Democrata acusado de assédio sexual também responde por empregar brasileira ilegal
- Rádio Manchete USA

- 16 de abr.
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Atualizado: 17 de abr.

LOS ANGELES - Após quatro mulheres denunciar o ex-deputado federal, Eric Swalwell, por assédio sexual, ele também deve responder por empregar uma brasileira sem autorização de trabalho nos Estados Unidos.
O democrata, que era favorito para vencer a eleição para governador da Califórnia, está sendo acusado de violar as leis de imigração e trabalhistas para manter Amanda Barbosa, de 33 anos, como babá de seus filhos.
Denúncias apresentadas recentemente afirmam que Amanda vive ilegalmente com a família Swalwell há mais de dois anos.
Em fevereiro, o Departamento de Segurança Interna (DHS) acusou o político de pagar a babá com fundos de campanha em 2022, enquanto ela não possuía autorização de trabalho válida.
Amanda chegou aos EUA em janeiro de 2021 com um visto de au pair (programa de intercâmbio cultural e trabalho remunerado em que uma pessoa mora com uma família para ser babá), recebendo US$ 46.930, de acordo com denúncia.
Após o fim do visto de au pair, Swalwell iniciou o processo para obtenção do green card para a brasileira, de acordo com um pedido de certificação de trabalho permanente obtido pelo "NY Post". Enquanto esse processo se desenrolava, Amanda se matriculou em uma faculdade comunitária e obteve o status de estudante e, pelas regras da imigração, não tinha permissão para trabalhar fora do campus.
Entretanto, a brasileira continuava recebendo pelo trabalho na casa dos Swalwell. Fotos postadas na sua conta do Facebook, já excluída, mostram Amanda cuidando das crianças em diversos eventos familiares nos dois anos seguintes, inclusive em um piquenique anual da Casa Branca, onde aparece segurando a filha mais nova, então com dois anos, nos braços.
A página de Amanda no LinkedIn, também excluída após as acusações, indicava que ela trabalhava como cuidadora infantil particular ininterruptamente de 2021 até o presente, de acordo com uma captura de tela incluída nas denúncias.
O democrata da Califórnia defende "reformas que proporcionariam uma forma de tirar da sombra os trabalhadores indocumentados".
'Abusos sexuais'
A pressão sobre Swalwell já era grande por causa de denúncias de abusos sexuais feitas por quatro mulheres, incluindo uma ex-funcionária que afirma que o deputado a estuprou quando ela estava bêbada e a deixou machucada e sangrando durante um suposto ataque de 2024.
Adam Parkhomenko, marido de uma das quatro mulheres, afirmou que o deputado enviou à esposa, a influencer Ally Sammarco, "imagens inapropriadas" via Snapchat.
Swalwell, que desistiu da campanha ao governo da Califórnia em 12 de abril, classificou as alegações de agressão sexual como "absolutamente falsas" e prometeu "lutar contra elas com tudo o que tenho".
** Com Agências **

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