Entidades pedem na Justiça bloqueio de medidas de Trump contra cidadania por nascimento
- Rádio Manchete USA

- 11 de ago.
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Atualizado: 11 de ago.

WASHINGTON - A União Norte-Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e outros grupos solicitaram a um juiz federal que impeça o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar novos decretos destinados a limitar o número de pessoas candidatas à cidadania por direito de nascimento.
A petição apresentada ao tribunal nesta terça-feira, 11, classificam as ordens do republicano como uma tentativa indevida de contornar a decisão da Suprema Corte dos EUA, de 30 de junho, que rejeitou iniciativa do presidente para extinguir a cidadania automática de crianças nascidas nos EUA cujos pais não fossem cidadãos norte-americanos ou residentes permanentes legais, conhecidos como portadores de green card.
Para a Suprema Corte, o decreto original de Trump, emitido no dia em que o republicano iniciou seu segundo mandato na Casa Branca no ano passado, viola a 14ª Emenda da Constituição americana.
"O tribunal deve ressaltar que o governo não pode privar os membros da ação coletiva de sua cidadania por meio de quaisquer decretos ou outras medidas igualmente falhas do Poder Executivo sobre a cidadania por direito de nascimento."
Um porta-voz da Casa Branca afirmou que "o governo Trump sempre cumpriu as ordens judiciais. Todas as medidas tomadas pelo presidente desde as recentes decisões da Suprema Corte estão em conformidade com os fundamentos e a análise apresentados pelo tribunal."
Limitar a cidadania por direito de nascimento tem sido uma das principais prioridades na repressão à imigração promovida por Trump.
As últimas medidas de Trump, de 6 de agosto, visam especificamente o "turismo de nascimento", em que mulheres viajam para os EUA para dar à luz, a fim de que seus filhos possam obter cidadania automática.
Segundo os decretos recentes do presidente, a cidadania seria negada a crianças cujos pais trabalhem para governos estrangeiros nos Estados Unidos, cometam fraudes para obter a cidadania ou sejam classificados como "inimigos estrangeiros".
VERGONHA
Em discurso no Salão Oval na quinta-feira, Trump considerou a decisão da Suprema Corte "muito lamentável" e afirmou que "as pessoas estão montando negócios em torno" do turismo de nascimento.
"É uma vergonha", disse Trump. "Eles estão comprando seu direito de entrar, e não vamos permitir que isso aconteça."
O decreto original de Trump tinha como alvo imigrantes que se encontravam no país ilegalmente ou mesmo temporariamente, incluindo estudantes e pessoas com vistos de trabalho.
O pedido apresentado nesta terça-feira ao Tribunal Federal de Concord, em New Hampshire, solicita ao juiz responsável que deixe claro que os decretos mais recentes de Trump não ameaçam a cidadania das crianças protegidas por uma liminar anterior.
"O presidente Trump pode não gostar do fato de que a cidadania por direito de nascimento é um direito constitucional", disse Cody Wofsy, vice-diretor do Projeto de Direitos dos Imigrantes da ACLU, em comunicado.
"Isso realmente não vem ao caso. Já passou da hora de esses ataques ilegais e cruéis à cidadania das crianças acabarem."
O Centro de Estudos sobre Imigração, que defende a redução da imigração, estimou em 2020 que entre 20.000 e 26.000 mães entram no país anualmente para o "turismo de nascimento".
Houve 3,61 milhões de nascimentos nos EUA em 2025, segundo dados do governo norte-americano.
** Com Reuters **

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