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Agentes de imigração fazem buscas em casa de deputada democrata

há 2 horas
2 min de leitura

Omar é alvo de críticas constantes do presidente Donald Trump
Omar é alvo de críticas constantes do presidente Donald Trump

WASHINGTON - Agentes federais fizeram buscas na casa da deputada democrata Ilhan Omar, em Washington, na madrugada desta segunda-feira, 12, confirmou o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos.


Uma pessoa familiarizada com o caso disse que a busca decorre de uma investigação criminal relacionada a uma possível fraude migratória. Parte das apurações envolve documentos da parmamentar nascida na Somália que teriam sido preenchidos por seu falecido pai quando ela ainda era criança.


Em comunicado, um porta-voz do DOJ afirmou, sem dar detalhes, que agentes do HSI (Investigações de Segurança Interna), órgão ligado ao ICE, cumpriram um mandado de busca autorizado pela Justiça.


Um representante de Omar não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.


A operação ocorre pouco mais de três semanas antes das eleições de 3 de novembro, quando o Partido Republicano tentará manter suas estreitas maiorias no Congresso.


Omar, uma das principais representantes da ala progressista do Partido Democrata, concorre à reeleição em um distrito considerado seguro para os democratas. Ela venceu a disputa de 2024 em Minnesota por uma margem de 50 pontos percentuais.


O governador daquele Estado, Tim Walz, acusou Trump de usar o poder presidencial para perseguir adversários políticos às vésperas da votação.


“Os americanos estão vendo isso pelo que é”, escreveu Walz nas redes sociais. “O presidente Trump está abusando de seu poder para perseguir adversários políticos semanas antes de uma eleição.”


As regras do Departamento de Justiça proíbem promotores e agentes federais de programar ações para influenciar o resultado de eleições ou beneficiar candidatos e partidos. Historicamente, a pasta evita medidas investigativas contra candidatos nos cerca de 60 dias anteriores a uma votação.


Trump já atacou Omar publicamente

Nascida na Somália, Omar é uma crítica frequente de Trump e tem sido alvo de ataques verbais do presidente. Ele já associou a comunidade somali-americana a uma ameaça para Minnesota e fez declarações contra somalis e muçulmanos.


A deputada descreveu a atenção de Trump sobre ela como uma “obsessão doentia e assustadora”. Ela também afirmou que sua família recebeu ameaças de morte que atribui à retórica política hostil, especialmente à do presidente.


Em fevereiro, Trump disse que Omar e a deputada democrata Rashida Tlaib, de Michigan, também muçulmana, deveriam ser internadas e enviadas de volta para os lugares de onde vieram. As duas haviam criticado o presidente durante seu discurso sobre o Estado da União, no qual ele defendeu a política migratória rigorosa de seu governo.


No mês passado, um homem de Minnesota que jogou vinagre em Omar foi condenado a um ano e dois meses de prisão após se declarar culpado de agredir uma autoridade federal. Anthony James Kazmierczak admitiu ter atacado a parlamentar por discordar de suas posições políticas progressistas.


** Com Agências **


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