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Suspeito pelo desaparecimento de brasileira em NJ se mata


Relacionamento teria terminado após Janaína descobrir que Trivisonno tinha outra família
Relacionamento teria terminado após Janaína descobrir que Trivisonno tinha outra família

ELIZABETH - A morte do suspeito pelo desaparecimento de Janaína Gonçalves Freire em Nova Jersey há mais de um ano deve encerrar o caso sem pistas sobre o paradeiro da brasileira. Brendan Trivisonno se matou na semana passada ao ser cercado pela polícia.


Novas evidências levaram ao mandado de prisão contra o americano na manhã de quinta-feira, 16, na casa, em Lyndhurst, onde ele morava com a mulher e uma criança. Não está claro se trata-se da mesma família paralela descoberta por Janaína e razão pela qual ela terminou o relacionamento dias antes de desaparecer, de acordo com a declaração de amigos.


Segundo as autoridades, o suspeito negou se entregar e disparou dois tiros contra si mesmo.


Desaparecimento


Janaína foi vista pela última vez no dia 10 de março de 2025 e seu desaparecimento foi relatado à polícia três dias depois por uma amiga.



Na época, Trivisonno foi interrogado e afirmou não saber onde ela estava. As autoridades coletaram uma amostra de DNA e apreenderam temporariamente o caminhão e o telefone dele, enquanto a investigação prosseguia.


Inquérito


O inquérito cita que registros das câmeras de segurança da rua mostram a brasileira de 47 anos abrindo a porta do prédio em que morava para Trivisonno por volta das 19h38min de 10 de março. Essa é a última imagem da vítima.


Uma vizinha contou à polícia que naquela noite ouviu uma discussão vinda do apartamento do casal "tão alta que parecia envolver 100 pessoas".


Pouco antes das 23h, Trivisonno foi visto saindo do prédio carregando uma grande bolsa de viagem e um saco de lixo branco.


Ele retornou por volta das 2h11min mas saiu do prédio cerca de quatro horas depois com sacos de lixo, os quais depositou em um caminhão de coleta que passava antes de entrar novamente no edifício.


Pouco antes das 7 horas, Trivisonno sai para buscar em sua van um grande contêiner de armazenamento preto com tampa amarela, o qual ele carrega para dentro com facilidade, sozinho, conforme mostram as imagens de vídeo.


Às 9h16min, Trivisonno sai brevemente para mover o carro da vítima. Pouco tempo depois, um funcionário do suspeito o encontra do lado de fora e ambos entram no prédio. Eles saem carregando o contêiner agora completamente amarrado com braçadeiras plásticas.


O funcionário relatou à polícia que Trivisonno lhe pediu ajuda para transportar um objeto "pesado demais para ser movido por uma única pessoa".


O depoimento do ajudante e marcas de sangue no quarto que continham DNA de Janaína - a partir de uma amostra do filho Eduardo que viajou do Rio Grande do Sul para ajudar nas investigações - e de Trivisonno foram provas decisivas para a emissão da ordem de prisão contra o suspeito.


Evidências


Mas ao longo das investigações, a polícia reuniu outras evidências. As buscas na residência de Janaína após o registro de seu desaparecimento e encontrou sua carteira, a habilitação de motorista e o passaporte.


Além disso, a polícia encontrou um cofre com US$ 11 mil em dinheiro, a certidão de nascimento e documentos de cidadania e imigração dos Estados Unidos da desaparecida. Também havia um manunscrito na qual a brasileira afirmava temer Trivisonno e dizia que, caso a carta fosse encontrada, significaria que algo lhe havia acontecido.


Tanto a atividade do telefone celular quanto a movimentação bancária da vítima cessaram por volta do horário em que ela desapareceu.


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