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Governo Trump restabelece acesso da imprensa à Casa Branca

há 2 horas
2 min de leitura

WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira, 24, que o acesso dos veículos de comunicação CNN, MSNBC e Politico à Casa Branca foi restabelecido.


A decisão ocorreu após os três veículos solicitarem uma audiência de emergência com o juiz que havia suspendido a proibição imposta pelo republicano.


Em meio à polêmica, a Casa Branca permitiu a entrada de um número limitado de fotojornalistas - mas não de repórteres de mídia impressa - no Salão Oval, para o início da reunião bilateral entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping.


Segundo fotógrafos presentes no encontro, o líder norte-americano teria brincado ao dizer que os chineses tinham um corpo de imprensa mais amigável.


Político, MSNBC e CNN haviam sido banidos por Trump na semana passada, segundo ele, "como resultado de suas constantes 'reportagens' de notícias falsas".


Na segunda-feira (21), porém, os veículos de comunicação ingressaram conjuntamente na Justiça para tentar preservar o acesso de seus jornalistas às dependências da Casa Branca, em resposta à decisão do governo.


Eles argumentaram que a medida viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de imprensa.


Em meio à disputa, o grupo de emissoras que se revezam na cobertura de Trump - CNN, NBC, ABC, CBS e Fox - também decidiu deixar de acompanhar eventos do presidente após as restrições impostas aos veículos.


Hoje, no entanto, um juiz federal ordenou que o governo norte-americano restabeleça temporariamente o acesso à Casa Branca para os jornalistas da CNN, da MSNBC e do Politico.


De acordo com o magistrado Timothy Kelly, a medida determinada pelo governo contra os veículos foi adotada sem o "devido processo legal constitucionalmente adequado".


Para ele, "a 'regra geral' é que 'os indivíduos devem receber uma notificação e uma oportunidade de ser ouvidos antes que o governo os prive' de um interesse protegido constitucionalmente".


O juiz federal também avaliou que os argumentos apresentados pelo governo "oferecem pouco respaldo à alegada necessidade de segurança nacional".


"O processo não apresenta suporte factual para a alegação dos réus de que a revogação das credenciais permanentes dos autores efetivamente protegerá a segurança nacional ou de que ela será colocada em risco caso o tribunal determine o restabelecimento das credenciais enquanto o litígio estiver em andamento", concluiu o magistrado ao suspender a proibição por 14 dias.


** Com Ansa **


 
 
 

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