top of page
Buscar

Mais de 140 venezuelanos deportados pelos EUA estão sob escombros após chegarem ao país horas antes dos terremotos


Socorristas correm contra o tempo e contam com poucos recursos para resgatar vítimas
Socorristas correm contra o tempo e contam com poucos recursos para resgatar vítimas

WASHINGTON/ CARACAS - Mais de 140 venezuelanos deportados pelos Estados Unidos na última terça-feira, 24, estão desaparecidos após o desabamento do hotel onde foram alojados temporariamente na cidade de La Guaira, uma das áreas mais devastadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela horas depois de sua chegada ao país. Segundo relatos de sobreviventes divulgados por familiares, apenas 12 dos 147 deportados conseguiram deixar o edifício com vida.


O grupo desembarcou em Caracas cerca de seis horas antes do primeiro terremoto e foi transferido pelas autoridades venezuelanas para o Hotel Sanitário La Llanada, em La Guaira. Pouco tempo depois, o edifício desabou durante a sequência de terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiu o litoral central do país.


Entre os deportados estavam pelo menos sete crianças. Até o momento, as autoridades venezuelanas não divulgaram uma lista com os nomes das vítimas nem informaram quantos integrantes do grupo foram resgatados ou morreram. Familiares afirmam que seguem sem notícias sobre o paradeiro da maioria dos imigrantes.


Tragédia

O balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano registra pelo menos 1.450 mortos. Outras 3.150 pessoas ficaram feridas, enquanto 12.721 tiveram de deixar suas casas. As Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas continuem desaparecidas sob os escombros ou sem contato com familiares.


La Guaira, localizada a cerca de 40 quilômetros de Caracas, concentra parte da destruição causada pelos tremores. A cidade registrou o colapso de dezenas de edifícios e segue mobilizando equipes de resgate nacionais e internacionais, que tentam localizar sobreviventes mais de quatro dias após a tragédia.


Especialistas alertam que as chances de encontrar pessoas com vida diminuem significativamente após as primeiras 72 horas de um soterramento. Ainda assim, operações de busca continuam em diversos pontos da região, onde, nos últimos dias, crianças, bebês e adultos foram retirados vivos dos escombros em resgates considerados milagrosos.


Os terremotos também deixaram centenas de prédios danificados, interromperam serviços essenciais e agravaram a crise humanitária no país. Segundo estimativas da ONU, o desastre pode deixar milhões de pessoas desabrigadas e provocar prejuízos equivalentes a cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.


A situação ficou ainda mais tensa após um tremor de magnitude 4,6 voltou a atingir Caracas e a vizinha La Guaira na manhã desta segunda-feira, pouco depois das 7 horas.


** Com Agências **


Comentários


bottom of page