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Ex-marido de galerista americano morto no Rio é sentenciado à prisão perpétua em NY

há 3 horas
2 min de leitura

Prevez (à esquerda) foi contratado por Daniel  para matar o ex-marido Brent em 2024
Prevez (à esquerda) foi contratado por Daniel para matar o ex-marido Brent em 2024

NOVA YORK - Daniel Sikkema, de 56 anos, foi sentenciado à prisão perpétua nos Estados Unidos pela morte do ex-marido Brent Sikkema, de 75, famoso galerista americano. A decisão foi divulgada quase seis meses após a condenação por um júri em Manhattan, Nova York, em 22 de maio. O crime aconteceu em 14 janeiro de 2024 no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, onde a vítima tinha uma casa de férias.


No julgamento de maio, Daniel, nascido em Cuba e naturalizado nos EUA, foi culpado em três acusações relacionadas à conspiração para contratar e pagar um assassino, o também cubano Alejandro Triana Prevez: homicídio mediante contratação de assassino; conspiração para cometer homicídio mediante contratação; e conspiração para cometer homicídio em um país estrangeiro.


"A sentença de prisão perpétua proferida hoje responsabiliza Daniel Sikkema por um plano frio e premeditado de assassinato mediante contratação de um matador, que resultou na morte de seu ex-marido. Durante meses, o réu manipulou amigos, familiares e funcionários para executar um assassinato motivado pela ganância. Suas ações demonstraram um profundo desprezo pela vida humana e pelo Estado de Direito. Esta sentença reflete a gravidade do crime, assim como a força e a perseverança da comunidade da vítima e de nossos parceiros das forças de segurança", declarou Jamie McDonald, procurador federal para o Distrito Sul de Nova York.


Relembre o caso

O pagamento pela morte de Brent começou ainda em 2023, quando Daniel contatou Alejandro Prevez. O casal já estava separado e vivia um conturbado processo de divórcio, que envolvia até uma conhecida galeria de arte em Manhattan, da qual Brent era proprietário.


Ao todo, foram feitas 11 transferências de dinheiro para Prevez e para uma pessoa com quem ele mantinha um relacionamento amoroso em Cuba. Daniel ocultou a origem de cada pagamento utilizando as identidades de amigos, funcionários e familiares que desconheciam o verdadeiro propósito das transações.


Em 14 de janeiro de 2024, Prevez assassinou Brent na casa de férias no Jardim Botânico, desferindo-lhe 18 facadas. Minutos após o crime, Prevez ligou diversas vezes para Daniel utilizando um número de telefone secreto que havia sido combinado entre os dois para tratar do plano de assassinato. Pela execução do crime, o cubano recebeu ainda o pagamento de US$ 5 mil, com a promessa de novas remessas posteriores.


Prevez foi preso quatro dias depois por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio. O processo criminal contra ele continua em tramitação na Justiça brasileira.


** Com Agências **


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