EUA passam a exigir redes sociais abertas de jornalistas em entrevista de visto

WASHINGTON - Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira, 29, a exigência das redes sociais abertas de jornalistas que solicitam visto para para trabalhar no país.
Segundo o comunicado do Departamento do Estado, a medida entra em vigor em 1 de outubro e visa facilitar a verificação da identidade dos solicitantes. O objetivo é identificar pessoas que possam ser consideradas "inadmissíveis" nos EUA por representar uma ameaça às seguranças nacional e pública.

Além do visto I, para representantes da mídia estrangeira, os vistos TN (Trade NAFTA/USMCA) - para profissionais do Acordo EUA-México-Canadá que vão trabalhar temporariamente nos EUA - e
TD - para dependentes de pessoas com o visto TN - também estão sob o crivo da exigência.
"A concessão de um visto dos Estados Unidos continua sendo um privilégio concedido a critério do governo, e não um direito", justifica a nota.
A informação foi replicada nas redes sociais pelas embaixadas dos EUA
Além dos vistos, o Departamento de Estado informou que a análise de presença on-line já é aplicada a outras categorias de vistos de não imigrante. Segundo a pasta, a análise utiliza todas as fontes de informação disponíveis durante a avaliação dos pedidos de visto.
Mais restrito
Em julho, o governo americano anunciou uma mudança específica para jornalistas estrangeiros. Uma regra do Departamento de Segurança Interna (DHS) previa limitar a permanência de profissionais com visto I a até 240 dias, ou 90 dias para jornalistas com passaporte da China continental. A medida substituiria o sistema que permitia a permanência durante todo o período da atividade profissional.
A regra, prevista para entrar em vigor em 15 de setembro, foi bloqueada por um juiz federal no dia anterior. A decisão mantém temporariamente o sistema anterior enquanto a disputa judicial continua.
** Da Redação **

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