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'Imigrantes' levam os EUA às oitavas de final da Copa do Mundo

2 de jul.
2 min de leitura

 

Balogun poderia ter escolhido jogar pela Inglaterra ou Nigéria mas preferiu vestir a camisa dos EUA
Balogun poderia ter escolhido jogar pela Inglaterra ou Nigéria mas preferiu vestir a camisa dos EUA

NOVA YORK – Em tempos de Copa do Mundo todos os holofotes estão direcionados aos astros do futebol. E a seleção americana está chamando a atenção pela ótima performance em campo, sobretudo com dois ‘imigrantes’ aparentemente já amados pela torcida: Balogun e Tillman.


Filho de nigerianos, Balogun nasceu em Nova York em 2001 porque sua mãe, Florence, grávida de sete meses, não teve permissão para embarcar de volta para Londres durante uma viagem de férias. A família retornou ao Reino Unido menos de dois meses depois com o bebê já de posse de um passaporte americano.


“Mesmo quando ele nem estava pensando em tomar uma decisão sobre seleção, eu já havia decidido: ele vai jogar pela América”, disse Florence antes do início da Copa.


O atacante cresceu em Londres, entrou na base do Arsenal aos oito anos e chegou a defender as seleções de base da Inglaterra, com sete gols em 13 jogos pelo sub-20. Depois de atuar por Reims e Monaco, com 13 gols em 30 partidas na última temporada da Ligue 1, pediu para a Fifa em 2023 o registro para jogar pelos Estados Unidos, abrindo mão de defender Inglaterra ou Nigéria no futebol internacional.


Balogun disse que vê sua história como parte da própria identidade. “Sinto que tudo aconteceu dessa forma por um motivo. Tenho muito orgulho de ser americano. Estamos na Copa do Mundo, essa é uma oportunidade para os torcedores me conhecerem melhor”, afirmou.


Na estreia contra o Paraguai, ele já havia se tornado o primeiro jogador dos Estados Unidos desde 1930 a marcar dois gols em uma mesma partida de Copa do Mundo.


Tillman escolheu os EUA por achar que teria mais chances de jogar uma Copa do Mundo
Tillman escolheu os EUA por achar que teria mais chances de jogar uma Copa do Mundo

Tillman nasceu em Nuremberg, na Alemanha, filho de um militar americano, passou pela base do Bayern de Munique e defendeu a seleção sub-21 alemã antes de escolher os Estados Unidos em 2022.


“Na Alemanha, acho que não estaria com a seleção nos próximos dois anos. Aqui, vejo minha chance”, disse na época. Depois, atuou pelo Rangers, foi eleito jovem jogador do ano pela PFA Scotland, passou pelo PSV Eindhoven, conquistou dois títulos holandeses e chegou ao Bayer Leverkusen em 2025 por cerca de 35 milhões de euros.


O protagonismo dos dois ocorreu um dia depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar um decreto assinado pelo presidente Donald Trump que tentava negar cidadania a filhos de turistas ou imigrantes em situação irregular nascidos no país. A decisão manteve a interpretação constitucional de que pessoas nascidas em território americano, com exceções limitadas, têm direito à cidadania, regra que permitiu a Balogun vestir a camisa da seleção.


** Da Redação **

 

 

 
 
 

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