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Aos 50 anos dá tempo de planejar uma boa aposentadoria no Brasil

há 15 minutos
3 min de leitura

Muitos brasileiros saíram do país aos 30, 35 ou 40 anos. Construíram carreira no exterior, passaram a contribuir para o sistema previdenciário do país onde vivem e simplesmente deixaram o INSS para trás.


Até que chegam aos 50 anos e surge aquela sensação: “Agora deve ser tarde demais.” Mas será?


Vamos imaginar uma situação.

 

Aos 50 anos, Ana, como vamos chamar a nossa personagem, mora nos Estados Unidos há 20 anos. Antes de sair do Brasil, trabalhou e contribuiu para o INSS durante 10 anos.


Nos EUA, construiu sua carreira, recebe em dólar e contribui para o Social Security.


Durante todo esse período, praticamente não pensou mais no INSS.


Agora, aos 50 anos, ela começa a se perguntar: “Será que aqueles 10 anos que paguei no Brasil ainda servem para alguma coisa?”

 

Servem. E é exatamente aqui que começa o planejamento.


Ana não está começando aos 50. Ela está continuando uma história que começou muitos anos atrás.


Esse é um dos primeiros erros de percepção de quem mora no exterior.


Ana não está começando sua aposentadoria brasileira do zero aos 50 anos. Ela já possui uma história previdenciária. Existem contribuições anteriores. Existe tempo contributivo.


E existem aproximadamente 12 anos até os 62 anos, idade atualmente exigida, como regra geral, para a aposentadoria programada da mulher.


Portanto, a pergunta deixa de ser: “Será que ainda dá tempo?”


E passa a ser: “O que podemos fazer estrategicamente com os próximos 12 anos?”


Essa é uma pergunta completamente diferente.


E se ela simplesmente voltar a pagar INSS?


Aqui está o ponto mais importante.


Planejamento previdenciário não significa simplesmente emitir uma guia e começar a pagar.


Antes disso, precisamos descobrir o que Ana quer construir. Ela quer apenas garantir uma aposentadoria no Brasil? Quer aumentar o valor do benefício? Pretende se aposentar assim que completar os requisitos?


Quer construir uma renda próxima de R$ 3 mil? R$ 4 mil? R$ 5 mil?

Cada objetivo pode exige uma estratégia diferente.


E mais: contribuir pelo valor máximo nem sempre significa obter o melhor retorno sobre o dinheiro investido. É preciso calcular.


O verdadeiro problema não é chegar aos 50 anos


Talvez você tenha saído do Brasil aos 25. Aos 30. Aos 35.

Talvez não pague INSS há 10, 15 ou 20 anos.

Isso, isoladamente, não responde se ainda existe uma boa estratégia previdenciária para você.


Aos 50 anos, uma mulher ainda possui aproximadamente 12 anos até a idade de 62 anos.

Um homem, aproximadamente 15 anos até os 65.


É tempo suficiente para que decisões corretas produzam efeitos importantes. Mas também é tempo suficiente para perder muito dinheiro contribuindo sem estratégia.


Por isso, existe uma frase que resume bem essa situação:

Aos 50 anos, o problema não é ter passado os últimos 15 ou 20 anos sem contribuir para o INSS. O problema é passar os próximos 10 ou 15 anos sem saber o que fazer.


Você tem 50 anos? Então a pergunta não é se está tarde.

A pergunta é: quanto você ainda pode construir com o tempo que tem pela frente?


Se você recebe em dólar e ainda possui 10, 12 ou 15 anos até a idade da aposentadoria brasileira, talvez exista uma janela previdenciária muito valiosa diante de você.


E você, já sabe qual é a sua estratégia para os próximos 10 ou 15 anos?

 


Por Gisele Jucá

Advogada especialista em Direito Previdênciário com atuação no planejamento de aposentadorias de brasileiros residentes no Brasil e no exterior.

@minhaadvogadagiselejuca

 
 
 

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