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Brasileira casada com militar é retirada de voo de deportação e libertada após um mês presa

14 de ago.
2 min de leitura

Atualizado: 15 de ago.


Maisa estava chegando ao Brasil quando foi questionada se queria voltar aos EUA
Maisa estava chegando ao Brasil quando foi questionada se queria voltar aos EUA

LEESVILLE - Após mais de um mês presa e já a bordo de um avião de deportados a caminho do Brasil, Maisa Lopes Eliaser foi notificada que recebeu autorização para permanecer nos Estados Unidos em liberdade enquanto busca a regularização imigratória.


A brasileira conta que os agentes do ICE receberam uma ligação durante o voo na quarta-feira, 12, e a perguntaram se ela queria desembarcar no destino ou retornar aos EUA. Eles disseram ainda que ela estava "famosa" por causa de vídeos sobre o caso.


Maisa, que é casada com um militar americano, permaneceu no avião e voltou à Louisiana.


Maisa foi detida em 8 de julho em um escritório do Serviço de Imigração e Naturalização (USCIS), no Alabama, durante uma entrevista para a o green card através do casamento com o militar Alexis Jaramillo.


Segundo o ICE, a paulista, que entrou no país em 2019, tinha uma ordem final de remoção datada de 15 abril ligada a um caso imigratório anterior.


O casal, que oficializou a união em 2024, alega que nunca recebeu a notificação por ter sido enviada para um endereço antigo.


Durante o tempo que a companheira ficou presa, Jaramilio, que serve ao Exército há mais de dez anos e é especialista em operações de aviação, teve que se afastar das atividades em Fort Polk, na Louisiana, para cuidar do filho de Maisa, um menino de 5 anos nascido nos EUA fruto de um relacionamento anterior.


A brasileira deve comparecer novamente ao escritório da imigração na segunda-feira, 17, para tentar reabrir o processo e avançar com o pedido de residência permanente.


Ela afirma que tem dificuldade para dormir e teme voltar ao centro de detenção, onde diz ter sido tratada como "um animal".


Parole in Place


A história de Maisa é uma das centenas em que cônjuges e parentes próximos de militares estão na mira da deportação após o governo Trump revogar proteções a esse grupo.


A administração republicana extinguiu o Parole in Place, um mecanismo para impedir que parentes de soldados sejam deportados enquanto buscam regularizar o status imigratório.


Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, 52 parentes -entre parceiros e pais - de militares em exercício foram enviados para centros de detenção do ICE. Pelos 8 continuam detidos.


Do total, seis foram deportados e um se autodeportou.


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