Brasileiro é condenado em caso de fraude do IRS que gera fiscalização mais rigorosa
- Rádio Manchete USA

- 7 de mai.
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Atualizado: 7 de mai.

TAMPA - O brasileiro Gilmar Pereira da Silva Jr foi condenado na segunda-feira, 4, na Corte Federal da Flórida a 37 meses de prisão por fraudar o imposto de renda em pelo menos duas ocasiões. O caso serviu de base para aumentar a fiscalização do IRS (Receita Federal) sobre o requerimento de créditos fiscais.
A juíza Katherine K. Mizelle também determinou que Pereira da Silva devolva US$ 103.646 ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, valor relacionado aos formulários 1040 apresentados por ele por dois anos consecutivos.
O brasileiro se declarou culpado em 9 de fevereiro por preencher declarações falsas que resultaram em restituições de aproximadamente US$ 20.699, em 2019, e US$ 82.947, em 2020. Esses valores foram, em grande parte, baseados em créditos fiscais correspondentes a recibos de abastecimento falsos e fictícios.
De acordo com o procurador-geral dos EUA, Gregory Kehoe, Pereira da Silva tentou apresentar outra declaração falsa para o ano fiscal de 2021 que previa o crédito de US$ 3,4 milhões, mas foi rejeitada.
A insitência do brasileiro em obter os valores culminou na investigação que levou a sua prisão e indiciamento no dia 27 de março de 2025.
Novas Regras
Casos como o de Pereira da Silva levaram à criação da Divisão Nacional de Combate a Fraudes, no dia 7 de abril, "para investigar e processar, de forma rigorosa, pessoas que roubam ou fazem uso fraudulento de recursos financiados por contribuintes".
Antes, o IRS já havia incluído o esquema de abastecimento em sua lista "Dirty Dozen" (as 12 fraudes fiscais mais perigosas) e implementou novos métodos de fiscalização a partir das declarações de 2025.
O formulário (Statement Supporting Fuel Tax Credit - 4136) obriga o indivíduo a detalhar o modelo e tipo de maquinário ou veículo usado, além do Número de Identificação do Empregador (EIN) do estabelecimento.
Para se adpatar à nova regra, o IRS atrasou esse ano o recebimento do requerimento de crédito de combustível até o final de fevereiro.
O governo também passou a aplicar multas automáticas de US$ 5 mil às reivindicações consideradas "frívolas" ou impossíveis para a ocupação reportada, além de iniciar possíveis processos criminais federais.
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