EUA volta a suspender ordem de Trump que limita cidadania por nascimento
Suprema Corte abre brecha para ações coletivas contestarem ordens executivas de Trump WASHINGTON - Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta quarta-feira, 23, que a ordem executiva do presidente Donald Trump que limitava a concessão automática de cidadania a pessoas nascidas em solo americano é inconstitucional. Com isso, ela não pode entrar em vigor. Essa é a primeira vez que um tribunal desse nível analisa a legalidade da ordem desde que a Suprema Corte reduziu, em junho, o poder de juízes de instâncias inferiores para suspender políticas federais em âmbito nacional. A ordem executiva para limitar a cidadania pelo direito de nascença foi assinada por Trump logo no início governo. A medida faz parte de um conjunto de normas anti-imigração tomadas pelo republicano. A cidadania por nascimento torna automaticamente qualquer pessoa nascida nos Estados Unidos um cidadão americano, incluindo crianças nascidas de mães que estavam no país ilegalmente. O direito foi consagrado logo após a Guerra Civil na 14ª Emenda da Constituição. Leia mais: Juiz bloqueia decreto de Trump que limita cidadania por nascimento após decisão da Suprema Corte Em um caso que discutido na Suprema Corte em 1898, Estados Unidos v. Wong Kim Ark, o tribunal decidiu que as únicas crianças que não recebiam automaticamente a cidadania americana ao nascer em solo americano eram: No fim de junho, a Suprema Corte decidiu que juízes da 1ª instância não têm autoridade para decidir sobre questões nacionais nem conceder liminares válidas para todo o país. Isso abriu caminho para que a ordem de Trump pudesse entrar em vigor. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) e outras entidades entraram com a ação poucas horas depois da Suprema Corte emitir sua decisão e anunciar que a ordem executiva de Trump entraria em vigor em 27 de julho. Tentando aproveitar uma exceção na decisão da Suprema Corte, os advogados das entidades argumentaram que a decisão permite que os juízes continuem a barrar as políticas de Trump, em nível nacional, em ações coletivas. A ordem de Trump orienta as agências federais a se recusarem a reconhecer a cidadania de crianças nascidas nos EUA que não tenham pelo menos um dos pais que seja cidadão americano ou residente permanente legal, também conhecido como portador do "green card". Mais de 150 mil recém-nascidos teriam a cidadania negada anualmente se a medida entrasse em vigor em nível nacional, de acordo com estados liderados pelos democratas e defensores dos direitos dos imigrantes. ** Com Agências **
- Além do tarifaço, mosca mortal pode aumentar preço da carne bovina nos EUA
NOVA YORK - Fazer churrasco nos Estados Unidos está cada vez mais caro e a situação não deve melhorar tão cedo com o tarifaço à vista e a ameaça de uma praga que já mata rebanhos no México. Os preços da carne no país vêm batendo recordes. Em junho, por exemplo, o preço médio de 450 gramas de carne moída chegou a US$ 6,12, um aumento de quase 12% em relação ao ano passado, segundo dados do governo dos EUA. Mas isso não é recente. Os preços da carne vêm subindo de forma constante nos últimos 20 anos por causa de uma diminuição do rebanho bovino americano, que chegou ao seu menor nível em 2025, em 74 anos. E as tarifas que Donald Trump impôs a grandes produtores de carne, como o Brasil, devem pressionar ainda mais a inflação. Mas não é só isso. O governo americano teme que uma praga que atingiu rebanhos no México chegue aos EUA e coloque em risco os animais do país. Trata-se da mosca-da-bicheira, cujas larvas se alimentam da carne viva dos bois. Mosca-da-bicheira O surgimento de uma praga devoradora de carne em rebanhos do México aumentou ainda mais a pressão sobre a oferta, já que os EUA suspenderam todas as importações de gado do país vizinho no ano passado. Cerca de 4% do gado abatido para carne nos EUA vem do México. As fêmeas depositam ovos em feridas de animais de sangue quente. As larvas que nascem se alimentam de carne e fluidos vivos, e não de matéria morta, o que é incomum entre moscas. Autoridades americanas temem que, se essa mosca chegar ao Texas, suas larvas devoradoras possam causar enormes prejuízos econômicos, como ocorreu décadas atrás, antes da erradicação da praga nos EUA. Bernt Nelson, economista agrícola do Farm Bureau, disse que a perda desse volume de gado está