top of page

Goiano é deportado após passar um mês preso sob custódia do ICE ao entrar ilegalmente nos EUA

há 6 minutos
2 min de leitura

Matheus durante vídeo com o prima após chegar em Minas Gerais na sexta-feira
Matheus durante vídeo com o prima após chegar em Minas Gerais na sexta-feira

NOVA YORK - O goiano Matheus Fernandes Machado, conhecido nas redes sociais como "Ugoianin" chegou ao Brasil nesta sexta-feira, 9, após passar mais de um mês preso sob custódia e quase morrer na travessia do México para os Estados Unidos.


Ele é um dos 144 brasileiros - 133 homens e 11 mulheres, que desembarcara em um voo fretado dos EUA no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Minas Gerais, no fim da noite.


A prima de Matheus que mora em Massachusetts, Ludmilla Machado, chamou a atenção para a situação do jovem nas redes sociais.


“Ele foi preso tentando uma vida melhor aqui nos Estados Unidos. O pessoal do México tentou afogar ele no rio, não conseguiu e o entregou para a imigração”, contou.


Morador de Goiânia, o jovem é conhecido pelo perfil "Ugoianin" e publica vídeos de humor e relacionados ao Vila Nova. Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, ele publicou pela última vez nas redes sociais em 31 de agosto, quando já estava no México.



No úlitmo mês, o goiano passou por sete centros de detenção do ICE e dividiu celas com pessoas condenadas por crimes, segundo relatos da família.


"Ele já se encontra no Brasil. Eu queria agradeceu o carinho de todos vocês. Muito obrigada!" comemorou Ludmilia em sua rede social.


A MANCHETE USA tentou contato com Matheus, mas não obteve retorno até a publicação dessa matéria.


A reportagem também tentou contato com Ludmilla - que mora na cidade de Marlborough, em Massachusetts, e trabalha na loja de móveis do irmão - uma empresa com mais de uma década de atuação no Estado - para entender o caminho feito pelo goiano. Ela não respondeu.


Sem passagem

Na semana seguinte à detenção de Matheus, o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, celebrou "16 meses consecutivos sem liberações na fronteira".


Para Mullin, as estatísticas “provam que as políticas do presidente Trump estão funcionando”. “A prática de ‘capturar e liberar’ acabou, as consequências estão de volta e as travessias ilegais caíram para níveis historicamente baixos. É assim que se parece uma fronteira segura", acrescentou.


Um comunicado da Polícia de Fronteira (CBP, na sigla em inglês) de 16 de setembro também destaca que "a queda sustentada nas travessias ilegais de fronteira e nas detenções — agora em níveis não vistos há mais de três décadas — demonstra o profundo impacto de políticas rigorosas de fiscalização. Com uma redução de 94% nas detenções diárias em relação à administração anterior, a fronteira permanece mais segura do que em qualquer outro momento da história".


Segundo a CBP, 8.870 estrangeiros foram presos na fronteira sul em agosto, uma queda de 5% em relação ao mês anterior. A intenção é chegar a zero.


É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright.

Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)


 
 
 

Comentários


bottom of page