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Autoridades de NY e NJ investigam precificação de ingressos para a Copa

1 de jun.
2 min de leitura

Promotores americanos questionam que valores são muito superiores aos eventos anteriores da Fifa
Promotores americanos questionam que valores são muito superiores aos eventos anteriores da Fifa

NOVA YORK - Autoridades de Nova York e Nova Jersey estão investigando o esquema de venda de ingressos para a Copa do Mundo 2026 que começa em dez dias. A instituição vai ter que responder as acusações de "inflar artificialmente os preços" e de "enganar os torcedores".


A procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, classificou o processo de compra de ingressos como "confuso e com preços extremamente elevados". Ela acrescentou que haverá uma "investigação minuciosa sobre a conduta da Fifa" e que a entidade máxima do futebol mundial será intimada a fornecer informações.


Davenport fez o anúncio na semana passada ao lado da procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e do Departamento de Proteção ao Consumidor e ao Trabalhador da Cidade de Nova York (DCWP, na sigla em inglês).


Em particular, a Fifa foi solicitada a explicar por que os ingressos "excederam os preços de qualquer edição anterior da Copa do Mundo".


Torcedores relataram ter sido "enganados" sobre a localização dos assentos com a criação de categorias de ingressos 'front' mais caros, lançados após a venda inicial. Também se alega que a precificação variável ao longo de várias fases permitiu à Fifa aumentar - em cerca de 34% - os preços de cerca de 90 das 104 partidas.


"Ninguém deve ser manipulado a pagar preços exorbitantes por assentos, e os torcedores devem poder confiar que os ingressos que compram serão os que receberão", observou James.


A investigação analisará como o cronograma de venda de ingressos e declarações públicas podem ter impactado os preços.


Os procuradores-gerais destacaram, em particular, o custo dos ingressos para oito partidas, incluindo a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, que pode ultrapassar US$ 10 mil.


A Fifa tem frequentemente destacado a demanda por ingressos, com o presidente da entidade, Gianni Infantino, defendendo o custo ao dizer que eles refletem o apetite "totalmente louco" do público pelo torneio de verão.


Mas ainda há ingressos disponíveis para 86 das 104 partidas e para todas, exceto 10, da fase de grupos.


A investigação ocorre depois que o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, enviou uma carta à Fifa no início deste mês levantando preocupações sobre "práticas de venda de ingressos potencialmente enganosas".


** Com BBC **


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