pressionando ainda mais a oferta, contribuindo para o aumento dos preços. Tarifaços de Trump As tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump ainda não tiveram grande impacto sobre os preços da carne, mas podem se tornar outro fator de alta, já que os EUA importam cerca de 1,8 milhão de toneladas de carne bovina por ano. Grande parte dessa carne importada são cortes magros, usadas por frigoríficos para misturar com a carne mais gorda produzida nos EUA, o que dá origem a diversos tipos de carne moída que o consumidor americano deseja. Boa parte desses cortes vem da Austrália e da Nova Zelândia, que enfrentam tarifa de apenas 10%. Mas outra parte vem do Brasil, onde Trump ameaçou tarifas de até 50%. Se essas taxas forem mantidas por muito tempo, os frigoríficos terão que pagar mais caro pela carne magra importada — algo difícil de substituir com produção nacional, já que o sistema dos EUA é voltado para produzir carne mais gorda, ideal para bifes marmorizados. Rebanho menor O rebanho bovino dos EUA tem diminuído continuamente há décadas. Em 1º de janeiro, os EUA tinham 86,7 milhões de bovinos, uma queda de 8% em relação ao pico mais recente, em 2019. Esse é o menor número desde 1951, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. A indústria de carne bovina nos EUA tem aprimorado a criação de animais maiores, permitindo que os pecuaristas produzam a mesma quantidade de carne com menos cabeças de gado, segundo David Anderson, economista especializado em pecuária da Texas A&M. Então, em 2020, começou uma seca que durou três anos, prejudicando pastagens e elevando o custo da ração, segundo o American Farm Bureau. A seca continua sendo um problema no oeste do país desde então, e o preço da ração tem pressionado ainda mais os pecuaristas, que já operam com margens de lucro pequenas. Como resposta, muitos agricultores abateram mais fêmeas do que o normal, o que ajudou a manter o fornecimento de carne a curto prazo, mas reduziu o tamanho dos rebanhos futuros. A menor oferta de gado elevou os preços. Nos últimos anos, os preços dos bois dispararam. As cotações mais recentes apontam que os bois estão sendo vendidos por US$ 230. Esses valores mais altos incentivam os pecuaristas a vender mais fêmeas, em vez de mantê-las para reprodução, já que os preços futuros podem cair, segundo Anderson. “Para eles, o dilema é: ‘vendo esse animal agora e embolso esse lucro recorde?’ Ou ‘mantenho ela para gerar retorno ao longo da sua vida produtiva, tendo bezerros?’”, disse Anderson. “É um jogo de equilíbrio, e até agora o lado que tem vencido é o da venda imediata.” Preços devem continuar altos Atualmente, os EUA estão no auge da temporada de churrascos, o que ajuda a manter os preços elevados, diz o economista agrícola Glynn Tonsor, da Universidade Estadual do Kansas. Se os valores continuarem assim, os consumidores provavelmente começarão a comprar mais carne moída e menos bifes. No entanto, isso ainda não parece estar acontecendo em larga escala — e também não há sinal de migração para frango ou porco. Nelson disse que recentemente a seca diminuiu, o que melhorou as condições das pastagens, e os preços dos grãos caíram devido à queda na demanda externa por milho, por causa das tarifas. Esses fatores, somados aos altos preços do gado, podem convencer mais pecuaristas a manter suas vacas e reproduzi-las para aumentar o tamanho dos rebanhos. Mesmo que os pecuaristas decidam aumentar o rebanho para compensar as importações, levaria pelo menos dois anos para reproduzir e criar os animais. “Ainda há muitas barreiras para aumentar esse rebanho”, disse Nelson. “Considere que um jovem fazendeiro que queira adicionar 25 novilhas prenhes ao seu rebanho precisa estar preparado para gastar mais de US$ 100 mil em leilão — em um momento em que os juros continuam altos.” Normalmente, os preços da carne caem com o fim da temporada de churrascos no outono, mas essa queda deve ser modesta. ** Com AP **
- Justiça dos EUA determina fiança para migrante deportado Abrego
