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Imigrantes fazem greve de fome em presídio de New Jersey


Manifestantes mantêm movimento fora do presídio para chamar atenção sobre as condições dos detentos
Manifestantes mantêm movimento fora do presídio para chamar atenção sobre as condições dos detentos

NEWARK - Centenas de pessoas continuam em vigília nesta terça-feira, 26, em frente a um centro de detenção do ICE em Newark, Nova Jersey, onde cerca de 300 imigrantes estão há quatro dias em greve de fome para chamar a atenção sobre as condições insalubres do local. Os detentos do Delaney Hall reclamam da falta de atendimento médico, comida estragada e água contaminada. Eles pedem a soltura imediata dos doentes, adolescentes e idosos.

Governadora e senador disseram ter "ouvido relatos emocionantes"
Governadora e senador disseram ter "ouvido relatos emocionantes"

A governadora Mikie Sherrill esteve no local na segunda-feira, mas não foi autorizada a entrar. No mesmo dia, o senador Andy Kim foi atingido com spray de pimenta ao participar no protesto em frente ao presídio e as visitas também foram suspensas.


Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos classifica o movimento como "baderna" e afirma que “todos os detentos recebem três refeições por dia, água potável, roupas, roupa de cama, banhos, sabonete e produtos de higiene pessoal”.


“Imigrantes ilegais também têm acesso a telefones para se comunicar com seus familiares e advogados”, diz o comunicado à imprensa. “Nutricionistas certificados avaliam as refeições. Aliás, o ICE tem padrões de detenção mais rigorosos do que a maioria das prisões dos EUA que abrigam cidadãos americanos.”


O DHS garantiu ainda que “fornece atendimento médico completo desde o momento em que um imigrante entra sob custódia do ICE” e “isso inclui serviços médicos, odontológicos e de saúde mental, conforme disponibilidade, além de acesso a consultas médicas e atendimento de emergência 24 horas”.


Já o porta-voz, GEO Group, responsável pela administração do presídio, afirma que a empresa presta serviço para o ICE há 40 anos. “Acesso a cuidados médicos 24 horas por dia, visitas presenciais e virtuais de advogados e familiares, acesso à biblioteca geral e jurídica, serviços de tradução e refeições aprovadas por nutricionistas", listou Christopher Ferreira.


Mas os relatos dos imigrantes apontam para outro cenário - celas geladas, sem cobertor e banho frio - e os dados são alarmantes. Um levantamento da CNN aponta que cerca de 50 imigrantes morreram sob custódia do ICE desde que o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca em janeiro de 2025, um recorde no sistema imigratório prisional nas últimas duas décadas.

Da Redação



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