Brasileiro alega inocência das acusações de duplo homicídio em Massachusetts
- Rádio Manchete USA

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FALL RIVER - O brasileiro Vitor Francisco Gomes, de 28 anos, se declarou inocente de todas as acusações referentes ao duplo assassinato ocorrido em Fall River, em Massachusetts, há quase três meses.
Na segunda-feira, 24, Gomes foi indiciado no Tribunal Superior do Condado de Bristol por dois homicídios em primeiro grau e uma acusação de porte de arma de fogo sem licença. O brasileiro permanece preso sem direito à fiança, em um acordo entre a defesa e a promotoria.
Ele já havia sido acusado na Corte Distrital de Fall River, em 11 de junho, no dia seguinte aos crimes, pelo assassinato de dois amigos.
Entrentanto, como ele vai ser julgado por um juri popular, o caso foi transferido para o tribunal superior e o processo deve ser concluído em 360 dias por se tratar de homicídio.
Gomes volta à corte no dia 28 de setembro para uma conferência de pré-julgamento.
O juiz Thomas Perrino atendeu ao pedido do advogado de Gomes, Kenneth Van Cole, para buscar recursos para a contratação de um investigador particular e de um psiquiatra ou neurologista.
Crime
Gomes é acusado de matar dois amigos com requinte de crueldade.
Segundo os promotores, Pablo Henrique Rocha da Silva, de 20 anos, foi baleado, arrastado para fora de um carro e espancado com uma pedra de calçamento. Já Eduardo Cardoso da Silva, foi encontrado baleado e com um forcado cravado na parte de trás do crânio.
A defesa de Gomes afirma que o incidente é mais complexo do que aparenta e alega que se trata de "legítima defesa".
Os assassinatos aconteceram no arredores da casa onde o réu morava com a esposa e o filho de 6 anos.
Na primeira audiência após o crime, o promotor Dennis Collins disse ao juiz Kevin Finnerty que Gomes teve uma discussão naquela noite com Eduardo que “se intensificou” e, após sair do local, voltou com uma arma.
Collins alegou que Gomes encontrou Eduardo e Pablo em um veículo “tentando fugir”. Segundo a acusação, o réu se aproximou da janela do lado do motorista, onde Pablo estava sentado, sacou uma arma e disparou aproximadamente três tiros.
Quando Eduardo fugiu para os fundos do número 99 da Rua Aetna, Gomes o seguiu e “outros tiros foram ouvidos”. Eduardo foi encontrado mais tarde "de bruços, aparentemente baleado, e também atingido por um forcado que ficou cravado na parte de trás da cabeça".
Ainda segundo relato do promotor em Corte, após o ataque a Eduardo, Gomes teria retornado ao veículo, onde puxou Pablo para fora do carro, “arrastando-o pela gola até a calçada do outro lado da rua e começando a golpeá-lo na cabeça, aparentemente com a arma de fogo”.
Quando Pablo pareceu estar inconsciente, Gomes teria pego um paralelepípedo e golpeou a vítima na cabeça várias vezes.
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