Mulher de Abrego liderou uma campanha para trazer marido de volta para os EUA NASHVILLE - A Justiça dos Estados Unidos ordenou nesta quarta-feira, 23, que Kilmar Abrego seja liberado sob fiança enquanto aguarda julgamento por acusações de contrabando de pessoas, uma vitória legal para o migrante erroneamente deportado para El Salvador pelo governo Trump, mas que provavelmente prepara o terreno para uma nova detenção pelas autoridades de imigração. A juíza distrital Waverly Crenshaw, em Nashville, confirmou a decisão de um magistrado segundo a qual a promotoria não ofereceu provas suficientes de que Abrego represente uma ameaça à segurança pública ou haja risco de fuga. A decisão provavelmente não deve levar libertação de Abrego da custódia do governo dos EUA e vai desencadear uma nova batalha jurídica sobre uma eventual nova deportação. Os advogados de Abrego pediram que a decisão fosse suspensa por 30 dias, mantendo-o em detenção criminal enquanto avaliam seus próximos passos. O governo do presidente Donald Trump havia dito anteriormente que se Abrego for liberado da custódia criminal, será imediatamente levado para a detenção de imigração e enfrentará uma segunda deportação para um país que não seja El Salvador. Os procedimentos de imigração devem começar imediatamente e poderão levar à remoção de Abrego dos EUA antes de um julgamento criminal, disseram as autoridades, apesar da promessa anterior do governo Trump de que Abrego enfrentaria a Justiça em um tribunal norte-americano. Abrego, de 29 anos, um migrante salvadorenho que vivia em Maryland, foi deportado e preso em El Salvador em março, apesar de decisão judicial de 2019 que proibia o seu envio para lá devido ao risco de perseguição por gangues. A defesa de Abrego pediu a um juiz federal de Maryland, que supervisiona uma ação civil movida por Abrego, a suspensão de uma possível segunda deportação. A juíza distrital Paula Xinis ainda não se pronunciou, mas indicou que está preparada para ordenar ao menos uma breve pausa. O caso de Abrego chamou a atenção diante a atuação agressiva da administração Trump para deportar milhões de pessoas que vivem ilegalmente nos EUA, provocando críticas de que o governo está infringindo direitos legais. O governo Trump trouxe Abrego de volta aos EUA em junho, após garantir uma acusação de participação de uma rede de contrabando como parte da gangue MS-13 para transportar migrantes que viviam ilegalmente no país. Abrego se declarou inocente e seus advogados acusaram o governo Trump de apresentar as acusações para encobrir violações de seus direitos. Ele negou qualquer vínculo com gangues. Promotores federais tentaram convencer dois juízes diferentes a ordenar que Abrego fosse detido enquanto aguardava o julgamento. Eles alegaram que Abrego usava crianças como disfarce durante as viagens de contrabando, enfrentou reclamações de que maltratava passageiras e mentiu sobre suas atividades quando foi parado pela polícia em 2022. Os advogados de Abrego argumentaram que os supostos cúmplices que cooperam com os promotores não são confiáveis, uma vez que buscam alívio de suas próprias acusações criminais e deportações. A defesa argumentou que as testemunhas deram declarações inconsistentes aos investigadores, inclusive sobre a alegação principal do governo de que Abrego é membro da gangue MS-13. ** Com Reuters **
- Embaixada dos EUA no Brasil usa E.T para ironizar imigrantes ilegais
BRASÍLIA - A embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou nesta quarta-feira, 23, uma mensagem dirigida aos imigrantes brasileiros que estão de forma ilegal no país. "Até o E.T sabia a hora de voltar para casa", diz a mensagem, em referência ao filme de ficção científica "E.T. O Extraterrestre" (1982). A publicação, feita nas redes sociais dos órgão, usa a imagem do famoso extraterrestre voando de bicicleta com a frase: "Se você está nos EUA ilegalmente, faça como o E.T.: é hora de ligar para casa". A publicação ainda sugere o uso do aplicativo CBP Home como uma forma de ir "embora agora, com apoio e dignidade". Segundo a publicação, com o aplicativo, os imigrantes em situação irregular podem receber assistência para a viagem e uma ajuda de custo para retornar ao país de origem. O CBP Home é voltado para a assistência à autodeportação voluntária. O site oficial do governo dos EUA descreve o aplicativo como uma "oportunidade histórica para estrangeiros ilegais receberem viagens gratuitas, perdão de qualquer multa por não saída e um bônus de US$ 1 mil para facilitar a viagem de volta ao seu país de origem". A embaixada não respondeu ao pedido de comentário sobre a razão da postagem uma vez que o público-alvo das redes sociais do órgão é o brasileiro e estrangeiros que vivem no Brasil. A publicação ocorre em meio ao aumento da tensão na relação entre os países, após a decisão de Donald Trump de impor tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras e impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
