Pensilvânia registra 6ª morte por sarampo
Atualizado: há 2 horas

FILADÉLFIA - O Departamento de Saúde da Pensilvânia, epicentro atual do surto de sarampo nos Estados Unidos, confirmou, nesta quarta-feira, 4, a sexta morte associada ao vírus no Estado neste ano. Nenhuma das vítimas tinha sido vacinada.
O órgão não divulga informações adicionais que possam identificar a vítima "para proteger a privacidade da pessoa e de sua família".
Até o momento, o número de casos confirmados de sarampo na Pensilvânia chegou a 1.467, 34 deles somente nos últimos dois dias. Desse total, apenas cinco registros, menos de 1%, foram entre pessoas imunizadas. Outros 283 pacientes precisaram de hospitalização.
Nos EUA, segundo o monitoramento da Universidade John Hopkins, eram 5.051 casos confirmados de sarampo neste ano até o final de outubro. Apenas nas duas últimas semanas do mês passado foram 497 novas infecções. O número de 2026 é mais que o dobro do registrado no ano passado e o maior em 35 anos, desde 1991.
Além da Pensilvânia, Nova York também disse ter registrado uma morte essa semana, de um bebê de sete meses ainda não vacinado, a primeira pela doença em 30 anos no estado. Com isso, são ao menos sete óbitos em 2026 nos EUA.
Ao todo, 97% dos casos no país ocorreram entre não vacinados, de acordo com o monitoramento. Em relação à faixa etária, 16% foi registrado entre 0 e 4 anos; 40%, a maioria, entre 5 e 17 anos, e 30% acima dos 18 anos. Outros 14% têm a idade desconhecida.
Na Pensilvânia, o surto levou à indicação da chamada dose zero da vacina, uma aplicação extra para bebês de 6 a 11 meses antes do esquema padrão com duas doses, aos 12 e 15 meses de vida. Segundo o Departamento de Saúde, houve aumento da procura pelo imunizante em meio à alta de casos.
Em um mês típico, os serviços de saúde do estado administram aproximadamente 25 mil doses do imunizante. Já em setembro e outubro, foram aplicadas mais de 56 mil e 61 mil doses, respectivamente.
Ainda assim, o cenário coloca o país no caminho para perder o certificado de eliminação do sarampo, obtido em 2000 após o país não registrar surtos ativos do vírus por mais de 12 meses. A Região das Américas, que tinha sido a primeira a obter o status no mundo, perdeu o certificado no ano passado, quando o Canadá voltou a registrar transmissão endêmica do patógeno. Agora, EUA e México também serão reavaliados.
O sarampo é uma das doenças virais mais contagiosas do mundo e pode ser letal, especialmente entre crianças não vacinadas. No entanto, ele pode ser evitado com a tríplice viral, que previne ainda rubéola e caxumba.
** Com Agências **





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