Acusado de matar Charlie Kirk se declara inocente

OREM - O homem acusado de matar a tiros o ativista conservador Charlie Kirk em um campus universitário de Utah declarou-se inocente nesta terça-feira, 1º, mas ainda assim pode ser condenado à pena de morte.
Durante a audiência, os promotores apresentaram o que classificaram como evidências "avassaladoras" de que Tyler Robinson, de 23 anos, foi o responsável pelo disparo que matou Kirk, de 31. O tiro aconteceu enquanto o ativista participava de um dos debates universitários que ajudaram a torná-lo conhecido nacionalmente.
Mas Robinson nega a culpa diante sete acusações apresentadas contra ele. Entre elas está a de homicídio qualificado, relacionada ao risco imposto à vida de outras pessoas quando, segundo a acusação, ele atirou contra Kirk na Utah Valley University, em Orem, em 10 de setembro de 2025.
A defesa afirma que o disparo não colocou outras pessoas em risco e que o crime não justificaria a penalidade máxima.
Segundo a advogada Staci Visser, o atirador disparou contra Kirk e fugiu sem recarregar a arma ou ameaçar outras pessoas. "Há um ato. Há um disparo. Há uma bala. Há uma vítima."
A condenação por homicídio qualificado pode resultar em pena de morte no Estado.
O juiz Tony Graf marcou para 23 de outubro uma nova audiência para definir a data de início do julgamento.
Os pais de Kirk, Robert e Kathryn, e sua mulher, Erika, estavam no tribunal. Ela assumiu a liderança da organização juvenil conservadora fundada pelo marido.
"Esta decisão, tomada quase um ano depois que Charlie foi tirado de nós, representa um passo importante na busca de justiça para ele", afirmou a família Kirk em um comunicado divulgado após a audiência.
Quem era Charlie Kirk
Kirk foi um dos fundadores da Turning Point USA, organização voltada para jovens conservadores. Ele ganhou destaque nacional ao mobilizar eleitores jovens em apoio à campanha pela reeleição do presidente Donald Trump em 2024.
A morte de Kirk foi registrada por celulares e as imagens se espalharam pelas redes sociais. O caso faz parte de uma série de ataques contra figuras políticas nos Estados Unidos nos últimos anos e ampliou o debate sobre violência política no país.
** Com Reuters **
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