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Brasileiro assume culpa por fraude e pode pegar 20 anos de prisão nos EUA

há 3 horas
2 min de leitura

BOSTON - A Justiça marcou para dezembro a audiência para determinar a pena do brasileiro Cesar Dos Santos Júnior, 50 anos, após ele se declarar culpado na semana passada por fraude eletrônica e pelo uso fraudulento de selos oficiais do governo dos Estados Unidos, segundo o Departamento da Justiça (DOJ, na sigla em inglês).


Santos volta à Corte Federal de Boston no dia 18 de dezembro para ouvir a sentença que pode pegar até 20 anos de prisão, bem maior que a previsão de anterior de 5 anos.



O brasileiro está preso desde dia 19 de fevereiro quando desembarcava em Orlando, na Flórida para administrar mais um curso da Chaplain Emergency Management Inc. (CEMA), que afirmava ser ligada a órgãos federais.


Além de alegar ser um braço da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), a empresa presidida por Santos usava selos do Departamento de Segurança Interna (DHS) e da Polícia Federal (FBI) para vender os serviços de formação de capelães ao custo médio de US$ 450.


O inquérito não contabiliza quantas pessoas compraram o curso de capelania, mas durante a investigação em agosto de 2025 o agente disfarçado trocava mensagens com um grupo de 750 pessoas interessadas no treinamento.


O site da CEMA afirma que a agência pública foi criada na década de 1980 através de uma ordem executiva presidencial, mas aparece na Divisão de Empresas de Massachusetts como uma organização não governamental fundada em setembro de 2022.


Santos, que se identificava como médico e pastor, era investigado desde 2019 e usava as logomarcas dos órgãos federais nos certificados, distintivos e identificações dos capelães em todo o país.


O símbolo da CEMA é idêntico ao DHS, com a inscrição Departamento de Segurança Interna dos Capelães dos EUA (U.S. Department of Homeland Chaplain), descreve a acusação do promotor federal, Gregory Kehoe.


No material publicitário e nos treinamentos - destaca a investigação - Santos dizia que os capelães assistem pessoas em situação de emergência e as identificações da CEMA "protegem em certo nível da deportação".


Santos migrou para os EUA em 2016 e tentou se legalizar por uma petição para imigrante especial (I-360) que foi negada em junho do ano passado . Ele também apresentava diversos documentos falsos como um diploma da University of Berkley, de Michingan, que não existe.


O brasileiro deve ser deportado ao fim do processo ou após cumprir pena.


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