Pai é condenado à prisão após filho cometer massacre em escola da Geórgia
- Rádio Manchete USA

- 4 de mar.
- 2 min de leitura

WINDER - O pai de um adolescente acusado de um ataque a tiros em uma escola de Winder, na Geórgia, foi condenado por homicídio, crueldade contra menor e outras acusações relacionadas ao caso e pode pegar até 30 anos de prisão.
Colin Gray, de 55 anos, se declarou inocente das 24 acusações e afirmou não saber que Colt, de 14 anos, ia cometer o ataque na Apalachee High School em 2024 que resultou na morte de quatro pessoas: os estudantes Christian Angulo, de 14 anos, e Mason Schermerhorn, também de 14, além dos professores Richard Aspinwall, de 39, e Cristina Irimie, de 53.
É da terceira vez que um responsável legal é condenado criminalmente nos Estados Unidos por um atentado cometido pelo próprio filho. O menor aguarda julgamento.
Durante as duas semanas de julgamento, os promotores sustentaram que o pai ignorou uma série de sinais de alerta e teve papel essencial ao permitir o acesso do adolescente à arma do crime. De acordo com a acusação, Gray comprou para o filho uma arma de fogo como presente de Natal, meses depois de o garoto ter sido questionado pela polícia por ameaças online envolvendo um possível ataque escolar.
Entre os sinais, houve um caderno no qual o jovem teria detalhado planos para matar alunos e professores. Colt também montou uma espécie de altar para outro atirador de escola em seu quarto.
Ao se dirigir aos jurados, a promotora assistente do Condado de Barrow, Patricia Brooks, declarou: "Depois de ver sinal após sinal da deterioração do estado mental do filho, de sua violência, de sua obsessão por ataques em escolas, o réu teve alertas suficientes de que seu filho era uma bomba prestes a explodir. E, em vez de desarmá-lo, ele lhe deu o detonador".
A acusação também descreveu a dinâmica do crime, relatando que o Colt levou o rifle no ônibus escolar. Segundo os promotores, uma das vítimas tentou conter o atirador e ajudou a salvar colegas. "Christian [Angulo] agiu e se tornou um herói", disse Brooks. "Ele tentou empurrar o atirador para fora da sala de aula e, quando foi baleado, seu último ato nesta Terra foi fechar a porta da sala para proteger seus amigos".
A defesa, por sua vez, tentou atribuir a responsabilidade exclusivamente ao adolescente. O júri levou cerca de duas horas para chegar ao veredito.
A data da audiência de sentença ainda não foi definida.
** Com Agências **

.png)

Comentários