Estudo revela que dinheiro usado para deportação cobre cuidado médico para 5 milhões de veteranos

WASHINGTON - Um relatório divulgado essa semana sugere que o dinheiro gasto em deportações nos Estados Unidos nos últimos 18 meses poderia ter sido usado para financiar mais de 925 mil professores ou para custear o tratamento médico de mais de 5 milhões de veteranos.
As conclusões do Instituto de Política Econômica (EPI, na sigla em inglês) mostram que os impostos federais direcionados para cumprir a promessa de campanha do presidente Donald Trump de realizar deportações em massa poderiam ser investidos em educação e saúde.
O Condado de Los Angeles, na Califórnia, liderou a lista com aproximadamente US$ 9,25 bilhões, seguido pelo Condado de Nova York, em Nova York, com US$ 6,52 bilhões, o Condado de Cook, em Illinois, com US$ 5,11 bilhões, e o Condado de Santa Clara, também na Califórnia, com US$ 4,96 bilhões.
Os condados de King, em Washington; Harris, no Texas; Miami-Dade, na Flórida; Orange, na Califórnia; Maricopa, no Arizona; e Palm Beach, na Flórida, se destacam no mapa das jurisdições de maior custo.
Os cálculos mostram que no Condado de Los Angeles, por exemplo, o dinherio destinado às deportações garantiria o salário de mais de 24 mil professores. No Condado de Cook, que abrange grande parte da região de Chicago, o EPI estima que mais de 154.500 unidades de habitação pública ou 14.635 poderiam ser financiados.
A aplicação das leis de imigração tornou-se uma das principais prioridades do segundo mandato de Trump. Desde que retornou ao poder em janeiro de 2025, o governo expandiu as operações do ICE , buscou aumentar a capacidade de detenção, intensificou as ações de fiscalização no local de trabalho e pressionou o Congresso a fornecer financiamento adicional para os esforços de deportação e iniciativas de segurança de fronteiras.
“É ridículo que investimentos para fazer cumprir a lei estejam virando notícia enquanto as consequências devastadoras de infringi-la foram completamente ignoradas durante o governo Biden”, disse um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS).
“A imigração ilegal custa aos contribuintes americanos mais de US$ 150 bilhões todos os anos, e esse número só vai aumentar a menos que as leis do nosso país sejam cumpridas. As deportações são absolutamente vitais para estancar essa sangria.”
O representante, entretanto, não explicou quais despesas com estrangeiros ultrapassariam US$ 100 bilhões.
O relatório do Comitê de Apropriações do Senado sobre o projeto de lei de gastos com Segurança Interna para o ano fiscal de 2026 recomendou US$ 92,3 bilhões para o DHS, incluindo verbas discricionárias e gastos com auxílio em desastres.
“Incentivamos todos os imigrantes ilegais a assumirem o controle de sua saída com o aplicativo CBP Home. Através do Projeto Homecoming, um pilar do sucesso do presidente Trump na aplicação das leis de imigração, os Estados Unidos estão oferecendo aos imigrantes ilegais US$ 2.600 e uma passagem aérea gratuita para que se autodeportem agora”, disse o porta-voz do DHS.
“Mesmo com a nova oferta de um auxílio de US$ 2.600, o custo estimado de uma única autodeportação pelo aplicativo CBP Home é de apenas US$ 5.100, o que representa uma economia de mais de US$ 13 mil por imigrante ilegal para o contribuinte americano.”
Isso significa que, com base nos cálculos do governo, a expulsão de um estrangeiro custa US$ 18.100 aos cofres públicos dos EUA.
** Com Agências **

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