- Senadores propõem redução de filas de segurança em aeroportos dos EUA
WASHINGTON - Um grupo bipartidário de senadores dos Estados Unidos propôs nesta quarta-feira, 23, novos sistemas de triagem de bagagem em aeroportos e atualizações tecnológicas em pontos de controle, para melhorar a segurança e reduzir os tempos de espera, já que as viagens aéreas atingem recordes. A proposta do senador Jerry Moran, presidente republicano de uma subcomissão de aviação, juntamente com o colega do partido, John Boozmanos, e com os democratas Chris Van Hollen e Michael Bennet, prevê gastar US$500 milhões anualmente em sistemas de detecção de explosivos para malas despachadas, além de US$250 milhões por ano em melhorias tecnológicas em pontos de verificação de segurança em aeroportos. Esse dinheiro viria das taxas já pagas pelos passageiros -- US$5,60 por cada passagem só de ida. No ano passado, as taxas arrecadaram US$4,5 bilhões. Os senadores disseram que mais de US$13 bilhões em receitas provenientes das taxas foram desviados para fins não relacionados à segurança desde 2014. As viagens aéreas estabeleceram um recorde em 2024 e espera-se que estabeleçam um novo recorde este ano, já que aumentaram neste verão no hemisfério norte. "O aumento das viagens aéreas, somado à falta de investimento em postos de controle de segurança e sistemas obsoletos, resultou em tecnologia de triagem desatualizada e filas de segurança mais longas", disse Moran. A Airlines for America -- um grupo comercial que inclui a American Airlines, a Delta Air Lines, a United Airlines e outros -- elogiou o projeto de lei como "uma legislação de senso comum que devolve as taxas que os viajantes pagam por segurança ao seu propósito original: melhorar a segurança e facilitar a vida dos viajantes". Compartilhando o objetivo de reduzir atrasos, a Administração de Segurança nos Transportes anunciou este mês que deixaria de exigir que os passageiros tirassem os sapatos nos pontos de controle. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, também levantou a possibilidade de que os passageiros possam ser autorizados a trazer volumes maiores de líquidos pelos pontos de controle de segurança. ** Com Reuters **
- Relatório denuncia abusos contra imigrantes em prisão da Flórida
Denúncia afirma que imigrantes são mantidos em situações degradantes em prisões do ICE TALLAHASSEE - Os testemunhos coletados por três organizações, incluindo a Human Rights Watch (HRW), em centros de detenção de imigrantes na Flórida, relatam abusos físicos, assédio verbal e tratamento degradante, segundo um relatório que alerta para casos "potencialmente mortais". O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez campanha com a promessa de deportar milhões de imigrantes em situação irregular. Entre outras medidas, seu governo designou alguns imigrantes como "inimigos estrangeiros", realizando deportações aos seus países de origem, negando a possibilidade de solicitar asilo à maioria e ampliando o uso de um processo acelerado de expulsão. Além disso, uma lei aprovada desde que Trump retornou ao poder em janeiro obriga o ICE a prender todos os migrantes acusados de uma série de crimes. O relatório divulgado nesta segunda-feira pelas organizações HRW, Americans for Immigrant Justice e Sanctuary of the South, denuncia abusos em três instalações na Flórida: o Krome North Service Processing Center (Krome), o Broward Transitional Center (BTC) e o Federal Detention Center (FDC) em Miami. No documento, Chauhan e Pedro descreveram uma transferência em abril em que foram detidos junto com dezenas de homens em uma cela durante a madrugada "com os pés algemados e as mãos amarradas atrás das costas". "Eles foram então deixados na sala por horas", afirma o relatório. "Eram as 17h da tarde e ninguém havia almoçado. Alguns nem tomaram café da manhã. Podíamos ver a comida através das grades da nossa cela de detenção em recipientes de poliestireno em um carrinho. A comida estava à nossa frente, mas os guardas se recusaram a nos dar", disse Chauhan à HRW. "Às 7h horas, finalmente nos deram o almoço, mas apenas depois de outro guarda protestar em nosso nome. Estávamos algemados, de modo que não podíamos alcançar os pratos com as mãos. Tivemos de