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EUA acusam Maduro de comandar tortura na Venezuela

há 4 horas
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NOVA YORK - Promotores nos Estados Unidos acusaram nesta quinta-feira, 8, o ex-líder da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, de conspiração para cometer tortura e se somam às acusações de tráfico de drogas e de armas já apresentadas contra os dois, que eles negam.


Grupos de direitos humanos na Venezuela e ex-detentos denunciam, há muito tempo, o que descrevem como "tortura sistemática" nas prisões do país.


As novas acusações se referem à suposta tortura de cidadãos americanos que estavam presos na Venezuela durante o governo de Maduro.


A acusação afirma que Maduro e a esposa tentaram "se perpetuar no poder" ao comandar "um sistema de repressão baseado na violência contra a oposição política, detenções arbitrárias e tortura de presos, incluindo cidadãos americanos".


Segundo o documento, entre os métodos de tortura estavam "choques elétricos, asfixia, estupro, nudez forçada, isolamento prolongado, privação de alimentos, celas de castigo e tortura psicológica".


Os promotores afirmam que a tortura psicológica incluía ameaças de matar familiares das vítimas, inclusive crianças.


Segundo os documentos da Corte, o objetivo da repressão era garantir a permanência de Maduro no poder.


A promotoria também acusa Flores de ter desempenhado um papel fundamental na criação do sistema de repressão. Segundo os promotores, ela ordenava que pessoas fossem torturadas e recebia informações sobre a tortura de presos específicos.


O documento judicial afirma que ela teria agido dessa forma para proteger familiares envolvidos em atividades ilegais.


As acusações da nova denúncia são semelhantes a relatos feitos há anos por pessoas que foram presas e posteriormente libertadas no país.


Javier Tarazona, chefe de uma organização de direitos humanos na Venezuela, contou que ele e seu irmão ficaram detidos por 46 dias em uma pequena cela de castigo após serem presos arbitrariamente.


Outro ex-detento, Ángel Godoy, disse que ficou isolado por meses e não pôde entrar em contato com a mulher, que, por sua vez, não sabia onde ele estava.


O julgamento de Maduro e Flores está previsto para começar em junho de 2027.


Desde janeiro, eles estão em um centro de detenção no Brooklyn, em Nova York, para onde foram levados depois de serem presos em uma operação dos EUA realizada de madrugada na capital venezuelana, Caracas.


** Com BBC **


 
 
 

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