17 mil brasileiros estão presos nos EUA na fila da deportação
- Rádio Manchete USA

- há 7 horas
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WASHINGTON - Pelo menos 17 mil brasileiros estão sob a custódia do ICE aguardando para serem deportados dos Estados Unidos, revela um levantamento do Ministério de Relações Exteriores do Brasil.
Desde janeiro de 2025, quando o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca, até 30 de abril deste ano, 4.199 brasileiros foram expulsos em 51 voos pagos pelo governo americano, divulga o levantamento do programa federal “Aqui É Brasil”, lançado oficialmente em agosto do ano passado.
Em tempo: Não há informações oficiais sobre o total de deportados nesse período porque o programa não contabiliza os nacionais que pagaram a própria passagem e outros que tiveram seus processos negados e deixaram os EUA sem passar pelo sistema prisional.
"No início, os voos com deportados brasileiros chegavam uma vez por mês, depois a cada 15 dias e agora são semanais", afirma a ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello. "Foi então que instituímos o “Aqui É Brasil”, que busca aprimorar as etapas de acompanhamento e reinserção econômica dessas pessoas."
Mas a fila anda devagar para quem espera nos presídios do EUA. Esse é o caso do paulista Alex que passou quatro meses preso. "Assinei a deportação voluntária, mas não tive a possibilidade de pagar pela minha passagem", conta o brasileiro que pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome.
Plínio, que está detido na Pensilvânia, também aguarda uma vaga para deixar os EUA em um avião fretado pelo governo. "Eu queria comprar a minha passagem em um voo comercial, mas não me deram esse chance", diz o mineiro que foi preso há pouco mais de 30 dias.
Mesmo quando o juiz concede o benefício de deixar o país pelo aeroporto não há garantias. Matheus Silveira, de 30 anos, por exemplo, desembarcou em Belo Horizonte e foi recebido pelo programa "Aqui é Brasil" em fevereiro, após passar mais de dois meses detido .
A americana Hannah Silveira, esposa de Matheus, teve que abrir mão de sua vida nos EUA e se mudar para o Rio de Janeiro para ficar ao lado do marido. Ela denunciou na época que o governo americano violou a ordem do juiz que a permitia comprar a passagem para ele retornar ao Brasil em um voo comercial.
Segundo a mulher, após o acordo de deportação voluntária, Silveira foi transferido de um centro de detenção da Califórnia para a Lousiana e ficou dias desaparecido.
** Da Redação **

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