colocar os pratos nas cadeiras e depois nos abaixar e comer com a boca, como cachorros", acrescentou. "Tínhamos de comer como animais", lembrou Pedro. Em geral, os detidos denunciaram "buscas invasivas injustificadas, comportamento humilhante por parte dos oficiais e transferências punitivas", segundo o texto de quase 100 páginas. "Este tratamento não só pode causar um dano psicológico duradouro, mas também viola os padrões internacionais de direitos humanos e as próprias pautas de detenção do ICE", denunciam as organizações. De acordo com o documento, pelo menos duas mortes recentes podem estar relacionadas à negligência médica. "Estes não são incidentes isolados, mas o resultado de um sistema de detenção fundamentalmente falho e repleto de abusos graves", considerou Belkis Wille, executiva da HRW, em um comunicado. A reportagem entrou em contato com o ICE para comentar o assunto, mas até o momento não obteve resposta. ** Com AFP **
- Vídeo em que policiais espancam motorista preto na Flórida por farol apagado viraliza
Policial quebrou o vidro do carro e deu um tapa no rosto de McNeil Jr JACKSONVILLE - Um vídeo que mostra policiais espancando um homem preto após fazerem uma abordagem por causa de faróis apagados viralizou nos Estados Unidos, levando a polícia da Flórida a anunciar neste domingo (20) a abertura de uma investigação sobre o caso. A abordagem ocorreu na cidade de Jacksonville em fevereiro deste ano, mas as imagens só vieram à tona agora. O vídeo mostra William McNeil Jr. perguntando aos policiais por que foi parado. Quando os agentes dizem que é porque ele está dirigindo com os faróis apagados, McNeil, 22, responde que está de dia e não está chovendo, e que outros motoristas também estão com os faróis desligados. Um dos policiais responde: "Isso não interessa". Neste momento, McNeil pede que o policial encontre a lei que diz isso, ao que o agente diz que leria a legislação se o motorista saísse do carro. McNeil pede para falar com um supervisor —neste momento, os policiais quebram a janela do carro, dão um soco no rosto de McNeil e o retiram à força do veículo. Uma vez fora do carro, McNeil recebe mais socos no rosto e no corpo, e é então jogado no chão e imobilizado. Depois que o vídeo viralizou, o Escritório do Xerife de Jacksonville disse ter iniciado uma investigação interna sobre o ocorrido. "Nós exigimos de nossos agentes o melhor comportamento possível e estamos comprometidos em determinar exatamente o que aconteceu", escreveu o xerife T. K. Waters em nota. Os advogados de McNeil, os conhecidos ativistas dos direitos civis Harry Daniels e Ben Crump, disseram que a polícia de Jacksonville "tem uma longa história desse tipo de violência policial". "É óbvio para qualquer pessoa que assiste esse vídeo que William McNeil não era uma ameaça a ninguém. Ele estava calmamente exercendo seus direitos constitucionais —e foi espancado por isso." O senador estadual da Flórida Shevrin Jones (Democrata) disse que a abordagem foi "completamente inaceitável" e racista. "Ver um policial agredir um homem negro desarmado durante o que deveria ter sido uma abordagem de rotina é um forte exemplo da violência excessiva e racismo pelos quais muitas pessoas negras passam todos os dias." ** Com Agências **
- EUA e Japão anunciam acordo comercial com tarifas de 15%
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 22, um acordo comercial com o Japão que prevê tarifas recíprocas de 15%, abaixo dos 25% que haviam sido impostos inicialmente pelo governo americano. Em publicação nas redes sociais, Trump disse que o país asiático investirá US$ 550 bilhões nos EUA ao longo dos próximos anos, porém sem dar maiores detalhes. "Talvez seja o acordo comercial mais importante já feito. Ele criará milhares de postos de trabalho", declarou. Já o premiê do Japão, Shigeru Ishiba, que enfrenta uma crise política após seu partido perder a maioria na Câmara Alta do Parlamento nas eleições de 20 de julho, explicou que a cifra se refere a empréstimos e investimentos. O primeiro-ministro também revelou que Tóquio aumentará a compra de arroz americano, mas dentro de um patamar que não enfraqueça o setor agrícola nacional. O acordo deve beneficiar as montadoras de automóveis japonesas, que também arcarão com uma tarifa de 15% nos EUA, enquanto as empresas do setor no resto do mundo estão sujeitas a uma alíquota adicional de 25%. Com isso, a Bolsa de Valores de Tóquio encerrou o pregão desta quarta-feira (23) com alta de 3,51%, em 41.171,32 pontos, puxada pelas ações de companhias automotivas, como Toyota (14,34%), Honda (11,15%) e Nissan (8,28%). . ** Com ANSA **
- Disputa sobre arquivos de Epstein faz republicanos anteciparem férias
WASHINGTON - O principal republicano da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos disse nesta terça-feira, 22, que deve mandar os parlamentares para casa um dia antes para um recesso de verão de cinco semanas, a fim de evitar uma briga política sobre os arquivos do financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein. A medida dispersa a pressão dos democratas e de alguns republicanos para a votação de uma resolução bipartidária para exigir que o Departamento de Justiça e o FBI liberem todos os documentos do governo sobre Epstein, que se suicidou na prisão em 2019. "O que nos recusamos a fazer é participar de mais um dos jogos políticos dos democratas. Esse é um assunto sério. Não vamos permitir que eles usem isso como um aríete político", disse a jornalistas o presidente da Câmara, Mike Johnson, da Louisiana. Muitos dos partidários do presidente Donald Trump, que abraçaram uma série de teorias de conspiração em torno de Epstein, viram suas esperanças aumentarem quando o governo prometeu divulgar uma série de novos documentos sobre o caso, apenas para voltar atrás e dizer que havia concluído pela inexistência de provas para apoiar as teorias. A conclusão abriu uma rara brecha entre Trump e parte de sua base de apoio Make America Great Again. A maioria dos norte-americanos e os republicanos de Trump dizem acreditar que o governo está escondendo detalhes sobre o caso, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Na segunda-feira, democratas tentaram usar uma reunião do Comitê de Regras da Câmara para forçar a votação de resolução sobre Epstein apresentada pelo deputado republicano Thomas Massie e pelo deputado democrata Ro Khanna. O painel atua como guardião da legislação que vai a plenário. Em vez disso, republicanos suspenderam a audiência, impedindo que o painel aprovasse projetos de lei para apreciação em plenário nesta semana. A expectativa era que a Câmara realizasse as votações finais da semana na quinta-feira. Mas o líder da Maioria da Câmara, Steve Scalise, o segundo republicano da Câmara, disse a jornalistas que haveria votações na terça e na quarta-feira para proposta menos importante. ** Com Reuters **
- Coca-Cola diz que versão com açúcar de cana chegará aos EUA ainda em 2025
ATLANTA - A Coca-Cola confirmou nesta terça-feira, 22, ao anunciar seus resultados do segundo trimestre, que entre setembro e dezembro comercializará nos Estados Unidos uma versão com açúcar de cana da famosa bebida. "Como parte de nosso programa de inovação constante, no outono nos Estados Unidos, o grupo pretende lançar um produto que contenha açúcar de cana americana para ampliar sua gama de produtos sob a marca registrada Coca-Cola", disse a empresa com sede em Atlanta (Georgia), em um comunicado. O presidente americano, Donald Trump, publicou, em 16 de julho, em sua plataforma Truth Social, uma mensagem afirmando que a Coca-Cola havia aceitado, a seu pedido, modificar a composição de sua bebida gaseificada nos EUA. "Falei com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana REAL na Coca-Cola nos Estados Unidos, e eles concordaram", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. "Quero agradecer todas as autoridades da Coca-Cola. Será uma decisão muito boa da parte deles. Vocês verão. É simplesmente melhor!", garantiu sobre sua bebida favorita. O grupo agradeceu então o entusiasmo de Trump pela "icônica marca Cola-Cola" e prometeu que "em breve" anunciaria "ofertas novas e inovadoras". A multinacional atualmente adoça suas bebidas, nos Estados Unidos, com xarope de milho de alta frutose (JMAF), em vez da sacarose extraída da cana-de-açúcar que utiliza em outros países. O JMAF se popularizou nos Estados Unidos nos anos 1970 graças aos subsídios federais concedidos aos produtores de milho e às altas tarifas sobre o açúcar de cana. Em 2022, estudos clínicos não mostraram diferenças significativas entre o JMAF e a sacarose em relação ao aumento de peso ou à saúde cardíaca. Mas viu-se um aumento de um marcador de inflamação em pessoas que consomem a substância. ** Com AFP **
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